Seguro auto para carros rebaixados

| Autor: Jeniffer Elaina

Você tem um carro modificado e está pensando em adquirir um seguro? Não sabe se é possível fazer seguro auto para carros rebaixados? Acompanhe esse artigo e descubra a verdade sobre esse assunto!

Todas as pessoas que possuem um veículo costumam avaliar a necessidade de ter um seguro auto.

Isso inclui os proprietários de carros rebaixados que, assim como os demais motoristas, estão sujeitos à violência das grandes cidades.

Especificamente nesses casos, os condutores geralmente são acometidos por uma dúvida: existe seguro auto para carros rebaixados?

A boa notícia é que sim, existe seguro auto para carros alterados.

Sua contratação é relativamente simples, e pode ser feita sempre que o usuário desejar.

Logo mais, explicaremos o assunto.

Antes de saber mais sobre a questão do seguro, porém, entenda melhor como funcionam as regras para esse tipo de modificação no carro e saiba como o seguro auto para carros rebaixados funciona.

Seguro auto para carros rebaixados

Imagem: Getty Images

Regras para carros rebaixados

Desde 2014, o rebaixamento do carro é considerado uma modificação legal, autorizada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

No entanto, existem algumas regras que precisam ser seguidas, para que o procedimento não saia do lícito.

Ou seja, para que ele se mantenha dentro da lei.

A principal delas é que o carro que será rebaixado deve ficar no mínimo, 10 cm de distância do chão.

Além disso, é preciso que o carro tenha um peso menor que 3500 quilos.

Outra regra estabelecida para o rebaixamento de veículos diz que, para que o carro possa ser modificado, é preciso que ele conte com um conjunto de rodas e pneus que não encostem em nenhuma parte da carroceria.

Os pneus não devem encostar em nenhuma estrutura do automóvel, muito menos após o giro do volante.

Logo, os pneus não podem, por exemplo, encostar no para-lamas do carro quando são esterçados.

Ou seja, girados de um lado para o outro.

Vale dizer que a conhecida suspensão a ar, que faz com que os veículos fiquem muito mais altos, também é uma modificação possível dentro da Lei.

É importante ressaltar, também, que as alterações precisam ser informadas ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

Primeiro, o motorista deve pedir autorização para a modificação.

Depois que as alterações forem feitas, é preciso que o veículo seja levado para uma vistoria no Departamento.

Assim, será feita a regularização dos documentos do veículo.

A informação sobre o rebaixamento ou suspensão do auto será listada no documento.

Os preços para regularização variam por estado, mas o custo médio para realizá-la é de R$ 300.

Por outro lado, fazer a modificação e não regularizá-la costuma resultar em multas.

A infração também é considerada grave, e acarreta na perda de 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

O motorista que acumula 20 pontos no período de um ano tem a carteira suspensa, por até 12 meses.

É realmente possível adquirir um seguro auto para carros rebaixados?

Como dito no começo do artigo, sim, é possível ter um seguro auto para carros rebaixados.

Porém, é importante dizer que nem todas as seguradoras estão dispostas a realizar esse tipo de contratação.

Ainda é muito comum que as seguradoras neguem o seguro auto para carros rebaixados.

Normalmente, as justificativas utilizadas são que:

  • As modificações das peças originais podem promover um aumento na chance de acidentes. Essa condição poderá fazer o valor do seguro aumentar muito, o que não valeria a pena para a empresa;
  • As modificações do veículo dificultam o cálculo do valor dos consertos em caso de sinistro;
  • As seguradoras acreditam que o perfil do motorista de um carro rebaixado conta com maiores probabilidades de uma condução arriscada.

Cuidados na contratação do seguro

As seguradoras se reservam no direito de negar um cliente sempre que desejarem.

Essa negativa geralmente acontece após a análise do perfil de sinistro do veículo.

O perfil de sinistro avalia as chances de sinistro do carro e do motorista, e ajuda a empresa a definir o custo do seguro ao usuário.

Como citado, um carro rebaixado é considerado mais sujeito a sinistros.

Assim como motoristas jovens, que ainda possuem pouca experiência ao volante.

Estacionar o carro nas vias públicas e viajar de forma constante são outras situações que aumentam o perfil de risco.

Nessas situações, a seguradora pode cobrar mais caro pelo seguro.

Ou pode negá-lo, caso não considere o negócio interessante.

Então, será preciso pesquisar por outras.

Pode ser, ainda, que, ao aceitá-lo como cliente, a seguradora determine uma franquia maior.

A franquia é o valor de responsabilidade do consumidor em caso de sinistro parcial.

Ou seja, o quanto o motorista terá que pagar à oficina para o conserto do carro.

A seguradora só arca com prejuízos maiores do que o valor da franquia.

Se a franquia do seu seguro for de R$ 2 mil, e o conserto do carro ficar em R$ 1.500, você será responsável por todo o pagamento.

Agora, se o conserto tiver custo de R$ 4,5 mil, você deverá pagar R$ 2 mil à oficina.

A seguradora quitará os R$ 2.500 restantes.

Considerando este e outros aspectos, é essencial ter atenção ao contrato do seguro.

Apenas obtenha a apólice caso a proteção pareça interessante ao seu carro e bolso.

Como contratar um seguro auto para carro rebaixado?

A primeira coisa a ser feita na contratação de um seguro auto para carro rebaixado é pesquisar, entre as empresas de seguro, quais oferecem esse tipo de serviço e em que condições.

