O cenário dos carros elétricos no Brasil e no mundo

Os carros elétricos estão ganhando maior visibilidade a cada ano que passa, mas, será que esse cenário é realmente promissor no Brasil e no mundo? Acompanhe e veja nesse artigo a resposta para essa questão.

Os carros elétricos já são uma realidade em muitos países, inclusive no Brasil. Que apesar de ainda contar com poucos modelos disponíveis e postos de abastecimento, dispõe de um imenso potencial para que esse cenário muda de um modo bem rápido.

Entenda melhor como o cenário dos carros elétricos no Brasil e no mundo está atualmente e quais as projeções para um futuro próximo, neste artigo.

O cenário dos carros elétricos no Brasil e no mundo

Cenário dos carros elétricos no Brasil

Apenas no ano passado foram comercializados 3.296 carros híbridos, movidos a energia elétrica e combustão. Esse número refere-se a apenas 0,15% dos 2.239 milhões veículos desse mesmo modelo vendidos no país. Ou seja, as montadoras estão fornecendo um número interessante de veículos híbridos, mas, o consumidor final ainda não está disposto a investir neles.

Esses números fazem com que grandes montadoras como a Hyundai tenham um certo receio em investir nessa tecnologia no Brasil. No entanto, através de uma outra ótica, montadoras como a Volkswagen e a Nissan estão animadas com as possibilidades de comercializar veículos que possuam menores índices poluentes e sejam então capazes de preservar o meio ambiente.

Se o programa Rota-2030, que prevê incentivo fiscal para os carros elétricos, contasse com definições mais claras sobre o assunto provavelmente esse cenário seria bem diferente nos dias de hoje.

Os primeiros investimentos feitos pelo governo federal através do programa foram a redução da alíquota do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), que passou de 25% a 7%.

Com essa nova redução, mais montadoras se sentiram aptas a investir nessa tecnologia produzindo ou mesmo importando carros elétricos. Nos próximos dois anos empresas como a Volvo, a Chevrolet, a Toyota e a Renault pretendem investir mais no setor brasileiro.

O crescimento desse setor é visível, apesar de lento. E a tendência é que ele se torne cada vez maior e mais sensível. Já existem medidas criadas para tornar essa realidade cada vez mais próxima. Impulsionando o mercado de carros elétricos no Brasil. No ano de 2015 o governo federal reduziu os impostos de importação de carros elétricos de 35% a 7%. Além disso, nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, São Paulo e Rio Grande do Sul, os carros elétricos ganham isenção de IPVA.

Conheça o VE – Programa Veículo Elétrico

O programa Veículo Elétrico, foi criado em 2006, baseado em uma parceria entre as hidrelétricas Itaipu Binacional e KWO – Kraftwerke Oberhasli AG, responsável pelas empresas do setor na Suíça.

Seu surgimento se deu para que novas pesquisas sobre carros elétricos sejam feitas, a fim de encontrar alternativas cada vez mais viáveis e econômicas de abastecimento. Outro objetivo do programa é reduzir o impacto ambiental que energias como a gasolina e o etanol promovem.

O projeto até hoje já viabilizou o desenvolvimento de mais de 80 protótipos de carros elétricos através do seu centro de pesquisas instalado em Itaipu, o CPDM-VE – Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos.

Com essa iniciativa foi possível produzir, em parceria com a Fiat, o Palio Weekend em uma versão elétrica que possui uma capacidade de autonomia de 100 quilômetros e é capaz de atingir uma velocidade de até 110 km/h, com uma bateria que pode ser recarregada em 8 horas.

Mercado nacional e internacional dos carros elétricos

Os carros elétricos infelizmente, ainda estão disponíveis no Brasil para uma pequena parte da população. Isso se deve ao alto custo de aquisição desses veículos e as políticas energéticas que ainda dominam o setor.

Já na Europa o quadro é outro, devido o forte interesse na preservação do meio ambiente, os governos estão investindo de maneira intensa em incentivos de produção dos carros elétricos. A França é um bom exemplo disso, o governo já estabeleceu que a partir de 2040, não serão mais vendidos carros a gasolina e diesel, assim como já não são mais comercializados os veículos movidos a etanol.

O Reino Unido segue pelo mesmo caminho e já disse que pretende encerrar com a comercialização de veículos novos e vans movidas a gasolina ou diesel até o ano de 2040. Tudo isso para que os níveis de dióxido de nitrogênio sejam reduzidos.

A China segue pelo mesmo caminho, porém com uma tática diferente. Para que o meio ambiente comece a ser preservado, já a partir do ano de 2019, 10% de toda a frota comercializada deve ser elétrica ou híbrida. E a intenção é que essa margem cresça anualmente.

Outro dos fatores que favorecem a concretização dessa realidade, é a vontade das montadoras de investir nesse ramo. A Volkswagen, por exemplo, possui planos de dedicar mais de £ 50 bilhões no desenvolvimento de carros elétricos. Assim como a Toyota tem a intenção de vender 5,5 milhões de unidades por ano, do modelo até o ano de 2030.

Potencial do mercado brasileiro

É inegável que o Brasil seja um país de imenso potencial no setor. De acordo com uma pesquisa feita pela FGV Energia em parceria com a Accenture Strategy, empresa de consultoria, o país tem um potencial para comercializar mais 150 mil veículos por ano.

Apesar dessa prospecção, apenas 3.296 híbridos e elétricos foram comercializados no ano de 2017 no Brasil. De acordo com uma pesquisa realizada pela Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, esse número ainda é ínfimo perto da capacidade atual de comercializar 2.239 milhões de unidades.

O grande problema atual que envolve o comércio desses veículos é o preço de venda deles, que ainda é muito alto em relação aos veículos de combustão comum. O valor da bateria, por exemplo, chega a ser 50% do valor do veículo.

No entanto, nesse ano de 2018 começa a vigorar o projeto Rota-2030, que a redução de imposto IPI, que passará de 25% para 7% nos carros elétricos. Facilitando assim o comércio desses modelos.

Estimativas globais para os carros elétricos

De acordo com prospecções, estima-se que a frota de carros elétricos mundial chegue a 13 milhões de unidades no ano de 2020. Um imenso salto em comparação com o ano de 2011 que foram vendidas apenas 50 unidades. A quantidade de postos de abastecimento para carros elétricos também deve aumentar.

Além disso, nos próximos anos os números deverão ser impulsionados graças às políticas que restringem o comércio de carros movidos a combustão. Entre todos os países que possuem planos de restringir esse comércio, a Noruega é o que possui um prazo menor. O objetivo do país é emplacar apenas os carros elétricos a partir do ano de 2025.

Seguro auto para carros elétricos

Como a realidade dos carros elétricos já existe no país, o mercado de seguros também já se adaptou à nova realidade. Existem diversas empresas de seguro no Brasil que já atendem carros elétricos, com coberturas iguais às oferecidas para veículos de combustão, além das adicionais disponíveis a todos os modelos.

A diferença do seguro auto para os carros elétricos é de fato o valor do serviço. Afinal, são poucos os profissionais realmente capacitados para atender esse tipo de veículo, além disso, a peças são difíceis de serem encontradas, e caras para serem adquiridas.

Os carros elétricos já fazem parte da realidade de muito brasileiros e a tendência é que esse número aumente gradativamente. Com o aumento dos veículos comercializados, os postos de abastecimentos também serão maiores e consequentemente os valores começaram a ser mais baixos. Em poucos anos essa será uma realidade de um número muito maior de pessoas.

VOCÊ TAMBÉM VAI GOSTAR DE LER:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *