Conheça os principais tipos de seguro auto

Os índices de violência no trânsito estão em constante aumento e dirigir por aí sem contar com uma garantia de segurança pode ser muito arriscado. Acompanhe esse artigo e conheça os principais tipos de seguro auto.

Ter um carro e não contar com um seguro nos dias atuais é muito arriscado. Os perigos no trânsito são muitos.

Além de estar sujeito a sofrer acidentes se envolvendo em colisões ou situações mais complicadas, as chances de ter seu carro roubado ou furtado aumenta a cada dia.

Para se ter uma ideia, apenas em 2016 foram mais de 20 mil acidentes só nas rodovias federais.

O Brasil ainda tem 1 roubo ou furto de veículo a cada minuto.

Mesmo assim, 70% dos carros que transitam no País não têm um seguro.

São veículos que darão bastante prejuízo caso sofram um sinistro e que, ao mesmo tempo, poderão gerar prejuízos a outras pessoas.

No fim, o motorista acaba arcando sozinho com todos os valores, o que traz desordem para toda a sua vida financeira.

Carros não são bens baratos, e poder contar uma proteção que garanta indenizações é um alívio.

Ou seja, com um seguro de carro ideal para as suas necessidades.

Para te ajudar a contratar o melhor serviço, criamos este artigo.

A seguir, listamos quais os principais tipos de seguro auto do mercado e damos dicas sobre como escolher o melhor. Acompanhe!

Conheça os principais tipos de seguro auto

Imagem: Getty

Quais são os principais tipos de seguro auto?

Os tipos de seguro auto disponíveis no mercado não costuma mudar por empresa.

Basicamente, as empresas oferecem os mesmos tipos de cobertura, apenas com alguns serviços ou detalhes diferentes.

Na hora de contratar o seu seguro, você deverá avaliar a cobertura desejada.

É importante adquirir todas as proteções necessárias, e eliminar apenas as que cobrem situações pelas quais você nunca vai passar.

Por exemplo: se na sua cidade não acontecem inundações, a cobertura para esse sinistro é desnecessária no seu seguro.

Em todo o caso, lembre-se que será mais barato contratar o seguro, do que arcar sozinho com os prejuízos de um sinistro.

Por isso, vale a pena contratar o maior número de coberturas possível.

Seguro contra furto ou roubo

Uma das coberturas mais simples oferecidas pelas seguradoras é o seguro contra furto ou roubo.

Ele cobre os riscos apenas nessas situações e, normalmente, o segurado recebe a indenização integral de acordo com o valor do veículo na tabela FIPE.

A indenização também pode corresponder a um valor preestabelecido em contrato.

Por ser o seguro mais simples oferecido pelas empresas, esse também acaba sendo o mais barato disponível no mercado.

Ao escolher esse entre os principais tipos de seguro auto, é importante saber que essa cobertura atende apenas situações em que o veículo foi roubado ou furtado.

Colisões, incêndio e outros casos não são cobertos.

Para receber a indenização deste seguro, o carro não pode ser encontrado.

Ou, então, ele deve possuir perda total após ser recuperado.

A perda total ocorre quando os danos ai veículo são maiores do que 75% do preço do veículo de acordo com a tabela FIPE.

Fora essas situações, a seguradora não paga pelos prejuízos com o veículo.

Nem mesmo se ele for recuperado e precisar apenas de pequenos reparos.

Em todo o caso, algumas companhias de seguro incluem outras coberturas nesse tipo de seguro.

Assim, vale a pena questionar a seguradora sobre eu que ela oferece em sua opção de seguro.

Seguro de cobertura básica

Esse seguro possui um valor um pouco superior ao anterior, mas também oferece uma cobertura maior.

As indenizações são pagas não apenas em casos de roubo ou furto, mas em situações como colisões, acidentes naturais, incêndios, explosões, raios, enchentes e mais.

A partir de um seguro básico, são considerados dois tipos de perda: a parcial e a total.

A perda total acontece quando os danos ao veículo são menores do que 75% do valor do carro.

Nessa situação, a seguradora paga parte do conserto, e o segurado paga a outra parte, por meio da franquia do seguro.

A franquia do seguro é, então, a parte de responsabilidade do segurado no reparo do carro.

Seu valor fica predeterminado na apólice do seguro. Por exemplo: seu carro sofre dano de R$ 5 mil, e sua franquia é de R$ 1.500.

Isso significa que você, segurado, pagará R$ 1.500 à oficina mecânica. Já a seguradora quitará os R$ 3.500 restantes.

