Como funciona o seguro para aluguel de carros?

Não sabe como um seguro para aluguel de carros funciona? Conhecer detalhes sobre essa proteção é fundamental antes da locação. Afinal, assim o consumidor terá maior segurança em utilizar o veículo. Acompanhe o texto e descubra tudo o que você precisa!

Contar com um seguro para aluguel de carros pode se uma ótima alternativa.

Com ele, o consumidor fica resguardado de grandes prejuízos.

Isso porque, caso ocorra algum sinistro, a seguradora será a responsável pelo pagamento de boa parte do dano.

Mas esse tipo de seguro não é contrato “avulso”, pelo motorista do carro, como funciona um seguro comum.

Na verdade, o seguro auto já vem associado ao carro alugado, o usuário e a locadora dividem seus custos.

Mas vale dizer que cada locadora de veículos tem regras diferentes para a proteção dos seus carros.

Muitas colocam o seguro embutido no preço total, por exemplo.

Outras, permitem que o consumidor escolha pela contratação ou não da salvaguarda, deixando que eles assumam sozinhos os riscos de prejuízo.

Em qualquer das situações, é fundamental que o usuário leia com cuidado o contrato de locação.

No acordo, precisam estar todas as regras para acionamento do seguro ou, se for o caso, para o pagamento pessoal dos prejuízos.

Assim, o consumidor poderá comparar qual a melhor alternativa de cobertura.

Se a opção for por contratar o seguro para aluguel de carros, os valores cobrados para a proteção por uma seguradora farão parte da taxa de seguro.

As coberturas variam, mas geralmente, incluem roubo, furto e colisão.

Logo mais, apresentaremos outras alternativas de  cuidado com o carro — continue acompanhando o texto.

Como funciona o seguro para aluguel de carros?

Imagem: Getty Images

Veja se alugar um carro vale a pena

Antes de alugar um carro em uma viagem é preciso analisar se esse aluguel é realmente necessário.

Pois locomover-se com um veículo em uma viagem tem transtornos bastantes parecidos com os que possui um dono de carro.

Ou seja, o motorista precisa levar em conta dos gastos com estacionamentos, seguros e em alguns casos com combustível.

E vale a pena ressaltar, que alguns hotéis não dispõem de estacionamento, fazendo com que o turista precise de uma diária noturna em algum estacionamento privado.

Apesar do fato de o carro representar mais liberdade, e fazer com que o turista não fique dependente do transporte público, com o avanço dos transportes por aplicativo, essas acabam por se tornar opções tão boas quanto alugar um carro.

Quais as regras para o aluguel de carro?

Para alugar um veículo, costuma ser necessário que o indivíduo atenda a alguns pré-requisitos.

Geralmente, é solicitado que o condutor tenha ao menos 21 anos de idade e pelo menos 2 anos de habilitação.

Algumas empresas também verificam se há débitos pendentes em nome do usuário, ou seja, se ele está com o “nome sujo”.

Normalmente, ainda é solicitado cartão de crédito em nome do contratante.

O dispositivo serve como caução para imprevistos.

Ou seja, como uma garantia de que a locadora receberá pelo serviço.

Após a locação, é importante garantir que apenas o locatário dirija o veículo.

Caso haja a previsão de outros condutores, eles precisam ser listados no contrato do aluguel, como “motoristas adicionais”.

Esse cuidado é essencial porque, se um sinistro ocorrer enquanto um motorista não cadastrado dirigia, o seguro para aluguel de carros não fará a cobertura do prejuízo.

Dito isso, você precisará ter cuidado redobrado com o veículo.

Porém, com a contratação de um seguro para aluguel de carros, as preocupações serão menores.

Afinal, após um sinistro, a seguradora contratada irá ressarcir o prejuízo do usuário.

Mas, como já citado, o seguro auto não é obrigatório nesses casos.

Ainda assim, ele é altamente recomendado.

Afinal, o uso do veículo leva a uma série de perigos, como colisões, roubo, furto e outros problemas.

Após um sinistro sem seguro, o motorista que alugou o carro precisa arcar com todo o prejuízo sozinho.

Os valores podem ser altos, especialmente em caso de dano integral do automóvel.

Número de condutores

O número de condutores impacta bastante no valor do seguro, por isso, o ideal é reduzi-lo ao máximo.

As locadoras de veículos costumam cobrar a mais de houver mais de um condutor, mesmo que seja o cônjuge do locatário.

Tipos de sinistro com o carro alugado

Existem dois tipos básicos de sinistros que podem ocorrer com o carro.

O primeiro deles é o sinistro parcial, uma situação em que os danos atingem até 75% do valor de mercado do auto.

Nessa situação, o usuário precisa quitar a franquia do seguro.

A franquia de um seguro é o valor de responsabilidade do consumidor na hora de consertar o carro.

