7 fraudes do seguro de carro que parecem loucuras (mas existiram)

| Autor: Jeniffer Elaina

As fraudes do seguro de carro existem desde que o serviço foi criado. E continuarão existindo por muitos anos ainda. Mas, existem pessoas que as levam tão a sério que acabam criando situações extremamente absurdas. Conheça algumas histórias.

Histórias sobre fraudes do seguro de carro são comuns.

Afinal, sempre tem alguém que se encontra em uma situação financeira complicada, ou apenas decide levar vantagem em cima dessa prestação de serviço.

Essa prática, além de criminosa, pode gerar sérias consequências e vem mostrando que as pessoas estão ficando cada vez mais criativas e ousadas.

Existem algumas histórias sobre fraudes do seguro de carro que são tão absurdas, que acabam sendo difíceis de se acreditar.

Acompanhe e conheça algumas delas.

7 fraudes do seguro de carro que parecem loucuras (mas existiram)

Imagem: Getty Images

Conheça 7 histórias de fraudes do seguro de carro absurdas

Veja a seguir algumas histórias de fraudes do seguro de carro que parecem mentira de tão loucas que são:

1. Ferrari de Lego

Certa vez, um empreendedor, dono de algumas oficinas de carros, decidiu aplicar um golpe no seguro.

Adquiriu uma Ferrari F430, e depois de usar o carro por alguns meses, desconstruiu todo o veículo, vendeu todas as peças, e acionou o seguro dizendo ter sido roubado.

A fraude deu tão certo, que ele a repetiu, comprou outra Ferrari com o dinheiro da indenização e fez a mesma coisa de novo.

O mecânico, que travava as Ferraris como brinquedos de Lego, foi desmascarado apenas na quarta tentativa de fraudar o seguro do carro.

2. Cemitério de carros no quintal

Um mineiro, interessado em pôr a mão na indenização do seguro, decidiu enterrar seu Fiat Uno 2000 no quintal de sua casa.

Resolveu, e o fez, ligando em seguida para a empresa de seguros e dizendo que tinha sido roubado.

Para seu azar, uma testemunha o viu enterrando o carro em seu quintal e acionou a polícia.

E, como se não bastasse, o coveiro de carros ainda contou histórias diferentes para a seguradora e a polícia.

3. Uma grande pedra imaginária

Danos proporcionados por falta de cuidado com o veículo não são cobertos pelo seguro de carro.

Mas isso não foi motivo para evitar que o proprietário de um Chevrolet Classic tentasse fraudar o seguro.

O motorista em questão deixou de trocar o óleo e acabou fundindo o motor do veículo.

Foi quando ele resolveu perfurar o cárter do carro e alegar que tinha passado sobre uma grande pedra no caminho.

O que ele não sabia é que o seguro enviaria uma pessoa até sua casa, e que ela conversaria com todos os vizinhos e descobriria a verdade.

4. Carro porta borboleta

Colidir de frente com um poste e alegar ter se envolvido em uma colisão com outro veículo é uma das fraudes mais comuns que existem.

E foi exatamente isso que o proprietário de uma Mercedes Benz Classe C fez, com a intenção de pôr a mão na indenização oferecida por perda total.

O que ele não imaginava é que os investigadores do seguro encontrariam um casulo com uma larva de borboleta no escapamento do veículo.

E que, depois de consultar um profissional especializado em insetos, eles constataram que a borboleta estava viva dentro do casulo.

O que jamais seria possível se o carro estivesse em movimento e colidisse com outro.

O que fez a perícia do seguro concluir que a Mercedes não circulava há, pelo menos, dois meses.

5. A marreta de ouro

Com a intenção de promover um capotamento, o proprietário de um BMW 330i resolveu lançar o veículo de um barranco.

O grande problema é que o veículo não agiu como o esperado capotando penhasco abaixo.

Para resolver essa questão, ele pegou uma marreta e começou a bater no veículo.

O que ele não esperava era que os peritos descobriram facilmente que se tratava de uma fraude.

Afinal, as marcas no veículo não eram condizentes com o acidente relatado.

6. Dublê de capotamento

Cada vez mais as fraudes do seguro de carro se tornam mais ousadas, prova disso é o golpe conhecido como “capotamento profissional”.

Ou seja, quando um motorista experiente assume a direção de um carro e o faz capotar de propósito.

Esse golpe tem acontecido muito em uma exata curva da rodovia Régis Bittencourt (responsável por conectar Curitiba a São Paulo), onde é possível calcular uma velocidade e provocar o capotamento, conseguindo promover uma perda total no veículo, sem machucar o motorista.

7. Pouco conhecimento científico

A proprietária de um Volkswagen Gol 2000 estava com dificuldades para terminar de pagar as parcelas do carro e decidiu então colocar fogo em seu carro e alegar um incêndio acidental.

