Seu seguro foi recusado pela seguradora? Entenda por quê

| Autor: Jeniffer Elaina

Ter o seguro recusado pela seguradora pode causar preocupação, mas há como reverter a situação. Conheça as motivos que levam a recusa e o que fazer quando ela acontecer.

Teve seu seguro recusado pela seguradora e não sabe o que fazer? Calma, isso é comum.

Mas a situação causa estranheza, não é mesmo? Muita gente nem sabe que pode ter o seguro recusado!

Pensando em proteger seu veículo, é bastante comum que as pessoas façam a cotação de um seguro auto.

Antes da sua recusa, você já sabia que o seguro pode recusado pela seguradora?

São vários os motivos que levam a essa recusa.

De qualquer forma, as seguradoras não utilizam os mesmos quesitos para avaliar seus consumidores.

Isso significa que, se recusado em uma empresa, o seu carro pode ser segurado por outra.

Logo, é fundamental fazer cotações em diferentes companhias.

As variadas cotações também valem a pena porque os custos entre empresas variam muito.

Ou seja, a pesquisa poderá garantir uma melhor oferta para a proteção do seu carro.

Também é importante conhecer os motivos que normalmente levam às recusas.

Até porque, muitos deles podem ser ajustados pelo usuário.

Então, a contratação do seguro poderá ser tentada novamente.

Acompanhe o texto e descubra tudo o que você precisa!

Seu seguro foi recusado pela seguradora? Entenda por quê

Como funciona a recusa do seguro pela seguradora?

As seguradoras podem se recusar a fazer algum tipo de seguro, desde que essa condição esteja previamente especificada na própria proposta de seguro.

A proposta de seguro é aquela que o consumidor recebe logo que solicita a cotação.

Descrevendo as situações de recusa, a empresa poderá se valer delas para não segurar o seu carro.

Também é necessário que as seguradoras realizem essa recusa dentro do prazo para a aceitação do consumidor.

Uma empresa de seguros tem prazo de 15 dias para aceitar ou não o seu seguro, contando a partir da data de recebimento da proposta.

Quando recusa o consumidor, a seguradora também precisa detalhar todas as razões associadas.

O detalhamento deve ser feito por escrito, em um documento oficial.

Ao analisar o segurado e seu carro, a empresa ainda pode solicitar mais documentos para analisar melhor a proposta de seguro.

Assim, ela poderá fazer uma análise de risco mais completa.

Nesses casos, o período de quinze dias é suspenso.

Ele volta a ser contado  a partir da data da entrega da documentação pedida.

Porém, não é o objetivo da seguradora deixar o indivíduo desassistido.

Por isso, enquanto avalia a sua proposta, a empresa pode oferecer uma espécie de seguro temporário ao motorista.

O consumidor deverá pagar os valores correspondentes, proporcionais, e terá seu veículo cuidado.

Como funciona o seguro temporário?

O seguro temporário, disponibilizado durante a análise da proposta, funciona como um seguro comum.

Ou seja, cobre os sinistros listados pela apólice, ressarcindo o usuário após uma ocorrência.

Sua única diferença está no seu tempo de vigência, limitado.

Após a vistoria, a seguradora poderá negar o pedido de seguro.

Isso dentro do prazo de 15 dias, como citado.

Passado esse período, a seguradora não pode mais se recusar a assegurar o veículo, conforme as normas da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Em muitos casos, após a recusa, a seguradora devolve o que já foi pago pelo seguro temporário.

Se for esse o modo de trabalho da empresa, ela terá um prazo de 10 dias para ressarcir o usuário.

De qualquer forma, cabe à seguradora determinar se haverá dedução do valor pago pelo segurado, dedução esta correspondente ao período em que houve a cobertura do seguro.

A medida deve fazer parte da apólice, com regras apresentadas ao consumidor desde o primeiro contato.

Se a seguradora não restituir o valor ao segurado em 10 dias, o ressarcimento deverá ter o seu valor atualizado conforme as normas em voga, incluindo a aplicação de juros de mora.

Ou seja, o indivíduo deverá receber valor maior do que o pago.

Quando a seguradora recusa o seguro? Veja os motivos mais comuns do seguro recusado

Embora não haja normas que regulamentem a recusa do seguro, existem situações em que ela é mais comum.