A contratação de um seguro completo pode ser mais difícil de ser conseguida.

No entanto, não é impossível obtê-la.

Também conhecido como cobertura compreensiva, o seguro completo atende situações como colisão, roubo e furto, incêndio, enchente e mais.

O mais indicado, de qualquer forma, é procurar por uma apólice diferenciada.

Por exemplo: pode ser mais simples obter uma cobertura contra roubo e furto, acidentes pessoais de passageiros, danos a terceiros, e assistência 24 horas.

Personalize as coberturas, e talvez as empresas tenham maior facilidade em aceitar o veículo.

Para agilizar o processo de pesquisa, também vale a pena contar com um bom corretor de seguros.

O especialista saberá quais as empresas mais aptas à proteção, e ainda poderá fazer várias cotações de uma só vez.

Comparar as exigências e preços é fundamental, para que seu veículo conte com a maior proteção.

Pesquise no maior número possível de seguradoras.

Lembre-se que, se decidirem negar o seguro, elas têm até 15 dias para dar essa resposta.

A negativa deve ser apresentada justificada e por escrito.

Seguro de carro rebaixado é mais caro?

Por causa do risco de sinistro maior, o seguro do carro rebaixado é sim mais caro.

Mas isso também vai variar conforme a seguradora.

Então, de novo, será essencial pesquisar entre as empresas do mercado.

Para tentar diminuir o custo do seguro, você poderá tomar alguns cuidados.

Diminuindo o risco de sinistro de outras formas, a proteção pode ficar mais barata.

Veja abaixo o que você pode fazer.

Instalar rastreador no carro

Um carro com rastreador tem mais chances de ser recuperado após um furto ou roubo.

Então, as seguradoras cobram menos pelo seu seguro.

Manter uma direção segura

O perfil de condução do motorista influencia diretamente o custo do seguro.

Então, se o condutor tiver uma direção prudente e nenhum histórico de sinistros, vai pagar menos pela proteção.

Não empreste o carro

O ideal é que apenas pessoas que você confia dirijam o veículo.

E o nome delas deve constar na apólice do seguro.

Sabendo desse número limitado de condutores, a seguradora terá mais confiança no cuidado com o veículo.

Posso rebaixar o carro depois de contratar o seguro?

Ok, as seguradoras não costumam estar muito dispostas a segurar carros rebaixados.

Mas e se você segurar o veículo, e só depois rebaixá-lo?

Pois saiba que qualquer mudança no carro precisa ser informada à seguradora.

Desde as mais simples, como a instalação de um som automotivo, até as grandes mudanças, como o rebaixamento.

Então, você pode até rebaixar o veículo, mas terá que informar a seguradora.

Nesse caso, pode ser que a empresa não cancele seu seguro.

Mas, certamente, ela vai mudar o custo da proteção.

E, para continuar contando com o serviço, você terá que quitar o valor a mais que ela indicar.

Essa mudança de valores ocorre por um simples motivo: o rebaixamento, como explicamos, muda o risco de sinistro.

Se mudava antes da contratação do seguro, também muda durante a vigência dele.

Qualquer mudança no veículo pode aumentar as chances de ele sofrer um acidente, roubo e furto.

A instalação de um som automotivo, por exemplo, pode atrair criminosos para o furto ou roubo do carro.

Enquanto isso, o rebaixamento vai aumentar as chances de uma direção perigosa e colisões.

Por tudo isso, a seguradora vai mudar o custo do seguro.

Afinal, se ela corre mais risco de ter que pagar uma indenização, ela também vai cobrar mais pela proteção.

Após o rebaixamento, faça o endosso do seguro

Além de tudo o que dissemos antes, vale destacar que é fundamental informar a seguradora sobre as mudanças.

Se você rebaixar o carro e não disser isso a empresa, terá problemas na hora de receber a indenização após um sinistro.

Isso porque, depois de uma ocorrência, a seguradora vai conferir se as informações que possui sobre o carro condizem com a realidade.

Caso não e, principalmente, se tiverem havido mudanças que afetaram o risco de sinistro, a empresa poderá alegar fraude pelo consumidor.

Por isso, também poderá negar o pagamento da indenização.

Se isso ocorrer você, segurado, terá que arcar sozinho com todos os prejuízos que tiver tido com o veículo.

Então, não se esqueça: você pode até fazer o rebaixamento após contratar o seguro.

Mas terá que informar à seguradora, fazer o endosso da apólice do seguro.

Do contrário, poderá perder todo o benefício que o seguro te ofereceria.

Que outras modificações alteram o preço do seguro auto?

Além do rebaixamento do carro e instalação de equipamentos de mídia, você também precisa informar à seguradora quando:

  • Muda a pintura do veículo em mais do que 50% da área total externa do carro;
  • Modifica a suspensão do carro, deixando-o mais alto;
  • Faz a adesivagem no veículo;
  • Altera o motor do auto;
  • Muda o tipo de combustível, como instalando um kit gás;
  • Altera faróis e luz de freio, substituindo-as por xénon, neon etc. (o que é contra a lei);
  • E outros.

Portanto, se você está considerando rebaixar seu carro ou fazer outra mudança, pense bem antes de realizar essas modificações.

Elas poderão lhe trazer dificuldades na hora de contratar um seguro auto para carro rebaixado.

Se você já tem um carro rebaixado e deseja contratar um seguro, não desanime.

Encontrar uma empresa apta pode ser difícil, mas existem seguradoras que trabalham com esse tipo de veículo.

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