Por meio dela, a seguradora busca incentivar uma maior prudência do usuário, já que, após um prejuízo, ele também terá que arcar com parte do valor.

Imagine, então, que seu carro alugado sofra uma batida.

O custo para o seu conserto será de R$ 3 mil, e a franquia do seguro contratado é de R$ 500.

Isso significa que você pagará os R$ 500 da franquia.

Enquanto isso, a seguradora quitará os R$ 2.500 restantes.

Em todo o caso, vale dizer que essa regra varia de acordo com as seguradoras.

Isso porque, a franquia sempre existe no seguro auto para carros “comuns”.

Porém, sua forma de pagamento, e até mesmo sua existência, podem mudar se o carro for alugado.

Explicaremos mais sobre o assunto logo abaixo. Continue lendo!

O segundo tipo de sinistro possível é o sinistro integral, ou total.

Nele, o veículo sofre perdas maiores do que 75% do seu valor de mercado.

Nesse tipo de situação, não é preciso pagar franquia.

Além disso, a indenização é paga à locadora, para que ela possa fazer a compra de um novo automóvel.

A indenização integral de um seguro também é paga em caso de furto e roubo.

Se algo assim ocorrer, o usuário do carro precisa fazer um Boletim de Ocorrência e devolver o documento e chave à locadora, se ainda estiver de posse deles.

A partir desse momento, a responsabilidade será da locadora do veículo.

Tenha cuidado com o documento do carro

Assim como em um carro próprio, é preciso ter muito cuidado com os documentos do veículo.

Mas no caso do carro alugado, como ele fica em nome da empresa, o cuidado deve ser ainda maior.

Por isso, é importante evitar deixar o documento dentro do carro.

Muitos contratos preveem que se o carro for roubado com o documento dentro, o locatário fica responsável pelo veículo.

Dessa forma, teria que arcar com todo o prejuízo do roubo do carro sozinho.

E se isso estiver estabelecido em contrato, o consumidor só poderá questionar essa decisão na justiça.

Isso porque se o carro for furtado e parado pela polícia, ele poderá ser liberado como se o ladrão fosse apenas um locatário.

No entanto, se ele não tiver esse documento em mãos, levantará suspeitas, o que facilita para recuperar o veículo.

Coberturas de um seguro para aluguel de carros

As coberturas de proteção de um veículo alugado variam de locadora para locadora.

Independentemente da empresa, porém, a seguradora não cobre prejuízos provocados pela má conduta do motorista.

Ou seja, caso o indivíduo infrinja as leis de trânsito, terá que quitar do próprio bolso todo o dano provocado.

Normalmente, o carro alugado é protegido contra danos na lataria, colisões, roubos e furtos.

Para a cobertura de acidentes pessoais e danos a terceiros, porém, costuma ser necessário contratar cobertura adicional, opcional ao consumidor.

O seguro para acidentes pessoais é aquele que cobre despesas médicas do usuário após um acidente.

Já o de danos a terceiros ressarce o prejuízo de indivíduos envolvidos em um sinistro com o carro segurado, como uma batida.

Algumas empresas locatárias ainda oferecem a alternativa de seguro com isenção da coparticipação obrigatória.

A coparticipação funciona como a franquia de um seguro comum e, quando isenta, não cobra valores do usuário em caso de sinistro.

Logo, nesses casos, tudo que explicamos sobre a franquia de seguro no tópico anterior deixa de valer.

Também costuma ser possível contratar assistência 24 horas para ao automóvel.

Assim como proteção para vidros e pneus.

As alternativas variam por locadora, e são sugeridas logo na assinatura do contrato.

Todas as regras do seguro contratado também ficam listadas no contrato da locação.

Sobre a franquia, as coberturas, modo de registrar um sinistro e mais.

É essencial ter atenção às cláusulas do documento ao alugar o carro.

Assim, após qualquer problema, você saberá como agir e com quais assistências contar.

Seguro Pessoal de Acidente (PAI)

Uma cobertura bastante comum para carros alugados é o Seguro Pessoal de Acidente (PAI).

Essa cobertura não está disponível nos seguros auto tradicionais.

Ele é destinado para o locatário do veículo ou para algum passageiro.

Esse seguro indeniza essas vítimas em caso de morte, desde que ela tenha ocorrido por conta de um acidente com o carro locado, e que essas pessoas estejam dentro do veículo ou entrando nele.

Além de pagar essa indenização, ele ainda cobre os gastos médicos e com ambulância que tenham sido em decorrência desses tipos de sinistro.

No entanto, em alguns casos, esse tipo de seguro acaba por ser dispensável, e precisa ser analisado com cuidado pelo locatário, que pode pedir que esse seguro seja retirado.

Isso porque, a cobertura deste seguro é a mesma do seguro viagem, que é obrigatório para a entrada em alguns países.

Dessa forma, pode ser que o locatário acabe pagando duas vezes pelo serviço.

Seguro PAE ou PEP

Esse seguro protege o locatário de possíveis arrombamentos no carro, e protege os bens pessoais que estiverem no interior do veículo.

Assim, se alguém roubar os pertences que estiverem dentro do veículo, o locatário pode acionar o seguro.

Porém, para ter direito a essa cobertura é preciso ler atentamente as situações que ela cobre e as situações que não cobre, pois em alguns casos pode ser considerado como desatenção do cliente e nessas situações ele perde o direito da cobertura.

O que fazer após um sinistro?

Assim que uma colisão, furto ou roubo acontece, é preciso acionar a polícia.

Apenas com um Boletim de Ocorrência em mãos o usuário pode solicitar a cobertura pelo seguro.

Afinal, o BO funciona como o registro do ocorrido.

No entanto, em caso de acidentes com vítimas, é fundamental, antes de tudo, contatar os serviços de emergência, como o SAMU.

Isso vai garantir o socorro e, se for o caso, também servirá como um registro para o ressarcimento de despesas médicas e dos prejuízos dessas pessoas.

Logo depois, será preciso acionar a locadora do veículo.

O passo a passo seguinte varia de acordo com a empresa, mas geralmente precisa ser iniciado em, no máximo, 24 horas após o ocorrido.

Do contrário, o carro perde a cobertura pelo seguro.

Uma etapa comum é a necessidade de comparecer à locadora para a assinatura de um termo de sinistro.

O consumidor, então, fará o pagamento da sua coparticipação obrigatória, semelhante à franquia de um seguro comum (se ela for necessária).

A partir daí, o carro será reparado ou declarado como perda total.

Enquanto isso, o motorista será ressarcido do seu prejuízo, caso o seguro preveja esse ressarcimento.

Se desejar, o usuário também poderá alugar outro carro com a locadora.

Claro, se a empresa ainda se dispor a oferecer o serviço — o que é comum, a menos que fique comprovada a imprudência do condutor.

Franquia e coparticipação obrigatória

Como explicado, a franquia de um seguro consiste nos valores de responsabilidade do usuário em caso de sinistro.

Normalmente, a franquia de um carro alugado vêm no formato de coparticipação.

Imagine, então, que você bata o carro alugado.

A franquia expressa no contrato ou, neste caso, a coparticipação obrigatória expressa, foi de R$ 300.

Enquanto isso, o reparo terá custo total de R$ 1 mil.

Dessa forma, você, locatário, pagará R$ 300 para o reparo, enquanto locadora e seguradora dividirão o pagamento dos R$ 700 restantes.

Antes de quitar a coparticipação, também é interessante que o indivíduo verifique os custos do reparo e da franquia acordada.

Por vezes, o custo de um conserto “particular” é menor do que o valor da coparticipação.

Assim, pode ser mais vantajoso pagar o restauro do próprio bolso.

De todo o modo, é preciso verificar as regras da locadora quanto a essa medida.

Lembre-se, ainda, que dificilmente um sinistro não será percebido pela locadora.

Afinal, uma vistoria é feita na retirada do veículo, e outra em sua devolução.

Por isso, é fundamental avisar à empresa sobre qualquer ocorrido, em até 24 horas.

Assim, as medidas necessárias serão tomadas.

Tentar fraudar o acordo pode gerar mais prejuízos e dores de cabeça.

Também vale lembrar que o seguro para aluguel de carros costuma ter um valor limite para cobertura.

Ou seja, um custo máximo que a seguradora pagará após um sinistro.

Se os danos superarem esse valor, o usuário terá que quitá-los do próprio bolso.

Fique atento a esses detalhes no momento da locação

Quando o locatário for retirar o veículo é uma boa ideia que ele acompanhe a inspeção do veículo e certifique-se de que tudo está em ordem, assim, não acaba por arcar com danos que não foram realizados por ele.

Por isso, é bom olhar atentamente a cada risco e marca que houver no veículo.

Além disso, é bom checar se o estepe, macaco e se as chaves de roda estão no automóvel e em bom estado, checar também o estado dos acessórios, do manual do veículo e a quantidade de combustível que tem no tanque.

Para ter maior segurança e mais provas, o motorista pode filmar o carro durante a inspeção para ter comprovado o real estado do veículo no momento da retirada.

Além disso, quando for assinar o contrato, o locatário precisa ler com atenção.

Isso porque nele consta se o valor do aluguel é por dia ou por quilômetro rodado, a quantidade de horas que possui a diária, o tipo de cobertura do seguro, e o que deve ser feito caso aconteça algum sinistro, além de informar ainda como deve acontecer à devolução do carro.

Agora você já sabe como funciona o seguro para aluguel de carros.

Contrate o veículo com uma locadora de confiança, e bom passeio!

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