Mitos e verdades sobre o cinto de segurança

| Autor: Jeniffer Elaina

Apesar de ser de uso obrigatório, o cinto de segurança ainda gera muita discussão. Especialmente quando o assunto são mitos e verdades sobre o assunto. Acompanhe esse artigo e entenda melhor.

Um dispositivo simples, que foi criado para preservar a integridade física e até mesmo a vida das pessoas que circulam dentro de um carro. Assim, poderia ser definido o cinto de segurança.

No entanto, mesmo sendo de extrema importância e uso simples, ainda existem muitas pessoas que simplesmente o ignoram. Em uma pesquisa feita pela ARTESP (Agência de transporte do Estado de São Paulo), com 19 mil veículos que transitavam em rodovias do Estado de São Paulo, foi possível identificar que 53% das pessoas que viajam no banco traseiro simplesmente ignoram o uso do equipamento. No banco frontal, por sorte essa percentagem é menor, sendo apenas 9% dos motoristas e 11% dos passageiros. Entre os caminhoneiros, a percentagem também é bem alta para a categoria, 24% deles não fazem uso do cinto.

Por isso, criamos esse artigo com informações importantes sobre o cinto de segurança e os principais mitos e verdades que rondam esse objeto tão fundamental na vida de quem anda de carro, acompanhe.

Mitos e verdades sobre o cinto de segurança

Imagem: Getty

Entenda a importância de se usar o cinto de segurança

O cinto de segurança é um dos principais itens de proteção dentro de um veículo, seja ele qual for, um carro de passeio, utilitário, caminhão ou ônibus. Eles existem para reduzir as chances de ferimentos mais graves, e por vezes, a morte em acidentes de trânsito.

Por essa razão ele é importante, e deve sempre ser usado, mesmo que em um trajeto curto ou com o carro em baixa velocidade. Especialmente no caso de gestantes e pessoas com limitações físicas também precisam usar o cinto. Pessoas nessas condições correm mais riscos em um acidente.

Os brasileiros, assim como em muitos outros países, tendem a pensar que apenas as pessoas nos bancos da frente devem fazer uso do cinto de segurança. No entanto, já está mais que provado de que ele também é necessário no banco traseiro. Pois, além de prevenir ferimentos nos passageiros, ainda previnem ferimentos mais graves nas pessoas que estão no banco da frente.

Como o cinto de segurança pode salvar vidas?

Com as pessoas que estão nos bancos da frente, o cinto impede que elas se choquem contra o volante, no caso do motorista, batam com o corpo no painel ou mesmo voem na direção do para-brisa. Em uma batida a 40 km/h, por exemplo, o motorista ou passageiro da frente podem ser arremessados para fora do veículo pelo para-brisa.

Para as pessoas que viajam no banco de trás, o cinto é capaz de impedir que trancos violentos, capazes de provocar lesões na coluna aconteçam. Além disso, o cinto também impede que as pessoas no banco detrás tenham seu corpo projetado contra os ocupantes dos bancos da frente, piorando ainda mais seus ferimentos.

Tipos de cinto de segurança existentes

Não se engane, cinto de segurança não é tudo igual. Atualmente existem no mercado dois tipos de cinto, disponíveis nos veículos. As diferenças entre eles podem ser encontradas em relação ao tipo do cinto, sendo de dois, três ou mais pontos, e ao sistema de funcionamento. Entenda melhor quais são eles e como funcionam:

Cinto de segurança de dois pontos

O primeiro modelo de cinto de segurança a ser criado e se tornar de uso obrigatório, ainda na década de 80. O cinto de dois pontos protege a cintura da pessoa que está dentro do veículo, impedindo que em uma colisão, seu corpo seja projetado para a frente.

Quando criado ele estava presente tanto nos bancos traseiros como nos dianteiros, mas, com o passar do tempo, foi percebido que o uso desse cinto com o tempo, promovia problemas na coluna, na região lombar. Nesse período foi então criado o cinto de três pontos, tornando o de dois pontos obsoleto.

Cinto de segurança de três pontos

O modelo mais conhecido e utilizado na atualidade é o cinto de três pontos, aquele em formato de ‘Y’, que segura os ombros, o tórax e a bacia. Além de ser o mais comum ele é o que oferece mais segurança, já que, em uma colisão o peso do impacto é absorvido e distribuído de mais uniforme. No entanto, para que ele seja utilizado de forma correta, e assim possa ser eficiente em seu propósito, é preciso que a pessoa esteja sentada em um ângulo de 90°.

Quando lançado ele era usado apenas nos bancos frontais do veículo, mas hoje, muitos carros saem de fábrica com esse modelo de cinto de segurança também instalado no banco traseiro.