O que ela não esperava é que se queimaria durante a aplicação do golpe.

Para que não houvesse suspeitas, ela decidiu contar então a história que um rapaz mal-intencionado teria colocado fogo em seu carro e depois queimado com ácido suas pernas.

O grande problema é que ela não esperava que apenas o exame de corpo de delito seria o suficiente para comprovar que as queimaduras em suas pernas haviam sido causadas por fogo e não ácido.

Como fraudar o seguro?

Se você está em busca de como fraudar o seguro saiba que existem muitas maneiras, mas nenhuma deles é indicada.

Simples “mentirinhas”, como a omissão de um motorista adicional, a alteração do estado civil de solteiro para casado, dizer que possui uma garagem fechada quando na verdade deixa o carro pernoitar na rua e coisas do tipo.

Outra tentativa de aplicar o golpe no seguro muito usada é fraudar o roubo do veículo para poder ser indenizado integralmente e depois voltar a circular com o carro com placa e chassi adulterados.

Basta ter um pouco de criatividade para encontrar uma maneira, por menor que seja para fraudar o seguro de carro.

No entanto, essa não é uma ideia muito recomendável.

Afinal, esse tipo de atitude pode ser punida até mesmo com detenção.

Fraudar o seguro é crime.

Fraudes mais comuns do seguro de carro

Até aqui, nós te apresentamos situações absurdas em que usuários tentaram fraudar seu seguro.

Mas quais são as fraudes mais comuns no seguro auto?

Afinal, nem todas parecem uma história de cinema.

Nossa dica é: evite todas as fraudes que listaremos abaixo.

Aliás, qualquer fraude que você imaginar.

Muitos consumidores se acham mais espertos que as seguradoras.

Mas a empresa tem profissionais especialistas em descobrir irregularidades no pedido de indenização.

Se você tentar tirar vantagem sobre a seguradora, vai ter prejuízo e muitas dores de cabeça.

Inversão de responsabilidade

Na hora de registrar um acidente, é preciso dizer quem provocou o sinistro.

Isso porque, no caso do outro condutor ser o responsável, ele ou o seguro dele deverão pagar os prejuízos.

Na maior parte das seguradoras, essa é a regra.

Então, mesmo que você tenha um seguro, o outro indivíduo, responsável pelo acidente, deverá pagar pelos danos.

Pode ser, porém, que o provocador do sinistro não tenha seguro.

Então, você e ele combinam de você assumir a culpa.

Dessa forma, a sua seguradora vai pagar os seus prejuízos e os do terceiro, caso o seguro tenha cobertura de Responsabilidade Civil.

Acredite, muita gente faz isso.

Mas essas pessoas não sabem que a prática de inversão de culpa é um crime.

Por isso, a dica é somente assumir a culpa se você tiver, realmente, sido responsável pelo dano.

Se não, peça para que o provocador do dano pague pelos prejuízos.

Caso o motorista se negue a pagar pelo prejuízo, ou fuja do local, você poderá acionar a sua seguradora.

Mas explique a situação, de que você não provocou o acidente.

Registrando um Boletim de Ocorrência, você terá como provar o caso.

Depois, você ou a seguradora poderão cobrar, judicialmente, os prejuízos provocados pelo culpado.

CEP de circulação e de pernoite

Essa é uma fraude comum na hora de cotar o seguro.

Se você disser à seguradora que tem onde estacionar o seu veículo, ela entenderá que o carro tem menos chances de ser roubado ou furtado.

Então, a empresa vai cobrar um pouco menos pelo seu seguro.

O mesmo vale para quando você informa que tem residência em uma região com pouco registro de incidentes.

Mas se essas informações forem falsas, você terá grandes problemas.

Após um sinistro, a seguradora vai verificar os dados que você forneceu.

Se eles forem falsos, ela vai negar sua indenização e ainda poderá abrir ação judicial.

O resultado será o mesmo para qualquer informação falsa fornecida.

Como seu estado civil, motoristas do veículo, tipo de uso do carro, mudanças que o auto sofreu etc.

Solicitar reparos não relacionados ao sinistro

Na hora de solicitar o reparo do carro, muita gente indica um dano que não foi fruto daquele sinistro.

Por exemplo: seu veículo já tinha um amassado na parte de trás, mas você indica aquele dano como resultado da colisão que sofreu.

Isso pode parecer algo inocente.

O carro já será consertado mesmo, qual o problema de um reparo a mais?

Mas mentir sobre os danos causados pelo sinistro caracteriza fraude.

Isso pode provocar a negativa de toda a cobertura e ações judiciais.

Acordo com oficinas

Ainda acontece de motoristas fazerem acordos com a oficina, para receber parte do valor do conserto.

