Como é calculado o valor do seguro de carro

Vai obter um seguro, mas não sabe qual será o seu custo. Pois, então, acompanhe o texto! Nele, explicamos cada um dos quesitos avaliados para o cálculo do valor do seguro de carro.

O seguro é um item fundamental a ser pensado e cotado quando se adquire um carro. Com ele, seu veículo está protegido de uma série de imprevistos, os chamados “sinistros” na linguagem do seguro. O valor do seguro de carro é calculado de acordo com o seu índice de sinistralidade.

Ao cotar seu seguro, a seguradora elabora um questionário para avaliar alguns fatores de risco e analisar qual é a possibilidade que o veículo tem de ser roubado ou sofrer qualquer tipo de acidente.

Esse é o índice de sinistralidade a partir dessas informações, a companhia seguradora faz a projeção de quanto terá de pagar de indenização e define quanto vai cobrar do segurado.

Somam-se a essas informações as características do veículo e o perfil do segurado. Assim, a seguradora ajusta o preço de acordo com o perfil do cliente.

Como é calculado o valor do seguro de carro

Imagem: Getty

8 fatores considerados para o cálculo do valor do seguro de carro

1. Modelo do Veículo

Um dos primeiros aspectos considerados para o cálculo de um seguro é o tipo de carro que será protegido. Apesar do que você pode pensar, porém, a característica mais importante não é o preço do automóvel.

Ela é considerada, mas, na verdade, as seguradoras verificam com maior cuidado o índice de roubo de veículos daquele modelo. Quanto maior esse índice, maior o custo (prêmio) do seguro.

É por isso, que, por vezes, um carro mais caro pode ter seguro muito semelhante ao de um automóvel considerado popular. Afinal, carros populares podem ter alto índice de roubo, e um veículo de luxo não.

Carros mais antigos também costumam ter seguro mais custoso. Afinal, eles são mais sujeitos a sinistros mecânicos e elétricos. Ao mesmo tempo, costuma ser difícil encontrar peças de reposição para estes automotores.

2. Local de Residência

Outro ponto analisado pelas seguradoras é o local de residência do segurado. Quando a região é considerada de alto risco, para roubos e acidentes, o preço do seguro auto sobe.

3. Local de tráfego

Na hora de definir o preço da proteção, o local de tráfego do carro também é considerado. A regra é a mesma do caso anterior: quanto maior o risco da região, maior o custo da proteção.

Além disso, a empresa de seguros leva em conta o local de estacionamento do automóvel. Tanto no dia a dia, durante o trabalho, quanto à noite, quando o indivíduo volta para casa.

Um carro que permanece em estacionamento fechado tem seguro mais barato do que aquele que é estacionado na rua.

4. Perfil do motorista

Para a seguradora, um dos pontos mais importantes da cotação do seguro é o perfil do motorista. É por meio dessas informações que a empresa verifica o quanto o indivíduo pode se envolver em problemas, e as chances de que o pagamento da indenização seja necessário.

São diversos os pontos analisados por esse quesito. A começar pela idade e experiência do usuário ao volante.

Quanto mais velho, e quanto maior o tempo de habilitação do motorista, menor pode ser o seu seguro. Isso porque, considera-se que estes indivíduos estão menos sujeitos a acidentes.

O perfil dos motoristas secundários do carro também é considerado. Os motoristas secundários são aqueles que dirigem o veículo de modo frequente, mas não tanto quanto o condutor principal.

Todos estes indivíduos precisam ser listados na apólice. Quando um dos motoristas é menos experiente, essa característica afeta a cotação da proteção.

Se o segurado tem filhos com 18 anos ou mais, o seguro novamente muda de valor. Afinal, a seguradora considera que este indivíduo poderá dirigir o veículo em breve. Assim, considera-se novamente o quesito experiência.

Indivíduos casados também pagam menos pela proteção, assim como as mulheres. Essa mudança ocorre porque as seguradoras consideram estes motoristas como mais prudentes.

Por fim, há o histórico de ocorrências de condutor. Quando já se envolveu em sinistros, o consumidor é considerado de risco para novos acontecimentos. Logo, a proteção do seu veículo terá custo mais alto.

5. Uso do Veículo

De modo geral, quanto mais o veículo é usado, maior o custo do seu seguro. Por isso, um carro utilizado para o trabalho tem proteção mais cara do que um veículo de passeio. A utilização do auto para viagens constantes e esportes tem efeito semelhante.

6. Franquia escolhida

Ao contratar um seguro, o consumidor pode escolher entre diferentes tipos de franquia. A franquia é o valor fixo de responsabilidade do usuário em caso de sinistro. Ela só é cobrada em caso de perda parcial do veículo.

Imagine que o seu carro sofra uma colisão, e seu conserto terá custo de R$ 5 mil. Como a sua franquia é de R$ 1 mil, você será o responsável por quitar R$ 1 mil à oficina. A seguradora pagará os R$ 4 mil restantes para o reparo.

Também é preciso destacar o que é a perda parcial. Ela acontece quando os custos para o reparo do veículo são correspondentes a, no máximo, 75% do valor do carro.

Quando essa porcentagem é ultrapassada, diz-se que houve perda total. Neste último caso, o consumidor recebe uma indenização integral, para a compra de um novo veículo.

São quatro os tipos de franquia para seguro auto:

  • A básica, que encontra equilíbrio entre o valor da franquia e o preço do seguro;
  • A reduzida, com franquia menor do que a básica e custo maior do prêmio;
  • A ampliada, com franquia maior e custo menor do seguro;
  • A isenta, que não cobra nada do consumidor em caso de sinistro. Quando opta por este tipo de franquia, o consumidor arca com altos valores para contratar o seguro.

7. Coberturas do seguro

As mais diversas coberturas estão disponíveis no mercado de seguros. Normalmente, as empresas protegem os carros contra roubo e furto, incêndio, colisão e queda de raio.

Além destes, é possível contratar adicionais, como para os vidros do auto e para os equipamentos instalados nele.

Quanto maior o número de coberturas, mais caro costuma ser o seguro. Por isso, é importante contratar apenas as que fazem sentido para o seu caso.

De nada adianta, por exemplo, adquirir o adicional de proteção do veículo em países do Mercosul (conhecido como Carta Verde), se você não pretende viajar para fora do Brasil.

8. Extras do veículo

Alguns dispositivos de segurança instalados no veículo também podem tornar o seguro mais caro ou barato. Os valores caem, por exemplo, quando o carro possui rastreador.

Afinal de contas, em caso de roubo ou furto, o auto poderá ser mais facilmente recuperado. Nessa situação, a seguradora terá que pagar apenas a indenização parcial, e não a integral, maior.

Já a blindagem aumenta o valor do seguro de carro. Isso porque, o reparo dessa característica, em caso de colisão, terá custo mais alto, além de exigir mão de obra especializada.

Cuidados na contração do seguro de carro

Apesar de todas as mudanças de valores e vantagens de alguns perfis, o consumidor nunca deve mentir para a seguradora.

É uma péssima ideia, por exemplo, não listar um segundo condutor com pouca experiência ao volante. Isso porque, após um sinistro, a seguradora confere as informações do contrato com a realidade.

Caso perceba inconsistências, a empresa pode acusar fraude por parte do usuário. Assim, ela poderá negar a indenização.

Por este mesmo motivo, aliás, qualquer nova informação deve ser repassada à seguradora. Como no caso da alteração de endereço residencial, ou da mudança de estado civil do condutor. Para isso, basta entrar em contato com a empresa e realizar um endosso.

O preço final do custo do veículo varia por seguradora. Principalmente porque, cada uma dá maior peso aos fatores citados. Ou seja, cada característica da nossa lista dá um tipo de pontuação ao veículo. Por isso, sua sinistralidade pode ser maior em uma empresa, e menor na outra.

Como escolher o melhor seguro auto?

Como você acompanhou no texto, os valores dos seguros seguem uma tabela que é definida de acordo com o modelo do carro, ano de fabricação, itens escolhidos para cobertura, local por onde o carro transita, entre outras referenciais definidas pelas companhias seguradoras.

Quem deseja calcular o valor do seguro de um automóvel, pode seguir alguns passos e descobrir as possibilidades e opções de planos e companhias.

É importante optar pela que mais lhe agrade e que esteja de acordo com o orçamento disponível para um seguro veicular. Para o cálculo, não é necessário sair de casa – basta acessar a internet e cotar seu seguro através de sites de empresas de seguro online.

As possibilidades de seguros são inúmeras, assim como as opções de empresas seguradoras que prestam tal serviço.

Os planos das companhias seguradoras têm coberturas que servem para acidentes de trânsito, furtos, roubos e incêndios.

Entre outros sinistros, que variam de acordo com o plano escolhido pelo segurado. Para escolher o melhor seguro, é sempre interessante que o consumidor conte com o auxílio de um corretor.

Especialista no assunto, o profissional terá facilidade em indicar as empresas e coberturas mais interessantes ao veículo.

Agora você já sabe como é calculado o valor do seguro de carro. Lembre-se de cotar apenas as coberturas necessárias, e de ler com cuidado a apólice da proteção. Assim, você terá certeza de que o seguro escolhido é o mais vantajoso ao seu auto e bolso.

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