Posso fazer seguro no meu nome para o carro de terceiros?

| Autor: Jeniffer Elaina

Está buscando saber se é possível fazer seguro no seu nome para o carro de terceiros? Ou quer saber se quem não tem habilitação pode fazer seguro? Então acompanhe este artigo e descubra essas respostas!

É praticamente impossível pensar em comprar um carro e não contratar um seguro auto para ele nos dias de hoje.

Se você acabou de comprar um, ou ainda está pesquisando qual o melhor para ser adquirido, sabe bem disso.

E a melhor maneira de manter seu veículo protegido é contando com um seguro auto.

Apenas uma boa cobertura de seguro será capaz de proteger seu veículo de diversos imprevistos, como colisão, incêndio, roubo ou furto e muito mais.

No entanto, existem algumas situações em relação ao seguro e à propriedade do veículo que podem trazer dúvidas ao motorista no momento da contratação.

Questões sobre os termos usados no mercado dos seguros e até mesmo as possibilidades de contratação são comuns.

Se este último é o seu caso e você quer saber se o seguro pode ser feito em nome de outra pessoa, acompanhe esse artigo e entenda melhor.

Posso fazer seguro no meu nome para o carro de terceiros?

Conheça as 3 pessoas presentes na apólice de seguros!

Antes de explicar se é possível fazer seguro no nome de uma pessoa para o carro de outra, é interessante que você conheça melhor as três pessoas principais que podem fazer parte de um contrato de seguro.

Na apólice do seguro, o contrato de prestação de serviço, existem três personas.

Em alguns casos, essas personas podem ser pessoas diferentes, apesar de que, muitas vezes, um mesmo indivíduo “incorpora” essas personas.

São elas: o proprietário do veículo, o segurado e o condutor principal.

Entenda melhor abaixo!

  • O segurado é a pessoa que está contratando o seguro. Ou seja, aquela que pretende contar com os serviços da seguradora para proteção de um veículo, seja ele de sua propriedade ou de outra pessoa como, o filho ou cônjuge;
  • O proprietário do veículo é aquele cujo carro pertence de acordo com a lei. Ou seja, a pessoa que tem o nome nos documentos de posse do carro;
  • O condutor principal é a pessoa que dirige o carro com maior frequência. Além de estar presente no contrato, ela precisa fornecer seus dados como sexo, idades etc., pois o seguro será calculado com base neles.

Vale dizer que o seguro ainda poderá contar com outra persona: o condutor secundário.

Ou seja, um indivíduo que dirige o carro de forma frequente, mesmo que não tão frequente como o condutor principal.

As seguradoras aceitam essas 3 personas serem diferentes?

Em alguns casos, pode acontecer dessas três figuras não serem a mesma pessoa.

Nesses casos, a aceitação da seguradora para a prestação do serviço pode ser positiva ou negativa.

Dependerá apenas das regras internas de cada empresa.

Por exemplo: algumas empresas aceitam que as três figuras citadas acima sejam diferentes, tendo ou não grau de parentesco entre elas.

Já outras aceitam apenas situações em que o segurado e o proprietário do veículo sejam a mesma pessoa.

No entanto, a aceitação de pessoas diferentes é a mais comum.

Já a regra que diz que é preciso que o segurado e o proprietário sejam uma única pessoa é bem rara entre as empresas de seguro, e tende a ser extinta.

Por isso, fique tranquilo, pois, de uma maneira geral, não existem restrições em relação ao segurado, o proprietário e o condutor principal serem pessoas diferentes!

Então posso fazer um seguro de automóvel em nome de outra pessoa?

Sim pode, dependendo claro, da regra interna da seguradora escolhida para prestar o serviço.

Se você, mesmo depois de ler as regras da empresa ainda permanecer com a dúvida de “posso fazer um seguro de automóvel em nome de outra pessoa?”, procure um corretor da seguradora e peça maiores esclarecimentos.

O que fazer quando o titular do seguro não é o condutor principal do carro?

Existem casos em que um veículo, já segurado, é comprado de segunda mão e os documentos não são transferidos para nome do novo dono.

Caso seja de interesse do novo dono manter o seguro existente, é preciso que a transferência dos documentos seja realizada e um endosso de transferência da apólice seja assinado pelo segurado.

Existem alguns casos também em que o veículo é um presente.

Como um pai que compra um carro, em seu nome, para dar a um filho.

Como proceder nessas situações?

Simples: basta contratar um seguro auto para o veículo no nome do filho.

Caso a ideia seja que você pague pelo seguro, ou que seja responsável por ele, basta contratar a proteção no seu nome.

Fazendo isso, o seguro será contratado por você, para um veículo que está em seu nome, mas o condutor principal será seu filho.

Então, mesmo ele constando apenas como condutor principal, será preciso que ele informe seus dados de perfil para a cotação e contratação do seguro.

Como o preço do seguro é definido?

Como dito, é essencial sempre dizer à seguradora quem são as personas que farão parte do seguro.

Primeiro, porque essas informações serão essenciais na hora do pagamento da indenização.

Quem receberá os valores?

Além disso, caso perceba inconsistências entre a apólice e a realidade, a empresa poderá não pagar a indenização.

Isso acontece principalmente por um motivo: a cotação do seguro e o valor pago pelo usuário.

Acompanhe com a gente.

Na hora de cotar o seguro, a seguradora avalia diferentes aspectos do carro e do condutor principal.

O modelo do veículo, local onde ele fica estacionado durante a noite, idade do motorista, sexo, tempo de CNH e mais.

Com base em dados deste tipo, a empresa consegue definir o risco de sinistro do veículo.

Ou seja, as chances daquele carro sofrer uma ocorrência indenizatória.