Os motivos variam conforme a seguradora.

Se o veículo é novo, nunca passou por uma avaria e está com a documentação em ordem, é difícil que a recusa ocorra.

Mas, se o caso não é esse, então há chances de o motorista ter a proteção do seu veículo negada.

Veja, a seguir, os motivos mais comuns para que isso ocorra.

Perfil do condutor

Um dos motivos que podem levar a seguradora a recusar o seguro é o perfil do motorista.

Isso porque, a empresa avalia os mais diferentes riscos relacionados ao condutor.

Para uma seguradora, não é interessante proteger indivíduos com grandes chances de sinistro.

Afinal, nestes casos é preciso fazer o pagamento de indenizações, e isso gera “prejuízo” à companhia.

Os casos mais comuns de recusa acontecem para motoristas com habilitação suspensa, histórico de inadimplência e até mesmo um alto índice de sinistro.

Quem tem, ou já teve, processos administrativos e/ou judiciais por dirigir embriagado, também costuma ser recusado.

Além disso, muitas seguradoras não seguram motoristas jovens.

Esses são considerados indivíduos inexperientes, e por isso mais sujeitos a sinistros.

Os homens entre 18 e 24 anos são os que mais possuem proteção negada.

Tipo de veículo

Veículos de valor muito elevado são também pouco interessantes para as seguradoras.

Assim como os modificados e os que já saíram de linha.

Isso porque, é difícil obter peças para a reposição, e as que existem podem custar caro à empresa de seguros.

Sem contar que um veículo caro vai requerer alta indenização no caso de perda total.

Condições do carro

Carros que não foram aprovados pela vistoria também entram no grupo de automóveis normalmente não aceitos.

Especialmente quando os veículos já foram sinistrados ou recuperados.

Peças substituídas sem motivo aparente, ou por peças de má qualidade, também podem ser um problema

Irregularidades de documentação ou emplacamento,  e alteração do chassi, são outras razões comuns para a recusa.

Informações incorretas

As empresas de seguro ainda costumam negar a cobertura quando o consumidor entrega dados incorretos.

Os dados podem ser corrigidos com a atualização da documentação.

Porém, se o usuário tiver mentido de propósito, ele será facilmente recusado.

Nessa situação, a seguradora vê o risco de fraude, e não considera o segurado um bom negócio.

Problemas na apólice seguinte

Se o seu carro já teve seguro e você deseja trocá-lo, ou renovar o atual, a seguradora avaliará sua experiência.

Quando problemas foram registrados na apólice anterior, há chance maior de que o seguro seja rejeitado.

As situações de problemas na apólice podem ser as mais variadas.

Como mudanças que não foram informadas à seguradora e endossadas na apólice.

Afinal de contas, qualquer modificação no carro ou com o motorista deve ser informada à empresa.

Isso inclui desde a instalação de um rádio, à mudança de endereço residencial.

Entregar o carro a pessoas que não foram especificadas na apólice anterior também pode gerar problemas.

Assim como a inadimplência do seguro anterior.

As seguradoras avaliam tudo sobre o segurado e seu carro antes de segurar o auto.

Idade do veículo

Várias seguradoras não protegem carros com mais de 10 anos.

Esse tipo de veículo tem mais chances de sinistro e, muitas vezes, encontrar peças para manutenção pode ser complicado.

Por isso, pode ser necessário buscar empresas que oferecem exatamente seguros para carros mais velhos.

Quantas tentativas de seguro posso fazer?

Não há um limite de tentativas para conseguir o seu seguro.

É possível fazer simulações e receber cotações inúmeras vezes.

Porém, enquanto o motivo da recusa não sofrer alterações, dificilmente o cenário será alterado.

Ou seja, se a empresa disse que seu carro está com a documentação errada, você pode tentar regularizá-la.

Se seus dados foram informados de modo incorreto, vale corrigi-los, e assim por diante.

Agora, se não for possível corrigir o problema, pode valer mais a pena busca por outra seguradora.

Como as empresas consideram aspectos diferentes para cotação, alguma delas deve aceitar segurar seu carro.