Já a perda integral ocorre quando o auto sofre danos superiores a 75% do seu valor de mercado.

Ela gera uma indenização integral, que tem como objetivo permitir a compra de um novo veículo.

A indenização integral também é paga quando o carro é roubado ou furtado, e não recuperado pela polícia.

Seguro compreensivo

Também conhecida como cobertura completa, o seguro compreensivo é o mais abrangente em relação às situações inclusas e o mais contratado pelos brasileiros.

O seguro compreensivo cobre uma infinidade de situações, inclusive as já citadas nesse artigo.

Ela ainda oferece serviços como a assistência 24 horas, que conta com socorro a pane seca, mecânica ou elétrica, serviço de guincho, chaveiro e muito mais.

Esse tipo de proteção também cuida do carro em caso de:

  • Colisão, capotagem ou derrapagem;
  • Queda de objeto sobre o veículo;
  • Alagamento e inundação;
  • Queda de raio e mais.

Seguro para terceiros

A cobertura do seguro para terceiros é voltada especificamente para pessoas que sofram danos provocados pelo segurado.

Funciona assim: em uma colisão ou acidente envolvendo o carro do segurado, ele precisa assumir  a culpa.

Fazendo isso, a seguradora se torna responsável por arcar com todas as despesas da outra pessoa.

Sejam essas morais, físicas ou judiciais.

Como esse seguro cobre apenas uma situação, seu valor é mais baixo, como no caso do seguro contra furto ou roubo.

No entanto, o seguro para terceiros também pode ser associado ao seguro básico ou compreensivo.

Assim, as duas opções cuidarão não só do carro, mas das pessoas que se envolverem em sinistros com o segurado.

Seguro para acidentes de passageiros

O seguro para Acidentes Pessoais de Passageiros (APP) é muito comum entre as pessoas que trabalham com o transporte de passageiros, sejam eles taxistas, motoristas de aplicativo ou de vans.

Legalmente, essas pessoas são obrigadas a contar com esse tipo de seguro.

Ainda assim, vale ressaltar que essa cobertura atende apenas aos danos promovidos aos passageiros do veículo segurado, desconsiderando as avarias promovidas ao veículo.

Por isso, para o cuidado completo com o carro, é necessário associar a cobertura APP a um seguro básico ou compreensivo.

Qualquer motorista pode contratar essa cobertura, nem que seja para cuidar da sua família durante um passeio com o carro.

Coberturas adicionais no seguro

Além de todos os seguros e coberturas citadas até aqui, existem outras opções no mercado de seguros brasileiros.

São as chamadas coberturas adicionais, que protegem o carro em situações mais específicas.

Essas proteções podem ser associadas a qualquer uma das opções citadas até aqui, criando um seguro ainda mais personalizado e completo.

Entre as opções de adicionais, estão:

  • Cobertura de acessórios, como som automotivo;
  • Cobertura para o kit gás;
  • Carro reserva;
  • Cobertura para vidros e faróis;
  • Proteção para teto solar;
  • Proteção da carroceria;
  • Diárias em hotel (caso o veículo estrague fora do município de residência do segurado);
  • Lucros cessantes (ideal para taxistas, que receberão indenização como forma de ressarcimento pelo tempo em que o veículo estiver indisponível);
  • Seguro para a blindagem do carro;
  • Extensão de perímetro;
  • Carta Verde (seguro para o carro em países da América Latina) e mais.

Porque ter um seguro auto é tão importante?

O seguro é um serviço onde uma empresa assume os riscos e, consequentemente, as despesas de problemas que possam vir a acontecer.

Logo, contar com um seguro é importante porque lhe protegerá de eventuais gastos extras.

Esses gastos, na maior parte das vezes, são muito altos, especialmente se ocorrer a perda completa do seu automóvel.

Considerando os vários tipos de seguro auto disponíveis no mercado, é simples escolher uma cobertura que atenda a todas as suas necessidades.

Assim, após um sinistro, você terá o auxílio da seguradora para resolvê-lo.

Como fazer a escolha certa entre os principais tipos de seguro auto?

O modo mais simples de escolher a melhor cobertura de seguro, conforme o seu perfil, é contando com a ajuda de um corretor de seguros.

Especialista no assunto, o profissional tem maior facilidade em perceber as suas necessidades e indicar coberturas e empresas.

Sem contar que ele poderá encontrar preços mais conta, por meio de várias cotações.

Em todo o caso, existem alguns pontos aos quais você pode se atentar para contratar o melhor seguro. Veja a seguir.

  • Considere o valor do seu carro. Quanto mais antigo o veículo for, menor será a chance de ele ser aceito por uma seguradora. Por isso, será necessário um pouco mais de pesquisa;
  • Tenha ciência sobre quais são os principais riscos envolvendo seu veículo na região onde mora, trabalha ou visita com frequência;
  • Tenha atenção ao valor da franquia. Quanto maior ela for, menor será o preço do seu seguro, e vice-versa. O preço da franquia pode ser negociado com a seguradora no momento da assinatura do contrato, de acordo com o que você achar mais interessante.

Descubra como escolher uma seguradora eficiente

Com a cobertura escolhida, será hora de definir uma boa seguradora para trabalhar. O primeiro passo para isso é pesquisar a reputação da empresa.

Conheça a fama dela em sites como o Facebook e o Reclame  Aqui.

Se você puder conversar com clientes mais antigos, será ainda melhor.

Tenha a certeza de que a empresa escolhida dispõe de um bom relacionamento com os clientes, mas também eficiência de serviços.

Depois dessa pesquisa, você precisará verificar a empresa no site da Susep.

A Susep é a Superintendência de Seguros Privados. Apenas as empresas autorizadas por ela podem atuar na comercialização de seguros no Brasil.

Por último, você poderá comparar o preço dos seguros dessa seguradora com as demais.

Se o custo for muito elevado, talvez seja melhor você pesquisar por outra empresa.

Afinal, seu objetivo é contar com uma boa proteção, mas com preços que caibam no seu bolso.

Quanto custa um seguro auto?

Na hora de contratar um seguro auto, você irá encontrar diferentes preços.

Isso porque, eles variam de acordo com uma série de fatores: a seguradora, modelo do carro, perfil do motorista e mais.

Para definir o preço do seguro, as seguradoras fazem uma análise de risco do carro.

Ou seja, avaliam os riscos do veículo sofrer um sinistro. Quanto maiores essas chances, mais caro tende a ser o seguro contratado.

Pensando nisso, às vezes os usuários se sentem tentados a mentir para a seguradora.

Por exemplo: jovens pagam mais no seguro, pois têm menos experiência no trânsito. Então, muitos deles pedem para que seus pais contratem a proteção.

Afinal, eles têm maior experiência ao volante, pagando menos pelo seguro auto.

Momentaneamente, essa “artimanha” gera economia.

No entanto, após um sinistro, as empresas verificam se todas as informações dadas a ela correspondem à realidade.

Então, ao perceber que o motorista principal do veículo era o jovem condutor, e não seus pais, a companhia poderá negar a indenização.

Como resultado, o usuário terá que pagar sozinho pelos prejuízos do sinistro.

Além disso, ele poderá ser judicialmente processado pela seguradora.

Por isso, forneça todas as informações necessárias à seguradora, de modo correto e sem “mascarar” a realidade.

Isso vai evitar problemas futuros.

Seguro DPVAT e rastreadores

Algo que costuma gerar dúvidas nos motoristas é o seguro DPVAT.

Obrigatório, esse seguro pouco tem a ver com o carro.

Na verdade, sua função é indenizar as vítimas do trânsito brasileiro, no caso de invalidez permanente, morte ou para o ressarcimento de despesas médicas.

A taxa desse seguro é paga anualmente, junto ao IPVA, e dela depende a emissão do licenciamento do veículo.

Por isso, pagar o seguro DPVAT não exclui a importância de adquirir um seguro auto para o seu carro.

Apenas com a proteção de uma seguradora você contará com auxílio após um sinistro.

O mesmo vale para um rastreador: o dispositivo é eficaz, mas não exclui a necessidade de um seguro.

Até porque, se o auto for roubado, ele será mais facilmente recuperado. Porém, seus prejuízos não serão ressarcidos.

Um rastreador nada mais é do que um equipamento que indica a localização do veículo no qual ele é instalado.

Após um furto ou roubo, ele facilita que a polícia encontre o veículo e o recupere.

Quando um rastreador existe no carro, o segurado costuma obter descontos na contratação do seguro.

Afinal de contas, o dispositivo diminui os riscos de sinistro ou, ao menos, de perda total do automóvel.

Contar com um bom corretor poderá facilitar esse processo e ainda garantir cotações mais em conta, com ou sem rastreador.

Lembre-se: para escolher entre os principais tipos de seguro auto, você deverá considerar as suas necessidades e riscos no dia a dia.

Assim, terá a certeza de poder contar com auxílio após um sinistro.

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