Perda total ou perda parcial: diferenças

| Autor: Jeniffer Elaina

Apesar de parecer simples, identificar se um veículo sofreu uma perda total ou parcial pode ser um pouco mais complicado na prática do que parece. A maneira principal de fazer isso é verificando o valor do reparo dos danos. Entenda melhor este assunto a seguir.

Quem contrata um seguro auto sabe que se algum sinistro ocorrer com o veículo o motorista será indenizado.

Entretanto, existe uma grande diferença entre a perda parcial e perda total, e a forma como as indenizações acontecem.

A maioria dos motoristas conhece o termo perda total e acha que ela só ocorre quando o veículo sofre uma colisão e que fica “destruído”.

Apesar de, em partes, isso ser verdade, existe uma série de critérios para classificar uma perda total e uma perda parcial. Entenda a diferença entre elas.

Perda total ou perda parcial: diferenças

O que é a perda total?

A perda total, também conhecida como PT é exatamente o que seu nome diz, ou seja, ela acontece quando o veículo é considerado completamente perdido, sem nenhuma possibilidade de ser recuperado, por causa de algum sinistro.

Mas, para que a seguradora chegue a essa conclusão, não basta apenas olhar para o carro.

É necessário que seja feita uma avaliação completa por profissionais qualificados para tal.

Essa avaliação contará com um perito responsável por verificar quais foram os danos que o veículo sofreu.

Além de verificar como ocorreu o sinistro que promoveu os danos e registrar o veículo através de fotos para que depois seja feito um laudo de perda total de veículo.

Além do perito responsável por essa avaliação, que é providenciado pela seguradora, é importante que exista um ou mais orçamentos realizados por oficinas credenciadas a empresa de seguros.

Com base nas informações obtidas pelo perito e os valores de reparo conseguidos nos orçamentos será dado o veredito se o veículo sofreu uma perda total ou não.

Se a seguradora entender que é caso de perda total, então o usuário será indenizado integralmente, conforme o definido em contrato.

Você pode estar se perguntando quais os critérios utilizados para caracterizar uma perda total ou parcial de um bem.

Quando nos referimos a veículos o critério principal a ser considerado é o valor de reparo que, sendo igual ou superior a 75% do valor de compra de um veículo do mesmo modelo e ano fabricação, não compensa ser feito.

Para isso, muitas seguradoras usam como base a tabela FIPE e confrontam com o orçamento da oficina.

Por exemplo, se o valor de mercado do carro é de R$ 60.000,00 e o valor do reparo foi de R$ 50.000,00, ele ultrapassa o limite.

Quando ocorre essa situação, a seguradora paga ao segurado o valor do carro definido na apólice e passa a ser dono do veículo.

Que posteriormente pode ser recuperado e vendido em leilões ou mesmo ser desmontado para a comercialização das peças.

Vantagens da cobertura por perda total

  • Poder contratar um seguro simplificado ou completo que inclua esse tipo de proteção;
  • Garantir que em casos de roubo e furto haverá indenização ao segurado;
  • Minimizar as perdas financeiras;
  • Possibilidade de ter um seguro simplificado que não exige a análise de perfil;
  • Receber a indenização em até 30 dias.

Desvantagens da cobertura por perda total

  • O pagamento da indenização não ocorre imediatamente;
  • O valor pago corresponde, normalmente, a tabela FIPE. O que pode ser um pouco abaixo do valor de mercado do carro.

E o que é a perda parcial?

A perda parcial é quando os prejuízos causados ao veículo possuem um valor menor que o percentual de 75% estabelecido para a perda total.

Vamos supor que ocorreu uma colisão leve e após avaliação do perito e oficina o valor do reparo foi de R$ 8.000,00.

Como o percentual não atinge o limite máximo este sinistro é considerado como uma perda parcial, sendo possível providenciar os reparos necessários.

Nesse caso o veículo será consertado e o motorista poderá continuar a usar o carro.

Porém, é importante dizer que, diferentemente dos casos de perda total, em casos de perda parcial é preciso que seja paga a franquia para que a seguradora providencie o reparo.

