Entenda como é feito o cálculo do seguro auto

| Autor: Fabiana Ferreira

O cálculo do seguro auto leva em consideração vários aspectos, e nem sempre as seguradoras utilizam os mesmos critérios. Algumas delas, por exemplo, podem destacar o local de residência do indivíduo, e outras a sua idade. Acompanhe o texto e descubra os itens que influenciam na formação de preço da proteção.

Na hora de contratar um seguro auto, completo ou básico, é necessário preencher um cadastro de risco.

Neste formulário, o usuário apresenta diversos dados sobre a sua vida e do seu veículo: seu local de residência, idade, tempo de habilitação, local de tráfego e mais.

Cada um destes aspectos é essencial para realizar o cálculo do seguro auto.

O cálculo do seguro auto precisa colher o máximo de informações sobre os motoristas, seu hábito de utilização do veículo e outras informações.

É por meio destes dados que a seguradora consegue entender os riscos ao veículo e estabelecer os custos dessa proteção.

Apenas um seguro simples, contra roubou ou furto, pode não solicitar o preenchimento do formulário.

Ainda assim, é bem mais comum que as companhias avaliem o usuário, seja qual for proteção desejada.

A seguir, nós apresentaremos cada um dos fatores avaliados pela seguradora. Antes de tudo, porém, é preciso destacar que as seguradoras dão “peso” maior a aspectos variados.

Para muitas delas, por exemplo, idade do motorista é mais importante do que o modelo do carro. Isso faz com o custo da proteção varie muito entre as companhias.

Assim, é fundamental cotar vários seguros antes de contratar o seu.

Entenda como é feito o cálculo do seguro auto

Como é feito o cálculo do seguro auto?

Preencher o formulário de risco do seguro é algo bem simples. O usuário pode fazê-lo no site da seguradora desejada, pessoalmente, ou ainda com o auxílio da Smartia.

Fazendo a cotação online, o indivíduo recebe várias ofertas para o seu perfil.

Na hora de preencher os dados, é essencial dizer a verdade. Imagine, por exemplo, que você tem 21 anos.

A seguradora irá lhe considerar ainda muito novo, inexperiente no trânsito, e por isso o seguro será mais caro.

Você, então, recebe inserir seu pai como titular da apólice. Afinal, ele possui anos de habilitação.

Realmente, seu pai pagará menos do que você no seguro. Porém, a ideia de “mascarar” a realidade pode gerar uma série de problemas.

Isso porque, após um sinistro, a seguradora irá comparar os dados do formulário com a realidade.

Caso perceba inconsistências, a empresa pode alegar fraude por parte do consumidor. Como resultado, ela se negará a pagar a indenização.

Além de pagar sozinho pelo prejuízo, você poderá sofrer ação judicial. Continue lendo o texto e descubra os fatores avaliados para o cálculo do seguro auto.

Valor do carro

A indenização disponibilizada no seguro normalmente leva em conta o valor de mercado do carro. Para isso, é utilizada a tabela FIPE.

Isso significa que o valor do carro é um aspecto importante considerado para o cálculo do seguro.

Com base nele, a seguradora pode definir o necessário para indenização e, logo depois, o custo do seguro.

O custo corresponderá a uma porcentagem do valor do veículo.

Por exemplo: se o valor mercado do seu veículo é de R$ 40.000,00, a seguradora A poderá cobrar 7% do montante para proteger o carro. Ou seja, o custo dessa proteção seria de R$ 2.800,00.

Além do valor de mercado do carro, as seguradoras consideram o índice de roubo do modelo.

Caso um tipo de veículo tenha alto índice de furto ou roubo, o custo da sua proteção será maior.

Índice de sinistros

Existe um índice de sinistro, utilizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que indica a média de sinistros informados por todas as seguradoras.

Com essas informações, a companhia de seguros pode avaliar qual sinistro e mais comum e mais custoso aos seus lucros.

Quando o usuário está mais sujeito a uma dessas ocorrências, mais caro se torna mais seguro.

Além do índice da Susep para avaliar os riscos, cada empresa possui o seu próprio indicador de sinistros.

Esse é um dos fatores que faz com que o preço do seguro seja tão diferente de uma seguradora para outra.

Idade do motorista

Estatisticamente, as pessoas mais velhas tendem a se envolver menos em acidentes. Por isso, quanto mais velho o condutor principal do veículo, menor o valor do seguro.

Estado civil do condutor

Quem é casado e/ou tem filhos pequenos também paga menos pelo seguro. Isso porque, para as seguradoras, essas pessoas são mais prudentes no dia a dia no trânsito.

Mais prudentes, elas estão menos sujeitas a sinistros e á necessidade de indenização.

Sexo do indivíduo

Não se trata de uma guerra dos sexos. Na verdade, as estatísticas indicam: as mulheres são mais prudentes no trânsito, e então sofrem menos acidentes.

Por isso, esse grupo costuma pagar menos no seguro auto.

Histórico de direção

Sempre que sofre um sinistro, o consumidor tem esse dado registrado na sua “ficha”.

Essa informação fica disponível a todas as seguradoras, por meio de um sistema unificado pela Susep.

Pessoas que dirigem prudentemente e não se envolvem em acidentes conseguem preços melhores na proteção do carro.

Isso já que os riscos desses indivíduos se envolverem em um acidente é menor.

A pontuação da carteira de motorista é outro dos fatores que contribui no cálculo do seguro auto.

Assim como o as classes de bônus que o motorista possui. Uma classe de bônus é conquistada sempre que o seguro renovado sem nenhum registro de sinistro no ano anterior.

Cada ponto obtido pelo usuário configura um percentual de desconto na renovação do seguro.

Algumas seguradoras também estão buscando outras maneiras de avaliar os motoristas ao volante. Em contrapartida, elas oferecem descontos diferenciados.

A Porto Seguro, por exemplo, possui um aplicativo que mensura como o motorista age ao volante. Basta que o segurado tenha interesse me utilizá-lo e faça o download.

Quando é um condutor prudente, o indivíduo tem esses dados registrados, e pode pagar menos pelo seguro.

Residência e local de tráfego

A localidade de residência do usuário e do seu tráfego é outro que influencia, e muito, no valor do seguro.

Alguns pontos da cidade possuem um maior índice de violência e roubo, por exemplo. Isso faz com que veículos segurados para essas áreas tenham seguro mais caro.

Portanto, de uma rua para outra, o valor do seguro pode sofrer grandes oscilações. Nesse caso, é indicado tem cuidados extras com o carro.

Como deixá-lo na garagem ou instalar dispositivos de segurança. Falaremos sobre estes aspectos a seguir. Continue lendo!

Deixar o carro na garagem

Ter o cuidado de deixar o carro na garagem faz com que ele fique menos exposto aos riscos Assim como quando ele é colocado em estacionamento.

Deixar o veículo na via pública aumenta as chances de que ele seja roubado, furtado ou colidido.

Por isso, quem possui garagem na residência e no trabalho leva vantagem em relação aos valores pagos pela proteção.

Itens de segurança

Alarme, rastreador ou chave corta corrente dificultam que veículos sejam roubados, ou facilitam a sua localização.

Assim, quanto mais equipamentos o carro tiver, menor será o valor pago pelo seguro.

A principal função de um alarme é inibir o furto do auto. Já o rastreador pode facilitar a localização do veículo, trazendo-o de volta ao dono.

Quando o carro é recuperado, a seguradora só precisa arcar com o conserto das avarias sofridas.

Já quando o veículo permanece “perdido”, a empresa precisa pagar indenização maior, chamada de indenização integral.

Sabendo que as chances de quitar indenização integral são menores, a seguradora cobra menos do consumidor com rastreador.

Enquanto isso, a chave corta corrente, ou o bloqueador, podem travar o motor do carro à distância, impedindo que ele saia do lugar e seja levado.

Peças de reposição

Os modelos que possuem peças de reposição fáceis de ser encontradas no mercado possuem um valor mais acessível para o seguro.

Já quando o modelo sai de linha, ou se suas peças ficam escassas, ocorre o processo inverso.

Tipo do seguro

Quem deseja pagar um pouco menos pela proteção do carro pode optar pelo chamado Seguro Popular.

Com a opção, o usuário permite à seguradora utilizar peças usadas no conserto do veículo. Isso torna o custo com os itens menor, e aumenta a possibilidade de encontrá-los.

Logo, os valores gastos pela companhia serão mais baixos, assim como o custo da proteção.

Coberturas contratadas

Esse é um dos itens que o segurado possui total influência, pois ele escolhe quais coberturas serão contratadas.

Existem algumas coberturas mais comuns, que vem em uma espécie de pacote do seguro básico. São elas: proteção contra roubo e furto, incêndio, colisão e queda de raio.

Algumas seguradoras ainda comercializam proteção única para roubo e furto, mais restrita, mas também mais barata.

Ainda é possível complementar o seguro com uma série de coberturas adicionais. Há, por exemplo, a proteção dos vidros do carro e do seu aparelho de som.

Você também pode obter assistência 24 horas. Cada cobertura contratada a mais representa um acréscimo no valor do seguro.

Apesar do aumento de valores, porém, é essencial sempre contratar todas as coberturas necessárias ao veículo. Economizar agora pode ser um problema no futuro.

Afinal, após um sinistro não coberto, o consumidor precisará arcar sozinho com o prejuízo.

Franquia escolhida

Por fim, o cálculo do seguro auto é influenciado pela franquia escolhida. A franquia é o valor de responsabilidade do consumidor após uma perda parcial.

Ele deve ser pago à oficina, enquanto a seguradora pagará a outra parcela do custo do conserto.

São quatro os tipos de franquia:

  • A básica, com bom equilíbrio entre franquia e custo do seguro;
  • A ampliada, com a franquia maior e custo do seguro mais baixo;
  • A reduzida, menor e com custo do seguro mais alto;
  • A isenta, com custo do seguro bem mais alto, já que não haverá franquia após um sinistro.

Agora você já conhece os principais itens que ajudam na formação dos preços do seguro. Na hora de realizar o cálculo do seguro auto, avalie bem estes aspectos.

Lembre-se também que é importante pesquisar os valores em várias seguradoras. Para fazer uma cotação, é só contar com a ajuda de um site especializado e um corretor.

VOCÊ TAMBÉM VAI GOSTAR DE LER:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *