Por que seguro de carro é caro no Brasil?

O Brasil é um dos países com seguro auto mais caro no mundo, ficando atrás apenas de Hong Kong. Acompanhe esse artigo e descubra porque o seguro de carro é caro no Brasil.

O seguro de carro é um serviço caro no Brasil, sendo um dos que têm preço mais alto do mundo.

Os custos ficam atrás apenas dos praticados em Hong Kong, na Ásia.

Não é à-toa que apenas 30% da frota de veículos no território brasileiro são segurados.

Mas por que será que proteger seu veículo tem preço tão elevado? Bom, os fatores são muitos, e ainda variam de acordo com a seguradora.

Mas é possível citar alguns motivos principais, como a mão de obra de custo elevado neste setor.

A idade do carro é outra que influencia no preço da proteção. Isso porque, quanto mais antigo é o carro, mais caro sai o seguro.

É por este motivo que, aproximadamente, 80% dos veículos segurados no País são novos, com menos de 5 anos de uso.

Além disso, é preciso considerar os índices de risco registrados.

Ou seja, as estatísticas de acidentes, roubos e outras coberturas oferecidas pelas seguradoras.

Acompanhe esse artigo e entenda um pouco melhor como funciona o mercado de seguro e porque o seguro de carro é caro no Brasil.

Por que seguro de carro é caro no Brasil?

Imagem: Getty

Entenda porque o seguro de carro é caro no Brasil

São muitos os fatores considerados na hora de calcular o preço do seguro de carro.

Alguns são relacionados diretamente ao perfil do motorista. Outros, consideram fatores externos, como os índices de sinistros citados..

No Brasil, um motorista chega a pagar até US$ 2.400 por ano em seguro.

O custo é considerável, mesmo que as empresas aleguem que a variedade de produtos oferecidos diminuem os preços e estimulam a concorrência.

Para muitas pessoas, os valores disponíveis ainda são impraticáveis.

Fatores externos que influenciam no preço do seguro

As seguradoras não acham interessante que o valor do seguro seja alto.

Elas entendem que isso faz com que as pessoas acabem deixando de contratar o serviço, o que diminui seu número de clientes.

No entanto, elas dizem que, salvo o período entre os anos de 2008 e 2011, onde houve uma redução considerável dos custos, está cada vez mais complicado manter os preços acessíveis.

Um dos principais fatores que fazem o seguro ser tão caro são os índices de sinistros registrados anualmente.

Para se ter uma ideia, o Brasil tem 1 roubo ou furto de veículo a cada minuto.

A estatística demonstra que as chances do seu carro ser roubado é maior.

Se o veículo tiver cobertura para roubo e furto, a seguradora terá que pagar por seu prejuízo.

Logo, os gastos da empresa serão maiores — e ela precisa resguardar seu caixa, cobrando mais do consumidor.

A regra é a mesma para outros tipos de sinistro: quanto mais chances de um problema acontecer, mais cara será a proteção.

Por isso, por exemplo, é mais caro contratar seguro para carros esportivos, pois as chances de acidentes em trilhas e outros é maior.

Além disso, o seguro de carro é caro no Brasil devido o valor da mão de obra de oficinas e profissionais do setor.

Os custos estão cada vez mais altos.

Esses profissionais alegam que os veículos estão ficando cada vez mais complexos, devido às tecnologias utilizadas, e requerem estudo e intensa dedicação ao trabalho.

Fatores variáveis que influenciam no preço do seguro

Pensando nos fatores variáveis para a cotação do seguro, alguns se destacam.

O perfil do condutor, por exemplo, é o principal fator responsável pelo alto custo do seguro de automóvel.

Além disso, são considerados o modelo do veículo e ano de fabricação, que influenciam diretamente na facilidade de encontrar peças de reposição no mercado.

O sexo, idade, estado civil, CEP residencial do condutor, e hábitos de uso do veículo também fazem muita diferença na hora de calcular o preço de uma apólice de seguros.

Assim como as regiões por onde ele circula e a existência de estacionamentos seguros ou não.

A seguir, explicamos porque o seguro de carro é caro no Brasil com base em cada um desses pontos.

1. Sexo do motorista

De acordo com inúmeras pesquisas já realizadas, mulheres são muito mais atenciosas em relação às regras de trânsito, além de serem mais respeitosas com as leis e cuidadosas com o veículo.

Por essa razão, o seguro de carro é mais barato para mulheres do que para homens.

2. Idade do condutor

Motoristas com menos de 25 anos também pagam mais caro no seguro.

Isso acontece porque, além deles serem menos experientes no volante, também fazem parte do maior grupo de risco de acidentes de trânsito.

Já motoristas com CNH com mais de 5 anos costumam ser mais responsáveis no trânsito.

Assim, acabam se envolvendo menos em colisões e outros acidentes, devido à experiência.