Vantagens da cobertura por perda parcial

  • Contar com a indenização da seguradora para minimizar os custos de reparo do veículo;
  • Pode escolher a oficina de sua preferência.

Desvantagens da cobertura por perda parcial

  • Ter de arcar com a franquia.

Como solicitar a indenização

Quando o veículo sofrer um sinistro que resulte em perda total ou parcial é preciso contatar a seguradora para que ocorra a indenização.

A questão é que muitas vezes os segurados não sabem por onde começar e deixam de cumprir algumas etapas necessárias.

No caso de roubo ou colisão o indicado é que seja registrado um boletim de ocorrência, uma vez que esse costuma ser solicitado pela seguradora.

Feito isso deve-se entrar em contato com a empresa que disponibiliza o seu seguro, existe a opção de ser por telefone, chat ou aplicativo, dependendo do que empresa disponibiliza.

Nesse momento, o segurado receberá todas as orientações do que deve ser feito, como encaminhar o veículo para uma oficina ou dar entrada no pedido de indenização.

Quando solicitado, é fundamental que o segurado envie todos os documentos solicitados para que o processo de indenização seja iniciado.

Portanto, esteja com toda sua documentação em dia e providencie o solicitado mais rápido possível.

A indenização por perda total ocorre diretamente ao segurado e leva até 30 dias a contar da entrega de todos os documentos.

Já na perda parcial, o valor do reparo, tanto por parte do segurado como por parte do segurado, neste caso a franquia, será pago diretamente a oficina que realizar o reparo.

Como funciona a franquia em caso de perda total ou perda parcial?

A franquia é o valor que o segurado deve pagar para que o carro seja reparado pelo seguro auto, ela funciona como uma espécie de coparticipação.

Porém, ela só existe em casos de perda parcial.

Ou seja, nos casos de perda total, independentemente do tipo de sinistro, não existe a cobrança da franquia.

Para os casos de perda parcial, o valor da franquia fica especificado na apólice e quando o seguro é acionado, o segurado deve pagar esse valor e o restante fica a cargo da seguradora.

Quem sofre os prejuízos quando ocorre perda total ou parcial?

Como é possível imaginar, quando o veículo sofre uma perda total, todos os prejuízos ficam por conta da seguradora.

No entanto, quando estamos falando de uma perda parcial, o valor do reparo dos danos é dividido, sendo que, a maior parte do prejuízo também fica por conta da seguradora.

Ou seja, em ambas as situações, sempre vale a pena contar com um seguro auto.

Seja para o socorro em caso de danos parciais, como de perda total.

Quando compensa acionar o seguro em caso de perda parcial

Acionar o seguro nem sempre é um bom negócio.

Diferentemente do que muitos imaginam, em alguns casos, compensa muito mais pagar o reparo do que depender do seguro.

Conforme já dito, na perda parcial é preciso pagar uma franquia para utilizar o seguro.

Mas, só vale a pena se ela for maior que o valor do reparo. Veja algumas situações.

Valor do reparo Valor da franquia Compensa acionar o seguro
R$ 8.000,00 R$ 3.500,00 Sim
R$ 700,00 R$ 2.800,00 Não
R$ 3.000,00 R$ 3.000,00 Não
R$ 12.800,00 R$ 4.500,00 Sim

Como é possível ver nos exemplos da tabela, só compensa acionar o seguro se o valor do reparo for maior do que o da franquia.

Isso porque será preciso pagar a franquia integral para que a seguradora cuide do conserto.

Sem falar no fato de que toda vez que o seguro é acionado, o segurado perde pontos de bônus.

Portanto, se o valor dos danos for igual ao da franquia é melhor fazer o procedimento por conta própria.

Agora que já sabe quando ocorre a perda total ou perda parcial, como cada uma delas funciona e o que fazer para abrir um sinistro na seguradora e solicitar as indenizações necessárias.

Será muito mais simples lidar com o seu seguro auto, ou mesmo escolher qual serviço contratar.

Se ainda tiver dúvidas sobre o assunto, procure um corretor de confiança.

Fonte: XXX. Consulta realizada em Junho/19

VOCÊ TAMBÉM VAI GOSTAR DE LER:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *