É obrigatório fazer boletim de ocorrência para acionar o seguro do carro?

condutor, ressarcindo seu prejuízo e o de terceiros após sinistros. Mas, e após um acidente, quais os passos? É obrigatório fazer boletim de ocorrência para acionar o seguro do carro?

Em algumas situações, é obrigatório fazer boletim de ocorrência para acionar o seguro do carro.

Mas apenas em algumas, porque há sinistros em que a simples solicitação do usuário é suficiente para que a seguradora libere a indenização.

Um seguro de veículo tem como objetivo ressarcir o condutor de eventuais prejuízos com o automóvel.

As indenizações são pagas, por exemplo, quando o carro sofre uma colisão e precisa ser consertado. Também são disponibilizadas quando há furto ou roubo do veículo.

Neste último caso, a indenização é paga para que o usuário consiga adquirir um novo carro, quando o seu anterior não é recuperado.

Além destes, um seguro de automóvel pode proteger contra incêndio, alagamento, queda de raio, queda de objeto sobre o veículo e vários outros.

Tudo depende dos tipos de coberturas contratadas, que diferenciam os seguros. As regras sobre o registro do Boletim de Ocorrência, porém, são as mesmas na maior parte das seguradoras.

É obrigatório fazer boletim de ocorrência para acionar o seguro do carro?

Imagem: Getty Images

Quando é obrigatório fazer um boletim de ocorrência?

Em certas situações, o boletim de ocorrência se torna fundamental para o acionamento do sinistro na seguradora. São elas: o furto ou roubo do carro, acidentes com vítimas e acidentes com terceiros.

Roubo ou furto do carro

A primeira delas é quando o carro é roubado ou furtado. Mais do que servir como um comprovante da ocorrência, esse documento emitirá um alerta para a polícia. Dessa forma, em abordagens dos agentes, eles poderão buscar por seu veículo.

Acidente com vítimas

Um BO também é obrigatório quando ocorre um acidente com vítimas. Aqui, há alguns passos importantes antes do registro do BO.

Por exemplo: logo após a colisão, é preciso verificar a situação das vítimas e acionar os serviços de socorro. Ao mesmo tempo, é necessário fazer a sinalização do local, para alertar os outros motoristas e evitar acidentes.

Outro ponto essencial é que as vítimas de um acidente de carro não devem ser movimentadas. Seja ela um passageiro do carro, um motociclista ou pedestre.

A menos que haja risco de explosão ou incêndio dos veículos envolvidos. Se houver, os indivíduos devem ser movidos com cuidado, para o mais longe possível da explosão.

Acidente com terceiros

Já o último caso em que é obrigatório fazer boletim de ocorrência para acionar o seguro do carro é na ocorrência de acidente com envolvimento de terceiros.

Em todos os acidentes deste tipo, mas principalmente quando o terceiro foge da cena da colisão.

Nesse cenário, o documento se torna ainda mais importante. Isso porque, quando uma colisão ocorre e é culpa de outra pessoa, o normal é que a seguradora deste terceiro pague por todo o prejuízo.

Não conhecendo o causador do acidente, porém, o usuário precisará acionar sua própria seguradora. Então, deverá possuir registro da ocorrência, especificando essa impossibilidade de cobertura pelo outro.

Apenas assim a sua seguradora vai concordar em pagar seus prejuízos.

Como fazer o BO?

As regras citadas antes são as mais comuns entre as seguradoras, mas podem variar. Por isso, leia o contrato do seu seguro e verifique o que a sua empresa de proteção específica sobre os sinistros.

Até porque, às vezes, a empresa pode solicitar o BO em outras situações. Sabendo quais são, você poderá providenciar o registro sempre que o sinistro indicado acontecer.

Conhecer a sua apólice também vale para saber com quais coberturas você pode contar.

Por exemplo: se você provocar uma colisão, mas não tiver essa cobertura no seguro, um BO não vai adiantar. Você simplesmente não terá nenhum auxílio para quitar seu prejuízo.

Na dúvida, converse também com o seu corretor. Assim, você terá todos os documentos necessários para solicitar a indenização.

O Boletim de Ocorrência deve ser registrado, de preferência, na delegacia mais próxima do sinistro ocorrido. Para saber o endereço dessa delegacia, você pode acessar o site da Delegacia de Trânsito ou ligar para o número 190.