Quanto maior o risco de sinistro de um carro, maior tende ser o preço do seu seguro.

Por exemplo: um carro em que o condutor principal é um homem jovem terá seguro mais caro do que um auto dirigido por uma mulher.

A explicação para isso é que as mulheres sofrem menos acidentes no trânsito.

Logo, seu risco de sinistro é menor, e o custo do seguro também pode ser.

O ponto é que, para cotar o seguro, a seguradora considera o condutor principal, o proprietário do veículo e o segurado.

As informações sobre eles vão dizer o tipo de uso do carro e as situações a que ele está sujeito.

Assim, é essencial entregar à seguradora todas as informações sobre essas três personas.

Especialmente se elas forem representadas por indivíduos diferentes.

Isso te dará maior segurança de que o seguro será bem cotado e de que, depois, você poderá contar adequadamente com a seguradora.

Geralmente empresto meu carro, por isso não sou o condutor principal. Estarei coberto pelo seguro da mesma forma?

Muitas companhias de seguros e regulamentos estaduais permitem que a cobertura do seguro se estenda para qualquer pessoa a quem você emprestar seu veículo, desde que o motorista tenha sua permissão para usar o carro e uma licença válida.

Estas cláusulas de permissão, por vezes, são suficientes para atender às necessidades de condução ocasionais e eliminar a necessidade de obter um novo contrato ou adicionar, ou excluir o proprietário do veículo.

O que acontece se eu tiver o seguro em nome de terceiro e acontecer um sinistro?

É importante deixar claro que, caso você tenha um seguro em nome de terceiro e ocorra um sinistro, a indenização será paga diretamente ao proprietário legal do veículo.

Ou seja, quem irá receber o seguro é o indivíduo que consta como proprietário na apólice.

Independente do sinistro ocorrido, um cuidado que o segurado deve ter para garantir que receberá sua indenização integralmente é não se expor ao chamado “agravamento de risco”.

Esse é o nome dado pelas seguradoras quando o condutor expõe o carro a situações que podem causar uma pane, colisão ou roubo, ou agravar um problema existente.

A seguradora negou a cobertura de um sinistro, e agora?

As seguradoras podem ter que lidar, às vezes, com três pessoas em um único contrato de seguro: o segurado, o condutor principal e o dono do veículo.

Em muitos casos, o segurado não é o condutor principal e não é o dono do carro.

Algumas seguradoras realmente não fazem exigências em relação ao segurado e o dono do carro serem uma pessoa só.

No entanto, antes de contratar o seguro ou acioná-lo, é interessante se certificar sobre as regras que a sua seguradora segue.

Pois, se por acaso você estiver dentro de alguma situação que atrapalhe a proteção de pessoas diferentes, o aconselhável é cancelar sua apólice e contratar o serviço novamente, em seu nome.

Por isso, é fundamental que a seguradora seja sempre informada a respeito de quem é o proprietário do carro, quem mais o utiliza e quem tem o nome como contratante do serviço de seguro.

Quem não tem habilitação pode fazer seguro?

Sim, quem não tem habilitação pode fazer seguro.

O DETRAN da sua região não pode interferir na contratação do serviço.

Logo, é preciso apenas que você atenda a todos os requisitos da empresa para a contratação do serviço.

Agora que você sabe que pode fazer seguro no seu nome para o carro de terceiros, contanto que a seguradora escolhida aprove essa situação.

Como a maioria delas concorda com esse caso, não existem mais motivos para deixar seu carro ou o de outra pessoa sem proteção.

Procure um corretor de confiança, explique melhor seu caso e peça auxílio na busca pela melhor seguradora e cobertura!

Como contratar um bom seguro auto?

Não importa se você está contratando o seguro para o seu carro ou para o de outra pessoa: encontrar uma boa seguradora é fundamental!

A tarefa é simples, mas requer pesquisa.

Primeiro, sobre a reputação da empresa.

O que os atuais segurados acham dela?

A empresa paga as indenizações adequadamente?

É importante que os segurados atuais estejam satisfeitos com a seguradora.

Isso te dará maior segurança de que, quando necessário, você poderá contar com a empresa.

Para essa pesquisa, visite as redes sociais da seguradora e a sua página no Reclame Aqui.

Nestes espaços, os consumidores costumam deixar suas opiniões sinceras sobre as empresas.

Outra dica é verificar se a seguradora tem registro na Superintendência de Seguros Privados (Susep).

A Susep é o órgão que regulamenta o setor de seguros no Brasil.

Apenas as empresas autorizadas por ela podem comercializar esse tipo de proteção.

Depois, vale a pena avaliar as coberturas oferecidas pela seguradora.

O melhor será, sempre que possível, contratar o máximo possível de proteções.

Dessa forma, o carro ficará protegido contra as mais variadas situações.

Mas cuidado para não exagerar!

Se na sua cidade não há casos de alagamento, por exemplo, de nada adiantaria contratar uma cobertura contra inundações.

O número de proteções afeta diretamente o custo do seguro, e você vai querer economizar.

Pronto! Agora você já sabe um pouco mais sobre como contratar seguro em seu nome para o carro de outra pessoa.

Mas não se esqueça de avaliar bem as vantagens de se incluir como uma persona do seguro.

Muitas vezes, deixar um único indivíduo na apólice será mais prático.

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1 comentário

  • SUZANA LUZIA MOREIRA says:

    Meu marido comprou um carro para mim, só que o carro ficaria no nome dele. Acontece que antes dele fazer a transferência do carro para o nome dele eu me envolvi num sinistro e o carro deu perda total. Mesmo com o contrato de compra e venda e o CRV registrado no cartório, a seguradora pode não querer pagar a indenização para mim que tenho a apólice e pagar ao antigo proprietário?

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