Cinto de segurança de quatro ou mais pontos

Sim, existem cintos de segurança com quatro ou mais pontos. No entanto, eles são mais comuns em veículos esportivos. Os de quatro pontos, por exemplo, são utilizados em jipes. Já os de cinco pontos são comuns em assentos infantis e veículos de corrida. Os de seis pontas também são usados em veículos de corrida, e se tornaram mais populares após um piloto morrer em um acidente durante uma prova da Nascar, onde ele usava um cinto de cinco pontas.

Sistema de funcionamento – cinto de segurança mecânico

Esse é o sistema mais empregado nos veículos, especialmente os mais antigos. Seu funcionamento consiste em travar o cinto caso um tranco, como o promovido em uma colisão aconteça. Ou seja, se você bater o carro, seu corpo será impulsionado para frente, de uma forma brusca. Nesse movimento o cinto mecânico deverá travar, mantendo seu corpo onde está.

Sistema de funcionamento – cinto de segurança pirotécnico

Esse sistema é um pouco mais moderno e mais eficiente, ele conta com gerenciador eletrônico central, responsável por fazer a leitura do acionamento do cinto. Fazendo com que em uma colisão, seu corpo não sofra com o efeito chicote, como no caso do cinto mecânico.

Resumindo as diferenças entre os dois sistemas, o cinto mecânico trava no momento da colisão, segurando o motorista junto ao banco. Já o pirotécnico, em caso de colisão, promove uma pequena explosão eletrônica, empurrando o corpo do motorista para junto do banco.

O cinto de segurança precisa de manutenção?

Ao contrário do que as pessoas pensam, sim, o cinto de segurança também precisa de manutenção para garantir que seu funcionamento esteja sempre dentro do esperado. Especialmente no caso do cinto pirotécnico que é o modelo mais usado nos veículos que possuem airbags.

O sistema responsável por ativar o funcionamento do cinto pirotécnico em uma colisão, é o mesmo que aciona o funcionamento dos airbags. Logo, se ele não estiver funcionando corretamente, poderá prejudicar o acionamento do airbag do veículo.

É importante ressaltar também que esse modelo de cinto de segurança, depois de utilizado em uma colisão precisa ser trocado. Pois, ele é capaz de promover essa ‘explosão’ durante uma colisão apenas uma vez. Depois disso ele permanecerá travado, até que seja substituído.

Mitos e verdades sobre o cinto de segurança

Existem muitas ideias pré-definidas que levam as pessoas a não usarem o cinto, e a maioria delas não passam de mitos. Acompanhe a seguir quais são os principais mitos e verdades sobre o cinto de segurança:

Em pequenos trajetos não é preciso usar o cinto de segurança? Mito

O cinto é fundamental mesmo em trajetos curtos. Algumas pesquisas apontam que o maior índice de acidentes de trânsito acontece quando as pessoas estão perto de suas casas, seja saindo ou chegando. Isso acontece porque, com a proximidade de sua residência, que é seu lugar de tranquilidade, os níveis de atenção tendem a ser menores. E depois, nunca se sabe quando alguém pode bater no seu carro.

Se estiver andando em baixa velocidade o cinto de segurança não é necessário! Mito

De acordo com dados fornecidos pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), bater o carro a uma velocidade 20 km/h em um objeto parado promove uma força maior que 15 vezes o peso da pessoa. Algumas pessoas acreditam que apenas segurar firmemente no volante em uma colisão a baixas velocidades é o suficiente, no entanto, essa ação pode funcionar apenas a uma velocidade máxima de 10 km/h.

O cinto de segurança pode ser colocado de qualquer jeito, o importante é usar! Mito

É fundamental colocar o cinto de maneira correta, é importante que a parte inferior fique sempre posicionada acima da coxa e não sobre o abdômen. É preciso também ajustar a altura da fixação superior do cinto, o certo é que ela apoie o ombro de maneira centralizada.

O uso do cinto de segurança do banco traseiro também é importante! Verdade

Sim, o uso do cinto no banco de trás diminui consideravelmente os riscos de ferimentos mais graves e até mesmo morte, tanto para os passageiros que o usam como os ocupantes do banco da frente. De acordo com uma pesquisa realizada pela ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), o uso do cinto de segurança no banco frontal diminui as chances de morte em 45% enquanto que o uso no banco traseiro reduz em até 75% os riscos.

As pessoas podem se ofender se eu pedir para colocarem o cinto! Mito

Esse é um dos mitos mais comuns em relação ao uso do cinto de segurança, de que as pessoas podem se ofender ao ser solicitado que elas coloquem o cinto. Diversas pesquisas apontam que a maior parte das pessoas colocariam o cinto de boa vontade ao ser solicitado.

Esperamos ter deixado claro toda a importância do uso de segurança e seu funcionamento. Além de esclarecer os principais mitos e verdades sobre o equipamento. O cinto de segurança tanto no banco da frente quanto no de trás é capaz de salvar vidas!

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