Se a seguradora pode recusar a proposta para um segurado, terei de ficar sem seguro?

Quem teve a proposta recusada não precisa ficar sem seguro.

Primeiro, é importante verificar qual foi o motivo da recusa.

Dependendo do caso, basta fazer as regularizações apontadas e tentar novamente  fazer o seguro com a mesma empresa.

Se isso não for possível, faça cotações em outras seguradoras credenciadas pela  Susep .

As empresas cadastradas na Superintendência são as autorizadas a comercializar seguros no Brasil.

Vale lembrar, também, que cada empresa pode utilizar critérios diferentes para fazer a avaliação.

Isso facilita a obtenção de proteções pelos carros, pois o veículo recusado na seguradora A pode ser aceito na B.

Na hora de contratar seu seguro, vale a pena avaliar bem as coberturas necessárias.

O ideal é sempre proteger o carro o máximo possível.

Assim, seu prejuízo será ressarcido nos mais variados serviços.

Geralmente, um seguro básico protege o carro contra roubo, furto, colisão, incêndio e queda de raio.

Além dessas coberturas, é possível contratar outras adicionais, como a proteção para vidros, assistência 24 horas, kit gás e mais.

O que fazer se todos os meus seguros forem negados?

Pesquisar entre várias empresas é a melhor estratégia para encontrar um seguro.

Se, ainda assim, você não obtiver sucesso, opte por um seguro sem análise de perfil.

A opção também é interessante para quando os motivos de recusa de seguro forem vinculados ao segurado.

Os produtos sem análise de perfil costumam ser mais simples e, normalmente, protegem apenas contra roubo e furto.

O mais importante é que você saiba porque a seguradora recusou o seguro.

Assim, o processo de achar uma nova empresa, que aceite o seu veículo, será mais simples.

Vale salientar que, se o carro possuir alguma característica especial, o valor do seguro poderá ser mais caro.

Pensando neste aspecto, tenha o cuidado de obter apenas as coberturas mais interessantes ao seu veículo.

Seja qual for o seguro — mesmo que seja importante protegê-lo bem.

Quanto maior o número de coberturas da proteção, mais cara ela costuma ser.

Por isso, apenas as necessárias ao seu carro devem ser obtidas.

De nada adianta, por exemplo, pagar pela cobertura de equipamento de som, se o seu carro não possui um.

Outros aspectos, como o perfil do usuário e o tipo de carro, também são avaliados para definir o preço do seguro.

Por isso, é importante fazer diversas cotações, mesmo antes da recusa pela seguradora.

Assim, você poderá encontrar empresas com preços e condições mais atrativas.

Pronto! Agora você já sabe tudo o que precisa sobre a recusa do seguro auto pela seguradora!

Lembre-se: após uma recusa, você pode tentar corrigir a falha apontada e solicitar uma nova cotação.

Assim, seu carro será protegido com a melhor cobertura.

VOCÊ TAMBÉM VAI GOSTAR DE LER:

7 Comentários

  • Alexandre says:

    Bom dia,

    Não consigo seguro para meu Fiat 500, automático, 1.4, com menos de 20000km. E se acho são bem restritivos. Porquê?

    Obrigado

  • Iracema says:

    Boa noite, procuro uma seguradora para meu veículo.

    Obrigada

  • Lecir says:

    Bom dia,

    Paguei durante quase 15 anos a seguradora Porto Seguros e nunca precisei usar o seguro. Recentemente sofri acidente de carro motivado por terceiros, onde tive perda total do veiculo. Quando procurei a seguradora para fazer o seguro para o meu novo carro zero, ela recusou, porque eu tive um sinistro. Total falta de compreensão e de respeito com o cliente. Isso pra mim é preconceito passível de danos morais.

    Att.

  • Paulo says:

    e se a seguradora, corretora simplesmente esquece de mencionar que o veículo não passou na vistoria? meu carro ficou mais de um mês sem seguro efetivado, e as parcelas foram pagas…

  • Jose Julio Ribeiro Rosais says:

    Existem muitos outros motivos para as seguradoras não aceitarem solicitação de seguro. As seguradoras, assim com as empresas de telefonia no Brasil, fazem o que bem entendem. E não estão nem aí para o consumidor!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *