Como funciona o seguro residencial

Contratar um seguro residencial pode ser muito mais vantajoso do que você imagina. Afinal, esta é uma opção de seguro capaz de proteger seu imóvel de uma série de problemas. Acompanhe este artigo e veja melhor como funciona o seguro residencial e tire suas dúvidas!

Não há nada melhor do que voltar para casa depois de um dia longo de trabalho ou estudo e descansar, não é mesmo?

É em casa que nossas coisas mais importantes ficam guardadas, é neste imóvel que nós sempre encontramos o aconchego e o conforto possível e necessário.

Mesmo este sendo um ambiente fundamental do dia a dia de milhões de pessoas, quase nenhuma delas possui um seguro residencial para proteger esse ambiente.

Para se ter uma ideia, apenas 15% das residências no país contam com seguro residencial.

Se você chegou até este artigo é possível que você faça parte dessa porcentagem e esteja interessado em mudar essa situação.

Sendo assim, continue lendo e conheça melhor o que é e como funciona o seguro residencial.

Como funciona o seguro residencial

Imagem: Getty

O que é o seguro residencial?

O seguro residencial nada mais é do que uma proteção para possíveis problemas relacionados a sua casa.

Esse serviço conta com diferentes tipos de coberturas e pode ser contratado por qualquer pessoa.

Esse tipo de seguro serve para proteger o contratante de qualquer gasto inesperado ou problema que envolva sua residência, desde um arrombamento, até um problema elétrico, ou mesmo um acidente doméstico.

Imagine só chegar em casa e ver que o encanamento rompeu.

Ou, quem sabe, que um curto circuito deixou o imóvel às escuras. Como resolver esse tipo de problema.

Pior: como pagar sozinho por um prejuízo tão inesperado? É para evitar tantos incômodos que o seguro residencial existe.

Assim como um seguro de carro, a proteção de imóvel cobre uma série de problemas.

Quando os sinistros acontecem, o usuário pode entrar em contato e solicitar auxílio, ou até mesmo o ressarcimento do prejuízo, evitando o impacto nas contas de casa.

Como funciona o seguro residencial?

Como mencionado o seguro residencial serve para proteger uma residência, não apenas um imóvel de uso habitual como a casa ou apartamento em que você mora, mas também outros tipos de imóveis como casas de veraneio, fazendas ou imóveis de férias.

Sua principal função é proteger a parte estrutural do imóvel, por isso, é comum que as coberturas mais básicas incluem apenas proteção contra incêndio, queda de árvores ou aeronaves, explosões, quedas de raio, enchentes e outros fenômenos naturais.

No entanto, algumas coberturas mais completas podem proteger também os bens e as pessoas dentro da residência.

Oferecendo indenizações e ressarcimentos de valores da perda de eletroeletrônicos e móveis ou mesmo de tratamentos médicos em caso de acidentes domésticos.

Ou seja, qualquer tipo de propriedade pode ser protegido com o seguro residencial, além disso, existem coberturas que protegem os bens e pessoas dentro da casa segurada, contra diversos riscos.

Por essa múltipla proteção, em muitos lugares esse tipo de serviço é conhecido também como seguro multirrisco.

Para que essa proteção seja contratada o primeiro passo é definir o tipo de cobertura desejado e começar uma pesquisa.

Depois de avaliar as propostas entre as empresas pesquisadas, basta escolher aquela que melhor se adequa às suas necessidades e contratar.

A partir do momento em que você assinar a apólice e pagar o valor do prêmio, ou sua primeira parcela, o seguro residencial valerá.

Daí em diante, qualquer problema que você tenha em casa, e que esteja coberto na apólice, poderá ser facilmente resolvido apenas com um telefone acionando a seguradora.

Qual a cobertura do seguro residencial?

As possibilidades de coberturas variam muito de uma empresa para outra, por isso, é possível encontrar diferentes tipos de coberturas no mercado.

No entanto, a SUSEP – Superintendência de Seguros Privados, prevê que existe uma cobertura considerada como básica que deve ser oferecida por todas as seguradoras.

Essa cobertura inclui danos causados por incêndio, desmoronamento, despesas com salvamento e combate ao fogo, desentulho do espaço, queda de raio e explosão causada por gás.

Caso qualquer uma dessas situações venha a acontecer, caberá apenas ao segurado acionar a seguradora para o ressarcimento dos prejuízos.

Os valores recebidos no seguro residencial deverão ser voltados tanto para reposição dos bens que são perdidos, quanto para a reforma necessária no espaço.

Porém, isso pode variar, dependendo do tipo de seguro contratado.

Para a proteção dos bens no imóvel, é necessário adquirir cobertura para o conteúdo.

Se o objetivo for proteger a estrutura ou construção, a cobertura será para o prédio.

Para ambos os cuidados, basta contratar cobertura para o prédio e conteúdo.

Além de uma cobertura básica, o consumidor pode optar por inserir coberturas adicionais em seu seguro de imóvel.

Nesse caso, é possível contar com proteções contra sinistros como:

  • Incêndio provocado por explosão de aparelhos ou substâncias de qualquer natureza;
  • Terremoto;
  • Danos elétricos;
  • Aguaceiro, tromba d’água ou chuva;
  • Roubo ou furto qualificado, após invasão do imóvel;
  • Quebra de vidros, incluindo janelas, espelhos e tampos de mesa;
  • Enchente;
  • Ruptura de encanamento, canalização, adutoras ou reservatórios;
  • Vendaval, com ou sem granizo, furacão e tornado;
  • Queimadas em zona rural;
  • Impacto de veículos;
  • Queda de aeronave.

Outros tipos de cobertura da proteção residencial

Existem três outras coberturas muito importantes em um seguro residencial.

São elas: a Responsabilidade Civil Familiar, o pagamento de aluguel e a assistência 24 horas.

Essas opções podem ser obtidas como adicionais no seguro, mas oferecem benefícios tão amplos que sempre valem a pena.

  1. Responsabilidade Civil Familiar

Quando insere a cobertura de Responsabilidade Civil Familiar em seu seguro, o usuário garante que problemas com terceiros, ocorridos dentro do imóvel, possam ser indenizados.

Os danos cobertos por essa proteção são reembolsados se forem causados a terceiros pelo segurado, seu cônjuge, filhos, empregada doméstica ou animais de estimação.

Por exemplo: se um dos seus convidados sofrer um acidente na escada, ele será indenizado pelo seguro residencial.

Assim, as despesas do hospital poderão ser pagas, tal qual uma breve indenização.

O mesmo para o caso de o seu cachorro morder um vizinho que passou pelo portão, ou situações semelhantes com terceiros.

  1. Pagamento de aluguel

Existem casos em que os danos ao imóvel são grandes, e é preciso realizar uma reforma antes que a sua família volte a ocupar o ambiente.

Mas onde todos serão acomodados? Simples: em uma casa alugada, com o pagamento do aluguel sendo feito pela seguradora.

A empresa arca com as despesas durante todo o tempo de reforma do imóvel.

Assim, todos são acomodados de modo confortável em um espaço seguro.

  1. Assistência Residencial

Imprevistos não são incomuns em casa. O encanamento pode romper, a torneira da pia quebrar, as telhas serem levadas por um vendaval.

Porém, o consumidor não precisa consertar todos os estragos sozinho.

Se o seu seguro residencial possui cobertura de assistência 24 horas, bastará ligar para a seguradora.

A empresa, então, enviará ao imóvel alguém para ajudar. Entre os serviços disponibilizados por essa cobertura estão:

  • Chaveiro;
  • Serviços para animais domésticos;
  • Segurança e vigilância em situações de ameaça;
  • Reparos hidráulicos em torneiras, sifões, chuveiros, encanamentos e outros;
  • Reparos elétricos;
  • Substituição de telhas etc.

O que o seguro residencial não cobre?

Apesar de todas as coberturas citadas, há situações e objetos que não são cobertas por um seguro residencial.

Essas exceções são chamadas de riscos excluídos, e sempre aparecem na apólice do serviço.

É fundamental que o usuário conheça os casos não cobertos.

Assim, ele poderá se prevenir ainda mais contra os problemas, e evitar o contato improdutivo com a seguradora.

Alguns dos riscos excluídos mais comuns em um seguro residencial são:

  • Erupção vulcânica ou outra convulsão da natureza;
  • Falhas na construção;
  • Guerra, comoção civil ou rebelião;
  • Furtos sem vestígio de arrombamento;
  • Lucros cessantes e danos emergentes.

Existem bens que também não são cobertos pela proteção residencial. Isso mesmo que a cobertura para conteúdo seja contratada pelo usuário.

Normalmente, os bens não cobertos possuem alto valor de mercado. Eles incluem:

  • Pedras e metais preciosos;
  • Obras e objetos de arte em geral;
  • Joias;
  • Raridades;
  • Plantas;
  • Papel-moeda;
  • Cheques;
  • Papéis de crédito;
  • Manuscritos;
  • Livros de contabilidade;
  • Selos;
  • Moedas cunhadas;
  • Bens de terceiros (a menos que os bens estejam sob a responsabilidade do segurado para serviço de manutenção).

O que fazer após um sinistro?

Um sinistro nada mais é do que uma situação coberta pelo seguro de imóvel. Ele pode ser, por exemplo, um incêndio, inundação ou roubo qualificado.

Caso algumas dessas situações, ou outras previstas em sua apólice aconteça, o usuário deve entrar em contato com a seguradora o quanto antes, informando o ocorrido, feito isso a seguradora deverá orientá-lo sobre o passo a passo para obtenção do seu auxílio.

O aviso de sinistro pode ser feito por telefone e, muitas vezes, pela internet.

Sempre que couber, como após um furto, vale a pena registrar Boletim de Ocorrência na polícia.

Esse tipo de documento servirá como um comprovante do cenário em casa, podendo facilitar o trâmite para a indenização.

Graças às regras da SUSEP, a indenização do seguro deve ser disponibilizada ao consumidor em até 30 dias.

Porém, esse prazo só começa a ser contado a partir da entrega dos documentos solicitados à seguradora.

É importante dizer que, caso a seguradora solicite mais algum documento ou informação, esse prazo de contagem para o recebimento da indenização é suspenso, e volta a ser contado apenas após a entrega dos documentos ou dados solicitados.

 

Existe franquia no seguro residencial?

Sim, assim como em qualquer outro tipo de seguro, o seguro de imóvel também possui uma franquia que deve ser paga quando um sinistro é acionado.

Esse valor varia de acordo com a contratação e deve ser pago apenas em casos de sinistros com perdas parciais, como problemas elétricos, vendaval e o impacto de veículos no imóvel.

Chamada também de POS – Participação Obrigatória do Segurado, a franquia geralmente tem custo correspondente a, no máximo, 10% do valor segurado para aquela cobertura.

Em alguns casos é possível que o valor da franquia seja descontado do montante referente a indenização, que será quitada pela empresa de proteção residencial.

É importante dizer, que o prejuízo em casa só é coberto pela seguradora se for maior do que a franquia indicada no contrato.

Caso o valor do prejuízo parcial, independentemente do sinistro, seja menor do que o valor da franquia correspondente, os prejuízos deverão ser quitados pelo próprio usuário, sem o auxílio da seguradora.

Como escolher o seguro residencial?

O mercado oferece diferentes opções de seguro residencial.

Alguns são mais básicos, mas podem ser suficientes para quem deseja ficar protegido e economizar.

Outros, têm cobertura mais ampla, cheios de adicionais que podem fazer a diferença após um desastre.

Com tantos modos de proteger o seu imóvel, a escolha deve partir dos tipos de garantia desejadas.

Por isso, é importante que você sempre avalie com atenção todas as proteções oferecidas e o valor de cada cobertura.

Você também precisará levar em conta os bens segurados dentro do imóvel, e verificar se a seguradora vai cobri-los.

Obras de arte, por exemplo, não costumam ser cobertas.

Portanto, se você tiver itens de grande valor e quiser protegê-los, vale a pena considerar a contratação de um seguro específico para o objeto.

Outro ponto a avaliar é se as indenizações iriam suprir as suas necessidades.

Se o imóvel inteiro pegar fogo, o valor da indenização permitirá uma reconstrução?

É fundamental que você escolha o seguro residencial que cubra todas as suas perdas, mesmo que elas sejam altas.

Assim, o seguro realizará a sua função principal: evitar o seu prejuízo e dores de cabeça.

Ainda vale a pena verificar se o seguro do seu condomínio já não protege o seu apartamento.

Se sim, prefira adquirir um seguro mais específico, como para os bens de valor.

Mas, se o seguro do condomínio não for completo, escolha cobertura mais ampla com a seguradora residencial.

Por fim, tenha a certeza de que a empresa está realmente cobrindo aquilo que você deseja.

Antes de pagar pelo seguro, leia o seu contrato de forma atenta e completa.

Especialmente o tópico de riscos excluídos, que indica as situações em que o usuário não recebe indenização.

Por que o seguro de imóvel é importante?

Imóveis estão sujeitos a problemas todos os dias.

Eles podem sofrer inundação, danos elétricos, incêndio, danos por quedas de árvores ou raios, e muito mais.

Sem um seguro, o dono do local paga sozinho pelos prejuízos, o que pode doer bastante no bolso.

Por isso é tão importante contratar seguro de imóvel: para evitar que despesas repentinas atrapalhem a sua vida financeira.

Outro ponto é que um seguro residencial pode proteger terceiros que visitam a sua casa.

Vale a pena contratar um seguro residencial?

Como citado, um seguro residencial evita prejuízos e pode tornar a sua casa mais segura.

Não só para os seus bens materiais, mas ainda para as pessoas que visitam o seu imóvel.

Sendo assim, contar com esse tipo de proteção sempre vale a pena.

Especialmente se a sua residência tiver certa tendência a problemas.

Uma casa próxima a um rio, por exemplo, está mais sujeita a inundações.

Não contar com um seguro seria prejuízo certo ao usuário.

Qual a melhor proteção residencial?

Na hora de escolher o melhor seguro residencial, avalie bem as coberturas e empresas disponíveis no mercado.

São muitas as alternativas, e é interessante que você personalize os serviços conforme as suas necessidades.

Também vale a pena realizar cotações, porque os custos de um seguro são bastante diferentes entre as empresas.

Isso acontece porque, cada uma delas pode considerar fatores variados para a definição dos preços do serviço.

Vale a pena também pesquisar melhor sobre a empresa, procure saber se ela trabalha de acordo com as normas exigidas pela SUSEP e está devidamente cadastrada junto ao órgão.

Além disso é importante conhecer seus índices de aprovação entre os clientes e o número de problemas que ela costuma ter com eles.

Existem muitas empresas no mercado que oferecem esse tipo de proteção e contam com diferentes coberturas e possibilidades de franquias.

Por isso, pesquisar com atenção é tão importante.

Lembre-se sempre que, o melhor seguro residencial é aquele que se encaixa no seu bolso, e que atende a todas as necessidades do seu imóvel.

Quanto custa um seguro de imóvel?

Uma ótima dica é sempre fazer a cotação do seguro residencial online.

Como são várias as empresas no mercado, a pesquisa pela internet pode tornar o processo de comparação mais simples.

Se preferir, você também pode entrar em contato direto com cada seguradora.

Os preços de um seguro de imóvel são definidos de acordo com vários fatores.

O número de coberturas, por exemplo, influencia diretamente no custo do seguro.

Assim como o tipo de imóvel, seu modo de uso, idade da construção e a propensão a sinistros.

A localização da residência e a segurança do local também são avaliadas.

Em todo o caso, é comum que os preços de um seguro residencial correspondam, por ano, a apenas 0,5% do valor do imóvel.

O investimento vale a pena! Principalmente se pensarmos no quanto o usuário gastaria para cobrir os danos sozinho.

Agora que você conhece melhor o seguro residencial e seu funcionamento, além de sua importância, será muito mais simples escolher quais são as coberturas mais necessárias para sua casa e qual seguradora poderá prestar esse serviço.

Se precisar de ajuda com as cotações ou para mais informações, conte com nossos colaboradores.

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