De qualquer forma, você pode registrar um boletim de ocorrência para todos os outros tipos de sinistro. Eles só não serão obrigatoriamente solicitados pela seguradora.

Documentos necessários para acionar o seguro

Com o boletim de ocorrência em mãos, o motorista segurado precisa entrar em contato com a sua seguradora.

Cada empresa possui um passo a passo diferente para a solicitação e, com a ligação, o usuário pode ter certeza sobre cada um.

Em todo caso, o prazo máximo para a liberação dos valores é de 30 dias. O limite é determinado pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Esse intervalo começa a ser contado a partir da data em que todos os documentos necessários são entregues à companhia. Geralmente, é necessário dispor dos seguintes documentos:

RG e CPF do indivíduo segurado;

Comprovante de residência;

Carteira de habilitação do condutor;

Boletim de ocorrência;

Cópia do prontuário médico do usuário e vítimas do acidente, caso algum atendimento médico tenha sido necessário no pós-sinistro;

Documento do carro do segurado;

Documento de compra e venda do veículo, preenchido e com firma reconhecida;

Caso o automóvel seja financiado, é necessário dar baixa no financiamento.

Com tudo entregue, a empresa dará início ao processo de indenização parcial ou integral.

Os tipos de indenização do seguro auto

Ao contratar um seguro auto, o consumidor pode receber dois tipos de indenização. Como citado, a parcial e a integral.

A indenização parcial do seguro auto é disponibilizada quando um sinistro é parcial. Ou seja, quando os danos provocados por ele correspondem a, no máximo, 75% do valor de mercado do carro.

Nessa situação, o veículo será levado à oficina para o conserto. Parte dos reparos será paga pela seguradora, mas o restante será de responsabilidade do usuário. O valor pago pelo segurado é chamado de franquia.

Imagine que sua franquia seja de R$ 1 mil. O conserto do seu carro terá custo de R$ 4.500. Então, você será o responsável por quitar R$ 1 mil à oficina. A seguradora pagará os R$ 3.500 restantes necessários para o reparo.

Já a indenização integral é paga quando o auto sofre perda total. Isso significa que ele terá danos correspondentes a mais de 75% do seu valor de mercado.

Nessa situação, o veículo não será reparado. Logo, não será preciso pagar franquia. Em vez disso, o segurado receberá uma indenização suficiente para a compra de um novo veículo.

Os valores das indenizações variam conforme o que é estabelecido em contrato. É importante ter atenção a essa informação na hora de contratar o seu seguro auto.

A indenização integral também é paga quando o auto é roubado ou furtado, e não recuperado pela polícia.

Boletim de Ocorrência para DPVAT

O BO de um sinistro não é importante apenas para solicitar a indenização de um seguro privado. Na verdade, ele também é necessário para o DPVAT. Então, é novamente essencial contar com o documento.

Todo indivíduo que sofre danos pessoais após um acidente de trânsito tem direito ao DPVAT. O seguro funciona como um auxílio à vítima que precisou pagar despesas médicas necessárias no pós-acidente.

O seguro também é pago nos casos de invalidez e morte da vítima. Nessa última situação, os herdeiros do indivíduo serão os beneficiários dos valores.

Os valores máximos de indenização para cada tipo de ocorrência são:

Morte: de até R$ 13.500,00;

Invalidez permanente: de até R$ 13.500,00;

Reembolso de despesas médicas: de até R$ 2.700,00.

Para solicitar o DPVAT, também pode ser preciso apresentar um Ato Declaratório. Ou seja, um documento com os detalhes da ocorrência registrada. Ele é necessário quando o BO é registrado não no dia do acidente, mas depois.

Junto ao Ato Declaratório, o solicitante do seguro DPVAT também precisa apresentar outro documento comprobatório. Pode ser:

O Boletim de Atendimento Médico (BAM);

Registro do atendimento pela Polícia Civil;

Inquérito Policial;

Aviso de Sinistro à Seguradora do Ramo Auto etc. Agora você já sabe quando é obrigatório fazer boletim de ocorrência para acionar o seguro do carro.

Lembre-se que, mesmo que não seja obrigatório em todas as situações, o BO pode ser bem útil. Inclusive para solicitar a indenização do seguro DPVAT. Registre a ocorrência, para que o documento fique a mãos depois.

Em caso de sinistro com o carro, realize o registro e entre em contato com a seguradora. Seguir todo o passo a passo da empresa é fundamental.

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