Ou seja, quanto maior for o tempo da carteira de motorista, menor será o valor do seguro.

Porém, de nada adianta pedir para que seus pais ou outro familiar mais velho faça o seguro, se é você que usa o carro.

Após um sinistro, a seguradora irá avaliar se os dados informados na apólice correspondem à realidade.

Caso não, a empresa poderá negar o pagamento da indenização, alegando fraude por parte do consumidor.

Como resultado, o consumidor terá que pagar sozinho pelo prejuízo com o carro. Além disso,

3. Estado civil

Conforme estudos realizados, condutores solteiros são menos cuidadosos do que os casados no trânsito.

Por essa razão, pessoas solteiras, separadas, divorciadas ou viúvas acabam pagando um valor mais alto de seguro.

As seguradoras cobram valores menores de condutores casados, por acreditar que esses são mais conscientes na direção.

Afinal, eles têm suas responsabilidades com a família, cônjuges e filhos.

Aliás, ter filhos menores de 18 anos também ajuda a diminuir o custo do seguro.

Isso porque, a empresa entende que o senso de responsabilidade do motorista no trânsito será ainda maior.

Especialmente se considerarmos que, muito provavelmente, as crianças são transportadas no carro segurado.

4. CEP residencial do condutor

Esse também é um dos motivos pelo qual o seguro de carro é caro no Brasil.

Quando o CEP residencial do segurado é informado a empresa de seguros, eles verificam a incidência de roubos na região.

Assim como os índices de colisão e outras questões que podem causar danos ao veículo.

Ao perceber que os índices desses sinistros são altos na região, a empresa aumenta o custo do seguro.

Para a definição dos valores, a seguradora ainda considera os locais de trânsito do veículo.

Os mesmos valores são avaliados, e quando os riscos são grandes, a proteção do veículo fica mais cara.

5. Hábitos de uso do veículo

Quanto mais o veículo é usado, maior será o valor do seguro.

Isso acontece porque carros  usados com frequência estão mais expostos a acidentes e roubos ou furtos.

Ou seja, o veículo utilizado diariamente, para ir ao trabalho ou estudos, tem seguro mais carro do que aquele utilizado esporadicamente.

Considera-se como esporádico o uso do carro apenas aos finais de semana, para ir às compras e situações semelhantes.

6. Rotina profissional do condutor

Algumas profissões são muito estressantes e podem acabar influenciando os motoristas a dirigirem com raiva em determinadas situações.

Isso os deixa mais propensos a se envolverem em colisões no trânsito.

Profissões que exigem muitas e/ou longas viagens também tornam o valor do seguro de carro mais caro.

7. Estacionamento do carro

Apenas em São Paulo, existem disponíveis 500 mil vagas em estacionamentos privados.

Em comparação, são 8,6 milhões de carros, motos, ônibus ou caminhões na capital paulista.

Logo, os estacionamentos são insuficientes no dia a dia — levando ao estacionamento na rua, inclusive por meio do sistema rotativo.

O ponto é que um carro parado na rua tem muito mais chances de sofrer sinistros.

Não apenas furtos e roubos, mas também colisões, consequências de ações de terceiros.

Por isso, esses veículos têm seguro mais caro, já que a seguradora corre mais risco de ter que arcar com indenização.

A lógica é a mesma para quando falamos do estacionamento em casa.

Quando há garagem para o veículo, seu seguro é mais barato do que o carro que permanece na rua à noite.

8. Número de condutores do veículo

Não é incomum que uma família com dois ou três motoristas tenha apenas um carro.

Afinal, o custo de um veículo é caro — estima-se que, por mês, o carro gere despesas de cerca de R$ 1 mil.

Mas é preciso atenção: o número de condutores do auto influencia diretamente no custo da sua proteção.

Na hora de cotar o preço do seguro, a seguradora avalia a idade, sexo e estado civil de cada motorista.

Então, avalia o nível de risco de cada um, e logo define o custo do serviço.

Se um dos condutores for mais jovem, é muito provável que a proteção fique mais cara.

Ainda assim, é essencial informar à empresa todos os condutores secundários do veículo.

Do contrário, o usuário ficará sujeito à já citada negativa de indenização, devido à fraude.

O seguro de carro é caro no Brasil, mas é quase que inevitável fugir desse preço alto.

Lembre-se: arcar com os prejuízos de um sinistro será muito mais caro do que arcar com a mensalidade da proteção.

Em todo o caso, vale cotar o serviço com diversas empresas, pois elas oferecem diferentes custos e orçamentos.

Instalar dispositivos de segurança no carro, como o rastreador e alarme, também pode diminuir o custo da proteção.

Assim, mesmo que o seguro de carro seja caro no Brasil, você terá descontos por prevenir melhor os sinistros.

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