Ou seja, a oficina vai cobrar mais do que o normal pelo reparo.

Então, o extra pago pela seguradora será dividido entre o usuário e o dono da oficina.

Além de uma grande fraude, isso é moralmente questionável. Bastante.

E não se engane achando que a seguradora vai cair no golpe.

O normal é que as empresas solicitem as cotações de várias oficinas antes de autorizar o conserto.

Muitas delas até têm oficinas credenciadas.

Se os valores forem muito diferentes do comum, a seguradora vai facilmente perceber.

Omissão/mentira sobre informações do sinistro

Omitir informações relacionadas ao sinistro é outra tentativa comum de fraude.

Como dizer que você era o único no carro, quando tinha outros cinco passageiros; ou que a batida ocorreu por erro de outro motorista, quando o erro foi seu.

Para fazer a indenização, a seguradora precisa saber o que realmente aconteceu.

Não informá-la corretamente pode trazer problemas.

Condutor do carro na hora do sinistro

É muito importante que o carro seja conduzido apenas pelos motoristas indicados na apólice.

Sim, você pode emprestar o veículo para um amigo ou familiar.

Mas isso deve ser esporádico.

Se for frequente, o indivíduo deverá aparecer como condutor secundário na apólice do seguro.

De qualquer forma, é essencial que o motorista esteja sempre habilitado para dirigir.

Alguém que provocar um sinistro sem CNH ou sob efeito de álcool poderia trazer muitos problemas.

Sabendo disso, alguns segurados trocam de motorista após um sinistro.

Por exemplo: após uma batida, o indivíduo sem CNH sai do banco do motorista e vai para o do passageiro.

Se uma situação assim ocorrer e a seguradora descobrir, o segurado terá sua indenização negada.

Afinal, a troca de condutores vai caracterizar fraude, como os outros casos que citamos aqui.

Auto roubo

As fraudes mais comuns do seguro de carro também incluem o auto roubo.

Ou seja, quando o segurado forja um roubo para receber a indenização do seguro.

A fraude também pode ocorrer se o indivíduo facilitar o roubo, deixando as janelas do carro abertas, por exemplo.

Ou também com a venda do veículo para um desmanche, tentando receber a indenização depois.

Quais as penalidades de uma fraude seguro automóvel?

Mesmo sendo um crime previsto de acordo com o Código Penal Brasileiro, a fraude é um problema recorrente no Brasil em diversos setores, inclusive no mundo dos seguros.

É comum ver pessoas com doenças graves, em estágio terminal tentando contratar seguros de vida, ou mesmo pessoas contando mentiras, por menores que sejam, para conseguir descontos no seguro auto.

Diariamente muitas pessoas são descobertas por aplicar golpes no seguro do carro.

Não é à toa que essa prática gera anualmente prejuízos as seguradoras na casa dos milhões, como é possível ver nesta reportagem.

A maior parte dessas pessoas fraudam o seguro auto sem ao menos saber que a menor das consequências, no caso de serem pegas, é perder o direito a cobertura contratada sem qualquer reembolso do dinheiro já pago.

E, na pior das hipóteses esse “pequeno delito” pode ser penalizado com detenção de um a cinco anos.

Mas afinal, por que essas pequenas fraudes são consideradas atos criminosos?

A resposta é simples: quando um cliente contrata um seguro auto, se compromete a agir sempre de boa-fé.

Ou seja, tudo o que ele disser a priori será considerado como verdade, assim como previsto no Código Civil, artigo 765.

Agir de maneira maliciosa, ou seja, de má-fé, vai diretamente contra esse artigo, assim como descrito também no Código Civil, no artigo 766.

As penalidades para quem infringe esses artigos são descritas no artigo 171.

Por que algumas pessoas tentam fraudar o seguro auto?

Há aquelas pessoas que alegam que precisavam do serviço, mas não tinham dinheiro suficiente para arcar com o valor real da cobertura necessitada.

Há quem diga que, não via problema em dizer que era casado, quando na verdade não era, apenas para conseguir um desconto.

E existem ainda pessoas que são muito mais ousadas e tentam aplicar golpes maiores, a fim de conseguir indenizações integrais, apenas para lucrar.

Independentemente do motivo, a única resposta para essa pergunta é: falta de informação.

Muitas pessoas não fazem ideia do tamanho do problema que podem conseguir tentando fraudar o seguro auto e acabam caindo em tentação e contando uma, duas ou mais mentirinhas para conseguir um preço melhor, ou se dar bem.

Como você pode ver, são muitas histórias sobre fraudes do seguro de carro absurdas, mas, todas tão absurdas que chega a ser difícil de acreditar que aconteceram.

Mas mesmo algumas delas sendo absolutamente cômicas, é importante lembrar que aplicar fraude no seguro de automóvel é crime, passível de detenção.

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