Veículo com multa pode fazer seguro?

| Autor: Jeniffer Elaina

Tem dúvidas se um veículo com multa pode fazer seguro? Pois, então, este texto é para você! Nele, explicamos se a seguradora pode recusar o seu automóvel, e o que fazer caso isso ocorra. Acompanhe!

Grande parte das infrações de trânsito rendem multa. Para um carro cheio de infrações, porém, as multas podem gerar mais do que o prejuízo financeiro. Por vezes, há o impedimento de que um veículo com multa possa fazer seguro!

Ao ter um seguro solicitado, a seguradora faz uma análise completa do automóvel que será protegido. Avalia as condições do seu motor, seu tempo de uso e riscos associados. Avalia também a sua regularidade de documentos, e as dívidas pendentes, de impostos e multas.

Todo esse cuidado busca garantir que a empresa faça um bom negócio. Afinal, nenhuma seguradora vai se interessar em proteger um carro que, logo, logo, vai requisitar a sua indenização.

Veiculo com multa pode fazer seguro

Afinal, veículo com multa pode fazer seguro?

Muitas seguradoras também não fazem a contratação de seguro para carro, caminhão ou moto com multas. São avaliadas tanto as multas quitadas, quanto as em aberto.

Multas por excesso de velocidade, por exemplo, mesmo que já pagas, poderão indicar à empresa que o motorista em questão corre riscos ao dirigir. Logo, a proteção do seu veículo deverá ser mais cara. Quanto maiores os riscos associados a um carro e condutor, maiores costumam ser os valores de compra da apólice.

Não significa, contudo, que um veículo com multas não possa fazer seguros. Os critérios de avaliação de clientes variam de operadora para operadora. Assim, caso você tenha a sua apólice recusada, procure outra empresa. Uma companhia com requisitos menos rígidos pode aceitar proteger o seu automotor.

Multas e o pagamento das indenizações

O fato de conseguir contratar um seguro, mesmo com multas, não significa que o motorista deva relaxar em sua condução. Caso continue a cometer infrações, e a sofrer sanções financeiras, a indenização do seu seguro poderá ser negada.

Diferentemente da contratação, essa regra de indenização é comum para todas as seguradoras. Quando ocorre um seguro de perda parcial, por exemplo, o usuário tem direito ao pagamento do conserto do seu carro. Um sinistro parcial é aquele em que os reparos necessários correspondem a até 75% do valor do carro.

Em um sinistro parcial, o consumidor precisa quitar a sua franquia. A franquia é o valor pelo qual o segurado é responsável no conserto do veículo. Imagine que o conserto do seu automóvel fique em R$ 3 mil, e que a sua franquia do seguro é de R$ 1 mil. Isso significa que você deverá pagar R$ 1 mil à oficina. Os R$ 2 mil restantes serão quitados pela seguradora.

Um carro, moto ou caminhão com multas, porém, pode demandar que o consumidor quite sozinho todo o conserto. É preciso dizer, no entanto, que multas “menores” não afetam a indenização. O valor é negado, na verdade, quando a multa existente também gera a apreensão do veículo. Nesse caso, o veículo não poderia estar em circulação, e a seguradora geralmente dispensa a sua responsabilidade sobre ele.

O resultado é o mesmo quando o sinistro gera danos a terceiros. O pagamento dos danos materiais, do usuário da outra vítima, será realizado normalmente — a menos que a multa existente gere apreensão do automotor.

Como as multas influenciam o sinistro integral?

Há algumas particularidades no pagamento de indenização integral ao consumidor. A indenização integral é disponibilizada em situações de perda ou roubo, sem recuperação do carro. Também é entregue ao consumidor quando os reparos no veículo correspondem a mais de 75% do valor do carro. Para o cálculo do percentual, considera-se o valor do veículo na tabela FIPE ou o indicado no contrato.

Quando a indenização é integral, não existe a necessidade do pagamento da franquia pelo segurado. Logo, a seguradora assume sozinha todo o prejuízo. É por isso que ela não faz o pagamento da indenização se houverem multas do veículo em aberto.

Nessa situação, as seguradoras podem seguir dois caminhos. No primeiro, ela aguarda que o consumidor quite as multas, e libera a indenização logo depois.

Já na segunda opção, a empresa paga todos os débitos em aberto. Em seguida, desconta os valores da indenização integral, e paga o restante ao seu cliente. Normalmente, o modo de ação da companhia é indicado logo na apólice do seguro.

Outras razões da recusa do veículo

Não tem multas, mas a seguradora negou o seu pedido de seguro? Isso não é incomum, já que as empresas contam com outros critérios para a recusa do carro, moto ou caminhão.

Uma das primeiras razões para a recusa de um veículo é a idade do automóvel. Quando o carro possui mais de seis anos de uso, a empresa considera-o bastante propício a problemas. Logo, o negócio não é interessante para ela.

Automotores muito caros ou importados também costumam ter seguros recusados por muitas seguradoras. Assim como aqueles que possuem condutores jovens. Indivíduos menores de 24 anos são considerados inexperientes pelas seguradoras e, consequentemente, mais suscetíveis a sinistros. Mais uma vez, o negócio não parece tão interessante à empresa.

Agora você já sabe que veículo com multa pode fazer seguro, mas que as pendências e outras condições podem dificultar a contratação a proteção. Por isso, busque regularizar o seu carro, moto ou caminhão antes de procurar por uma seguradora. Assim, além de maior garantia de contrato, você poderá obter plano mais barato.

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