Entenda como é feito o cálculo do seguro auto

| Autor: Jeniffer Elaina

O cálculo do seguro auto leva em consideração vários aspectos, e nem sempre as seguradoras utilizam os mesmos critérios. Algumas delas, por exemplo, podem destacar o local de residência do indivíduo, e outras a sua idade. Acompanhe o texto e descubra os itens que influenciam na formação de preço da proteção.

Na hora de contratar um seguro auto, completo ou básico, é necessário preencher um cadastro de risco.

Neste formulário, o usuário apresenta diversos dados sobre a sua vida e do seu veículo: seu local de residência, idade, tempo de habilitação, local de tráfego e mais.

Cada um destes aspectos é essencial para realizar o cálculo do seguro auto.

O cálculo do seguro auto precisa colher o máximo de informações sobre os motoristas, seu hábito de utilização do veículo e outras informações.

É por meio destes dados que a seguradora consegue entender os riscos ao veículo e estabelecer os custos dessa proteção.

Apenas um seguro simples, contra roubo ou furto, pode não solicitar o preenchimento do formulário.

Ainda assim, é bem mais comum que as companhias avaliem o usuário, seja qual for proteção desejada.

A seguir, nós apresentaremos cada um dos fatores avaliados pela seguradora.

Antes de tudo, porém, é preciso destacar que as seguradoras dão “peso” maior a aspectos variados.

Para muitas delas, por exemplo, idade do motorista é mais importante do que o modelo do carro.

Isso faz com o custo da proteção varie muito entre as companhias.

Assim, é fundamental cotar vários seguros antes de contratar o seu.

Entenda como é feito o cálculo do seguro auto

Imagem: Getty Images

Como é feito o cálculo do seguro auto?

Preencher o formulário de risco do seguro é algo bem simples.

O usuário pode fazê-lo no site da seguradora desejada, pessoalmente, ou ainda com o auxílio da Smartia.

Fazendo a cotação online, o indivíduo recebe várias ofertas para o seu perfil.

Na hora de preencher os dados, é essencial dizer a verdade.

Imagine, por exemplo, que você tem 21 anos.

A seguradora irá lhe considerar ainda muito novo, inexperiente no trânsito, e por isso o seguro será mais caro.

Você, então, decide inserir seu pai como titular da apólice.

Afinal, ele possui anos de habilitação.

Realmente, seu pai pagará menos do que você no seguro.

Porém, a ideia de “mascarar” a realidade pode gerar uma série de problemas.

Isso porque, após um sinistro, a seguradora irá comparar os dados do formulário com a realidade.

Essa comparação serve para investigar a veracidade do evento, para evitar golpes por parte dos clientes.

Caso perceba inconsistências, a empresa pode alegar fraude por parte do consumidor.

Como resultado, ela se negará a pagar a indenização.

Além de pagar sozinho pelo prejuízo, você poderá sofrer ação judicial.

Além da idade, o tempo de habilitação também impacta no valor

No momento da contratação do seguro, o futuro cliente precisa preencher um formulário com informações pessoais, como estado civil, idade, e localização onde circula com o carro.

É conhecido por várias pessoas que homens jovens são o perfis de motoristas que mais se envolvem em sinistros.

No entanto, não é só a idade que as seguradoras levam em conta.

O tempo que o motorista está habilitado também conta muito.

Por exemplo, uma pessoa de 35 anos, que recém tenha conseguido a permissão para dirigir, não será avaliada como uma pessoa da mesma idade que dirige desde os 18 anos.

Isso porque, quem tem menos experiência está mais propenso a sofrer sinistros, principalmente pequenas colisões.

Não adianta omitir informações

Conforme dito anteriormente, mentir informações no formulário não é uma boa alternativa.

Essa atitude pode representar uma sensação de economia no primeiro momento, isso pode não se concretizar ao longo prazo.

Além disso, preencher o formulário corretamente, pode render alguns descontos.

Um dos pontos que fazem parte do cálculo do seguro de um carro é a quilometragem do automóvel.

E muitas vezes por preguiça no momento do preenchimento, os clientes acabam colocando qualquer valor, sem pensar que isso influencia na hora de fazer o cálculo do seguro do veículo.

Pois quanto maior a quilometragem do carro, mais caro fica o seguro.

O ideal é, se possível, checar essa informação e colocá-la o mais verídica possível.

Como economizar ao contratar um seguro auto?

Muitas pessoas vão em busca de dicas simplistas para economizar no seguro do carro, porém, não é tão simples assim.

Isso porque, o cálculo do seguro auto já é feito de acordo com o perfil do cliente.

Desse modo, mais do que as informações a serem preenchidas no formulário, o que importa de verdade para a empresa são as atitudes e características do segurado.

Há vários fatores que podem fazer com que o segurado economize na contratação do seguro auto, como os que serão apresentados abaixo.

Mas, sempre que pegar seu carro, lembre-se que suas boas atitudes representam um desconto no seguro.

Continue lendo o texto e descubra os fatores avaliados para o cálculo do seguro auto.

Valor do carro

A indenização disponibilizada no seguro normalmente leva em conta o valor de mercado do carro.

Para isso, é utilizada a tabela FIPE.

Isso significa que o valor do carro é um aspecto importante considerado para o cálculo do seguro.

Com base nele, a seguradora pode definir o necessário para indenização e, logo depois, o custo do seguro.

O custo corresponderá a uma porcentagem do valor do veículo.

Por exemplo: se o valor mercado do seu veículo é de R$ 40.000,00, a seguradora poderá cobrar 7% do montante para proteger o carro.

Ou seja, o custo dessa proteção seria de R$ 2.800,00.

Além do valor de mercado do carro, as seguradoras consideram o índice de roubo do modelo.

Caso um tipo de veículo tenha alto índice de furto ou roubo, o custo da sua proteção será maior.

Índice de sinistros

Existe um índice de sinistro, utilizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que indica a média de sinistros informados por todas as seguradoras.

Com essas informações, a companhia de seguros pode avaliar qual sinistro é mais comum.

Quanto mais sujeito a uma dessas ocorrências o usuário está, mais caro se torna o seguro.

Além do índice da Susep para avaliar os riscos, cada empresa possui o seu próprio indicador de sinistros.

Esse é um dos fatores que faz com que o preço do seguro seja tão diferente de uma seguradora para outra.

Saber como calcular o valor do seguro do carro é importante até para escolher o veículo

Na hora de escolher o automóvel as pessoas geralmente pensam apenas no gosto que elas possuem, e o quanto podem gastar.

Assim, compram o carro mais bonito que elas podem pagar.

No máximo consideram o gasto de combustível para saber se o veículo é muito gastador ou não.

O que as pessoas não tendem a levar em consideração, no entanto, é o valor do seguro, e que essa informação pode ser descoberta antes da compra do carro.

Cotar o valor do seguro antes de realizar a compra pode auxiliar na escolha do modelo e marca, e representar também uma economia no seguro.

Essa cotação pode ser feita com o corretor ou, até mesmo, online.

No ambiente online, além de ter mais facilidade, pode ser analisado o preço de diversos modelos rapidamente.

Um carro que apresentar uma cotação mais baixa é, normalmente, um carro que tem menos chances de ser roubado e gastos de manutenção mais baixos.

E essas informações também são muito importantes para o comprador no momento de escolher um veículo.

Idade do motorista

Estatisticamente, as pessoas mais velhas tendem a se envolver menos em acidentes.

Por isso, quanto mais velho o condutor principal do veículo, menor o valor do seguro.

Estado civil do condutor

Quem é casado e/ou tem filhos pequenos também paga menos pelo seguro.

Isso porque, para as seguradoras, essas pessoas são mais prudentes no dia a dia no trânsito.

Mais prudentes, elas estão menos sujeitas a sinistros e à necessidade de indenização.

Sexo do indivíduo

Não se trata de uma guerra dos sexos.

Na verdade, as estatísticas indicam: as mulheres são mais prudentes no trânsito, e então sofrem menos acidentes.

Por isso, esse grupo costuma pagar menos no seguro auto.

Histórico de direção

Sempre que sofre um sinistro, o consumidor tem esse dado registrado na sua “ficha”.

Essa informação fica disponível a todas as seguradoras, por meio de um sistema unificado pela Susep.

Pessoas que dirigem prudentemente e não se envolvem em acidentes conseguem preços melhores na proteção do carro.

Isso porque os riscos desses indivíduos se envolverem em um acidente é menor.

A pontuação da carteira de motorista é outro dos fatores que contribui no cálculo do seguro auto.

Assim como as classes de bônus que o motorista possui.

Uma classe de bônus é conquistada sempre que o seguro é renovado sem nenhum registro de sinistro no ano anterior.

Cada ponto obtido pelo usuário configura um percentual de desconto na renovação do seguro.

O acúmulo desses bônus faz o cliente ir aumentando os descontos com o passar do tempo.

Para se ter uma ideia, o valor acumulado pelo cliente pode chegar a metade do seguro.

Vale lembrar que esses bônus são acumulados no CPF do cliente.

Assim, mesmo que ele troque de veículo, e até mesmo de seguradora, continuará tendo direito a esse desconto.

Em algumas empresas, possuir seguro há bastante tempo, ser um cliente fiel, também pode dar alguns descontos, já que depois desse tempo, é possível conquistar um relacionamento com a empresa, e assim, ela já conhecerá o cliente mais a fundo, o que diminui seus riscos.

Algumas seguradoras também estão buscando outras maneiras de avaliar os motoristas ao volante.

Em contrapartida, elas oferecem descontos diferenciados.

A Porto Seguro, por exemplo, possui um aplicativo que mensura como o motorista age ao volante.

Basta que o segurado tenha interesse em utilizá-lo e faça o download.

Quando é um condutor prudente, o indivíduo tem esses dados registrados, e pode pagar menos pelo seguro.

Residência e local de tráfego

A localidade de residência do usuário e do seu tráfego é outro fator que influencia, e muito, no valor do seguro.

Alguns pontos da cidade possuem um maior índice de violência e roubo, por exemplo.

Isso faz com que veículos segurados para essas áreas tenham seguro mais caro.

Portanto, de uma rua para outra, o valor do seguro pode sofrer grandes oscilações.

Nesse caso, é indicado ter cuidados extras com o carro.

Como deixá-lo na garagem ou instalar dispositivos de segurança.

Falaremos sobre estes aspectos a seguir. Continue lendo!

Deixar o carro na garagem

Ter o cuidado de deixar o carro na garagem faz com que ele fique menos exposto aos riscos.

Assim como quando ele é colocado em estacionamento.

Deixar o veículo na via pública aumenta as chances de que ele seja roubado, furtado ou colidido.

Por isso, quem possui garagem na residência e no trabalho leva vantagem em relação aos valores pagos pela proteção.

Itens de segurança

Alarme, rastreador ou chave corta corrente dificultam que veículos sejam roubados, ou facilitam a sua localização.

Assim, quanto mais equipamentos o carro tiver, menor será o valor pago pelo seguro.

A principal função de um alarme é inibir o furto do auto.

Já o rastreador pode facilitar a localização do veículo, trazendo-o de volta ao dono.

Quando o carro é recuperado, a seguradora só precisa arcar com o conserto das avarias sofridas.

Já quando o veículo permanece “perdido”, a empresa precisa pagar indenização maior, chamada de indenização integral.

Sabendo que as chances de quitar indenização integral são menores, a seguradora cobra menos do consumidor com rastreador.

Enquanto isso, a chave corta corrente, ou o bloqueador, podem travar o motor do carro à distância, impedindo que ele saia do lugar e seja levado.

Peças de reposição

Os modelos que possuem peças de reposição fáceis de ser encontradas no mercado possuem um valor mais acessível para o seguro.

Já quando o modelo sai de linha, ou se suas peças ficam escassas, ocorre o processo inverso.

Tipo do seguro

Quem deseja pagar um pouco menos pela proteção do carro pode optar pelo chamado Seguro Popular.

Com a opção, o usuário permite à seguradora utilizar peças usadas no conserto do veículo.

Isso torna o custo com os itens menor, e aumenta a possibilidade de encontrá-los.

Logo, os valores gastos pela companhia serão mais baixos, assim como o custo da proteção.

Coberturas contratadas

Esse é um dos itens que o segurado possui total influência, pois ele escolhe quais coberturas serão contratadas.

Existem algumas coberturas mais comuns, que vem em uma espécie de pacote do seguro básico.

São elas: proteção contra roubo e furto, incêndio, colisão e queda de raio.

Algumas seguradoras ainda comercializam proteção única para roubo e furto, mais restrita, mas também mais barata.

Ainda é possível complementar o seguro com uma série de coberturas adicionais.

Há, por exemplo, a proteção dos vidros do carro e do seu aparelho de som.

Você também pode obter assistência 24 horas.

Cada cobertura contratada a mais representa um acréscimo no valor do seguro.

Apesar do aumento de valores, porém, é essencial sempre contratar todas as coberturas necessárias ao veículo.

Economizar agora pode ser um problema no futuro.

Afinal, após um sinistro não coberto, o consumidor precisará arcar sozinho com o prejuízo.

Franquia escolhida

Por fim, o cálculo do seguro auto é influenciado pela franquia escolhida.

A franquia é o valor de responsabilidade do consumidor após uma perda parcial.

Ele deve ser pago à oficina, enquanto a seguradora pagará a outra parcela do custo do conserto.

São quatro os tipos de franquia:

  • A básica, com bom equilíbrio entre franquia e custo do seguro;
  • A ampliada, com a franquia maior e custo do seguro mais baixo;
  • A reduzida, menor e com custo do seguro mais alto;
  • A isenta, com custo do seguro bem mais alto, já que não haverá franquia após um sinistro.

Agora você já conhece os principais itens que ajudam na formação dos preços do seguro.

Na hora de realizar o cálculo do seguro auto, avalie bem estes aspectos.

Lembre-se também que é importante pesquisar os valores em várias seguradoras.

Para fazer uma cotação, é só contar com a ajuda de um site especializado e um corretor.

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