Como é calculado o valor do seguro de carro

Vai obter um seguro, mas não sabe qual será o seu custo. Pois, então, acompanhe o texto! Nele, explicamos cada um dos quesitos avaliados para o cálculo do valor do seguro de carro.

O seguro é um item fundamental a ser pensado e cotado quando se adquire um carro.

Com ele, seu veículo está protegido de uma série de imprevistos, os chamados “sinistros” na linguagem do seguro.

O valor do seguro de carro é calculado de acordo com o seu índice de sinistralidade.

Ao cotar seu seguro, a seguradora elabora um questionário para avaliar alguns fatores de risco e analisar qual é a possibilidade que o veículo tem de ser roubado ou sofrer qualquer tipo de acidente.

Esse é o índice de sinistralidade.

A partir dessas informações, a companhia seguradora faz a projeção de quanto terá de pagar de indenização e define quanto vai cobrar do segurado.

Somam-se a essas informações as características do veículo e o perfil do segurado.

Assim, a seguradora ajusta o preço de acordo com o perfil do cliente.

Como é calculado o valor do seguro de carro

Imagem: Getty Images

13 fatores considerados para o cálculo do valor do seguro de carro

Na hora de cotar o seguro do carro, você vai precisar apresentar várias informações à seguradora.

Falamos sobre as principais delas abaixo, fatores analisados para o cálculo da proteção.

Mas antes, é importante destacar alguns aspectos.

Primeiro: todas as informações prestadas à seguradora devem ser sempre verdade.

Você também não deve omitir dados.

Caso coisas assim ocorram, você pode não ter acesso à indenização após um sinistro.

Também vale destacar que, se desejar, as empresas podem negar cobrir seu carro.

Assim, você terá que procurar por outra companhia que aceite segurar o veículo.

Em todo o caso, as seguradoras têm até 15 dias para responder ao pedido de cobertura.

Caso não aceitem, deverão apresentar sua negativa, e sua justificativa, por escrito.

Por fim, antes dos fatores: as seguradoras geralmente consideram os mesmos aspectos para a cotação do seguro.

No entanto, elas dão maior ou menor grau de importância aos fatores.

Dessa forma, o seguro do carro pode ter preços bem diferentes em diferentes seguradoras.

Então, é importante cotar em diversas empresas.

Assim, você terá a certeza de encontrar o melhor preço do mercado.

1. Modelo do Veículo

Um dos primeiros aspectos considerados para o cálculo de um seguro é o tipo de carro que será protegido.

Apesar do que você pode pensar, porém, a característica mais importante não é o preço do automóvel.

Ela é considerada, mas, na verdade, as seguradoras verificam com maior cuidado o índice de roubo de veículos daquele modelo.

Quanto maior esse índice, maior o custo (prêmio) do seguro.

É por isso, que, por vezes, um carro mais caro pode ter seguro muito semelhante ao de um automóvel considerado popular.

Afinal, carros populares podem ter alto índice de roubo, e um veículo de luxo não.

Carros mais antigos também costumam ter seguro mais custoso, por causa dos seus riscos e peças.

Ou seja, eles são mais sujeitos a sinistros mecânicos e elétricos.

Ao mesmo tempo, costuma ser difícil encontrar peças de reposição para estes automotores.

2. Local de Residência

Outro ponto analisado pelas seguradoras é o local de residência do segurado.

Quando a região é considerada de alto risco, para roubos e acidentes, o preço do seguro auto sobe.

Agora, quando a região tem pouco registro desses problemas, a seguradora entende que não vai precisar pagar indenização tão rapidamente.

Pelo menos não provavelmente.

Então, o seguro será mais barato.

3. Local de tráfego

Na hora de definir o preço da proteção, o local de tráfego do carro também é considerado.

A regra é a mesma do caso anterior: quanto maior o risco da região, maior o custo da proteção.

4. Local de estacionamento do veículo

Além disso, a empresa de seguros leva em conta o local de estacionamento do automóvel.

Tanto no dia a dia, durante o trabalho, quanto à noite, quando o indivíduo volta para casa.

Um carro que permanece em estacionamento fechado tem seguro mais barato do que aquele que é estacionado na rua.

Isso já que um carro estacionado na rua tem mais chances de sofrer roubo, furto, colisão e outros sinistros.

5. Perfil do motorista

Para a seguradora, um dos pontos mais importantes da cotação do seguro é o perfil do motorista.

É por meio dessas informações que a empresa verifica o quanto o indivíduo pode se envolver em problemas, e as chances de que o pagamento da indenização seja necessário.

São diversos os pontos analisados por esse quesito.

A começar pela idade e experiência do usuário ao volante.

Quanto mais velho, e quanto maior o tempo de habilitação do motorista, menor pode ser o seu seguro.

Isso porque, considera-se que estes indivíduos estão menos sujeitos a acidentes.

O perfil dos motoristas secundários do carro também é considerado.

Os motoristas secundários são aqueles que dirigem o veículo de modo frequente, mas não tanto quanto o condutor principal.

Todos estes indivíduos precisam ser listados na apólice.

Quando um dos motoristas é menos experiente, essa característica afeta a cotação da proteção.

Se o segurado tem filhos com 18 anos ou mais, o seguro novamente muda de valor.

Afinal, a seguradora considera que este indivíduo poderá dirigir o veículo em breve.

Assim, considera-se novamente o quesito experiência.

Indivíduos casados também pagam menos pela proteção, assim como as mulheres.

Essa mudança ocorre porque as seguradoras consideram estes motoristas como mais prudentes.

6. Histórico de sinistros

Também há o histórico de ocorrências de condutor.

Quando já se envolveu em sinistros, o consumidor é considerado de risco para novos acontecimentos.

Logo, a proteção do seu veículo terá custo mais alto.

Vale dizer que o histórico de sinistros é do motorista, e não do carro.

Então, mesmo que seu veículo seja novo, o custo do seu seguro poderá ser afetado pelo tipo de direção do indivíduo.

7. Uso do Veículo

De modo geral, quanto mais o veículo é usado, maior o custo do seu seguro.

Por isso, um carro utilizado para ir ao trabalho todos os dias têm proteção mais cara do que um veículo de passeio.

Aliás, também é fundamental informar à seguradora se o carro for seu instrumento de trabalho.

Como para o transporte de passageiro por aplicativo.

A utilização do auto para viagens constantes e esportes tem efeito semelhante.

8. Franquia escolhida

Ao contratar um seguro, o consumidor pode escolher entre diferentes tipos de franquia.

A franquia é o valor fixo de responsabilidade do usuário em caso de sinistro.

Ela só é cobrada em caso de perda parcial do veículo.

Imagine que o seu carro sofra uma colisão, e seu conserto terá custo de R$ 5 mil.

Como a sua franquia é de R$ 1 mil, você será o responsável por quitar R$ 1 mil à oficina.

A seguradora pagará os R$ 4 mil restantes para o reparo.

Também é preciso destacar o que é a perda parcial.

Ela acontece quando os custos para o reparo do veículo são correspondentes a, no máximo, 75% do valor do carro.

Quando essa porcentagem é ultrapassada, diz-se que houve perda total.

Neste último caso, o consumidor recebe uma indenização integral, para a compra de um novo veículo.

São quatro os tipos de franquia para seguro auto:

  • A básica, que encontra equilíbrio entre o valor da franquia e o preço do seguro;
  • A reduzida, com franquia menor do que a básica e custo maior do prêmio;
  • A ampliada, com franquia maior e custo menor do seguro;
  • A isenta, que não cobra nada do consumidor em caso de sinistro. Quando opta por este tipo de franquia, o consumidor arca com altos valores para contratar o seguro.

9. Coberturas do seguro

As mais diversas coberturas estão disponíveis no mercado de seguros.

Normalmente, as empresas protegem os carros contra roubo e furto, incêndio, colisão e queda de raio.

Além destes, é possível contratar adicionais, como para os vidros do auto e para os equipamentos instalados nele.

Quanto maior o número de coberturas, mais caro costuma ser o seguro.

Por isso, é importante contratar apenas as que fazem sentido para o seu caso.

De nada adianta, por exemplo, adquirir o adicional de proteção do veículo em países do Mercosul (conhecido como Carta Verde), se você não pretende viajar para fora do Brasil.

10. Extras de segurança do veículo

Alguns dispositivos de segurança instalados no veículo também podem tornar o seguro mais caro ou barato.

Os valores caem, por exemplo, quando o carro possui rastreador.

Afinal de contas, em caso de roubo ou furto, o auto poderá ser mais facilmente recuperado.

Nessa situação, a seguradora terá que pagar apenas a indenização parcial, e não a integral, maior.

Também podemos considerar quando veículo tem um bloqueador ou alarme.

Nesses casos, o carro tem menos chance de ser roubado, então o seguro será mais barato.

Já a blindagem aumenta o valor do seguro de carro.

Isso porque, o reparo dessa característica, em caso de colisão, terá custo mais alto, além de exigir mão de obra especializada.

11. Acessórios no carro

Acessórios de mídia instalados no veículo são outros que podem afetar o custo do seguro.

Mas, dessa vez, deixando-o mais caro.

Ter um aparelho de som ou DVD no carro, por exemplo, pode “atrair” assaltantes.

Afinal, o custo desses acessórios é alto.

Com o auto correndo mais riscos, a seguradora vai cobrar mais para segurá-lo.

12. Alterações no veículo

Uma série de alterações no carro pode provocar mudanças no modo como é calculado o seguro de carro.

Das mais simples às maiores.

A mudança da cor do carro é uma das mudanças simples que podem afetar o custo da proteção.

Já como alteração maior, podemos citar o rebaixamento ou suspensão do veículo, instalação de molas esportivas ou outros.

Essas mudanças costumam afetar o valor de mercado do carro e até sua capacidade mecânica.

Então, afetam também seu risco de sinistro.

Há muitas seguradoras que nem mesmo seguram os carros que passam por mudanças.

Após realizá-las, você pode ter dificuldades para contratar, ou mesmo renovar o seguro.

13. Bônus do seguro

Cada segurado tem uma classe de bônus.

Esses bônus funciona como programas de pontos, que dão um percentual de desconto ao usuário.

Uma classe de bônus é conquistada cada vez que o usuário renova o seguro sem ter acionado a seguradora no ano anterior.

Assim, na hora de contratar a proteção novamente, ele recebe um ponto a mais.

Cada ponto a mais rende um valor de desconto no pagamento do seguro.

É possível acumular entre 1 e 10 classes de bônus.

Quando aciona a seguradora após um sinistro o motorista perde uma classe.

É importante destacar que os bônus estão ligados ao CPF de alguém.

Não a um carro, não a uma seguradora.

Logo, se você mudar de veículo ou seguradora, ainda vai poder contar com sua classe de bônus.

Vai ser algo que vai influenciar no cálculo do seu seguro.

Cuidados na contratação do seguro de carro

Apesar de todas as mudanças de valores e vantagens de alguns perfis, como dito antes, o consumidor nunca deve mentir para a seguradora.

É uma péssima ideia, por exemplo, não listar um segundo condutor com pouca experiência ao volante.

Isso porque, após um sinistro, a seguradora confere as informações do contrato com a realidade.

Caso perceba inconsistências, a empresa pode acusar fraude por parte do usuário.

Assim, ela poderá negar a indenização.

Por este mesmo motivo, aliás, qualquer nova informação deve ser repassada à seguradora.

Como no caso da alteração de endereço residencial, ou da mudança de estado civil do condutor.

Para isso, basta entrar em contato com a empresa e realizar um endosso.

O preço final do custo do veículo varia por seguradora.

Principalmente porque, cada uma dá maior peso aos fatores citados.

Ou seja, cada característica da nossa lista dá um tipo de pontuação ao veículo.

Por isso, sua sinistralidade pode ser maior em uma empresa, e menor na outra.

Como escolher o melhor seguro auto?

Como você acompanhou no texto, os valores dos seguros seguem uma tabela que é definida de acordo com o modelo do carro, ano de fabricação, itens escolhidos para cobertura, local por onde o carro transita, entre outras referenciais definidos pelas companhias seguradoras.

Quem deseja calcular o valor do seguro de um automóvel, pode seguir alguns passos e descobrir as possibilidades e opções de planos e companhias.

É importante optar pela que mais lhe agrade e que esteja de acordo com o orçamento disponível para um seguro veicular.

Para o cálculo, não é necessário sair de casa – basta acessar a internet e cotar seu seguro através de sites de empresas de seguro online.

As possibilidades de seguros são inúmeras, assim como as opções de empresas seguradoras que prestam tal serviço.

Os planos das companhias seguradoras têm coberturas que servem para acidentes de trânsito, furtos, roubos e incêndios.

Entre outros sinistros, que variam de acordo com o plano escolhido pelo segurado.

Para escolher o melhor seguro, é sempre interessante que o consumidor conte com o auxílio de um corretor.

Especialista no assunto, o profissional terá facilidade em indicar as empresas e coberturas mais interessantes ao veículo.

Agora você já sabe como é calculado o valor do seguro de carro.

Lembre-se de cotar apenas as coberturas necessárias, e de ler com cuidado a apólice da proteção.

Assim, você terá certeza de que o seguro escolhido é o mais vantajoso ao seu auto e bolso.

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