Como funciona o seguro residencial

Contratar um seguro residencial pode ser muito mais vantajoso do que você imagina. A opção pode proteger seu imóvel de uma série de problemas. Veja como funciona e tire suas dúvidas!

Não há nada como voltar para casa e descansar, não é mesmo? É no imóvel que as suas coisas ficam guardadas, é nele que você encontra aconchego.

Ainda assim, apenas 14,5% das residências no país contam com seguro residencial. E, se você está lendo este texto, é bem provável que faça parte da parcela desprotegida da população.

Então, é hora de mudar esse quadro: um seguro de imóvel é fundamental!

Imagine só chegar em casa e ver que o encanamento rompeu. Ou, quem sabe, que um curto circuito deixou o imóvel às escuras.

Como resolver esse tipo de problema. Pior: como pagar sozinho por um prejuízo tão inesperado? É para evitar tantos incômodos que o seguro residencial existe.

Assim como um seguro de carro, a proteção de imóvel cobre uma série de problemas. Quando os sinistros acontecem, o usuário pode entrar em contato e solicitar auxílio.

Principalmente, pode solicitar o ressarcimento do prejuízo, evitando o impacto nas contas de casa. Interessante, não? Continue lendo e descubra como contratar a melhor proteção residencial!

Como funciona o seguro residencial

Imagem: Getty

Como funciona o seguro residencial?

Um seguro residencial pode ser contratado para imóveis únicos, como casas e apartamentos. Esses imóveis podem ser de uso habitual, ou então casas de veraneio, fazendas ou imóveis de férias.

Isso significa que qualquer uma das propriedades do usuário pode ficar protegida contra diversos riscos. Por essa múltipla proteção, aliás, esse tipo de serviço é conhecido também como seguro multirrisco.

Qual a cobertura do seguro residencial?

São muitas as coberturas oferecidas por um seguro de imóvel, e elas podem variar de acordo com a seguradora.

Ainda assim, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) determina uma cobertura básica, que deve ser seguida por todas as empresas.

Com um plano básico, o imóvel fica protegido contra sinistros mais simples.

Isso inclui danos causados por incêndio, desmoronamento, despesas com salvamento e combate ao fogo, desentulho do espaço, queda de raio e explosão causada por gás.

Após qualquer das situações, a seguradora pode ser acionada para o ressarcimento dos prejuízos.

Os valores servem tanto para reposição dos bens que são perdidos, quanto para a reforma necessária no espaço. Porém, isso pode variar, dependendo do tipo de seguro contratado.

Para a proteção dos bens no imóvel, é necessário adquirir cobertura para o conteúdo.

Se o objetivo for proteger a estrutura ou construção, a cobertura será para o prédio. Para ambos os cuidados, basta contratar cobertura para o prédio e conteúdo.

Além de uma cobertura básica, o consumidor pode optar por inserir coberturas adicionais em seu seguro de imóvel. Nesse caso, é possível contar com proteções contra sinistros como:

  • Incêndio provocado por explosão de aparelhos ou substâncias de qualquer natureza;
  • Terremoto;
  • Danos elétricos;
  • Aguaceiro, tromba d’água ou chuva;
  • Roubo ou furto qualificado, após invasão do imóvel;
  • Quebra de vidros, incluindo janelas, espelhos e tampos de mesa;
  • Enchente;
  • Ruptura de encanamento, canalização, adutoras ou reservatórios;
  • Vendaval, com ou sem granizo, furacão e tornado;
  • Queimadas em zona rural;
  • Impacto de veículos;
  • Queda de aeronave.

Outros tipos de cobertura da proteção residencial

Existem três outras coberturas muito importantes em um seguro residencial.

São elas: a Responsabilidade Civil Familiar, o pagamento de aluguel e a assistência 24 horas.

As opções podem ser obtidas como adicionais no seguro, mas oferecem benefícios tão amplos que sempre valem a pena.

Responsabilidade Civil Familiar

Quando insere a cobertura de Responsabilidade Civil Familiar em seu seguro, o usuário garante que problemas com terceiros, ocorridos dentro do imóvel, gerem indenização ao vitimado.

Os danos cobertos por essa proteção são reembolsados se forem causados a terceiros pelo segurado, seu cônjuge, filhos, empregada doméstica ou animais de estimação.

Por exemplo: se um dos seus convidados sofrer um acidente na escada, ele será indenizado pelo seguro residencial.

Assim, as despesas do hospital poderão ser pagas, tal qual uma breve indenização.

O mesmo para o caso de o seu cachorro morder um vizinho que passou pelo portão, ou situações semelhantes com terceiros.

Pagamento de aluguel

Existem casos em que os danos ao imóvel são grandes, e é preciso realizar uma reforma antes que a sua família volte a ocupar o ambiente.

Mas onde todos serão acomodados? Simples: em uma casa alugada, com o pagamento do aluguel sendo feito pela seguradora.

A empresa arca com as despesas durante todo o tempo de reforma do imóvel. Assim, todos são acomodados de modo confortável em um espaço seguro.

Assistência Residencial

Imprevistos não são incomuns em casa. O encanamento pode romper, a torneira da pia quebrar, as telhas serem levadas por um vendaval.

Porém, o consumidor não precisa consertar todos os estragos sozinho.

Se o seu seguro residencial possuir cobertura de assistência 24 horas, bastará ligar para a seguradora.

A empresa, então, enviará ao imóvel alguém para ajudar. Entre os serviços disponibilizados por essa cobertura estão:

  • Chaveiro;
  • Serviços para animais domésticos;
  • Segurança e vigilância em situações de ameaça;
  • Reparos hidráulicos em torneiras, sifões, chuveiros, encanamentos e outros;
  • Reparos elétricos;
  • Substituição de telhas etc.

Tipos de cobertura da proteção residencial

O que o seguro residencial não cobre?

Apesar de todas as coberturas citadas, há situações e objetos que não são cobertas por um seguro de imóvel.

Essas exceções são chamadas de riscos excluídos, e sempre aparecem na apólice do serviço. É fundamental que o usuário conheça os casos não cobertos.

Assim, ele poderá se prevenir ainda mais contra os problemas, e também evitar o contato improdutivo com a seguradora.

Alguns dos riscos excluídos mais comuns em um seguro residencial são:

  • Erupção vulcânica ou outra convulsão da natureza;
  • Falhas na construção;
  • Guerra, comoção civil ou rebelião;
  • Furtos sem vestígio de arrombamento; e
  • Lucros cessantes e danos emergentes.

Existem bens que também não são cobertos pela proteção residencial. Isso mesmo que a cobertura para conteúdo seja contratada pelo usuário. Normalmente, os bens não cobertos possuem alto valor de mercado. Eles incluem:

  • Pedras e metais preciosos;
  • Obras e objetos de arte em geral;
  • Joias;
  • Raridades;
  • Plantas;
  • Papel-moeda;
  • Cheques;
  • Papéis de crédito;
  • Manuscritos;
  • Livros de contabilidade;
  • Selos;
  • Moedas cunhadas;
  • Bens de terceiros (a menos que os bens estejam sob a responsabilidade do segurado para serviço de manutenção).

O que fazer após um sinistro?

Um sinistro nada mais é do que uma situação coberta pelo seguro de imóvel. Ele pode ser, por exemplo, um incêndio, inundação ou roubo qualificado.

Após cenários desse tipo, o usuário precisa entrar em contato com a seguradora o quanto antes.

Informando o acontecido, ele será orientado sobre o passo a passo para obtenção do seu auxílio.

O aviso de sinistro pode ser feito por telefone e, muitas vezes, pela internet. Sempre que couber, como após um furto, vale a pena registrar Boletim de Ocorrência na polícia. Esse tipo de documento servirá como um comprovante do cenário em casa, podendo facilitar o trâmite para a indenização.

Graças às regras da Susep, a indenização do seguro deve ser disponibilizada ao consumidor em até 30 dias. Porém, esse prazo só começa a ser contado a partir da entrega dos documentos solicitados à seguradora.

Se algum dado faltar, a empresa ainda pode suspender o prazo, e continuá-lo após a regularização das informações pelo usuário.

Na hora de ter seus prejuízos ressarcidos, o segurado também precisa pagar franquia.

A franquia é um valor cobrado em alguns sinistros parciais, como problemas elétricos, vendaval e o impacto de veículos no imóvel.

Chamada também de POS (Participação Obrigatória do Segurado), a franquia geralmente tem custo correspondente a, no máximo, 10% do valor segurado para aquela cobertura.

O custo é descontado do valor da indenização que será quitada pela empresa de proteção residencial.

É importante dizer, também, que o prejuízo em casa só é coberto pela seguradora se for maior do que a franquia indicada no contrato.

Caso não seja, os prejuízos deverão ser quitados pelo próprio usuário, sem o auxílio da seguradora.

Como escolher a proteção residencial?

Como escolher o seguro residencial?

O mercado oferece diferentes opções de seguro residencial. Alguns são mais básicos, mas podem ser suficientes para quem deseja ficar protegido e economizar.

Outros, têm cobertura mais ampla, cheios de adicionais que podem fazer a diferença após um desastre.

Com tantos modos de proteger o seu imóvel, a escolha deve partir dos tipos de garantia desejadas. Avalie sempre as proteções oferecidas e o valor de cada cobertura.

Você também precisará levar em conta os bens segurados dentro do imóvel, e verificar se a seguradora vai cobri-los.

Obras de arte, por exemplo, não costumam ser cobertas. Se de grande valor, pode se interessante contratar seguro específico para o objeto.

Outro ponto a avaliar é se as indenizações iriam suprir as suas necessidades. Se o imóvel inteiro pegar fogo, o valor da indenização permitirá uma reconstrução?

Escolha o seguro residencial que cubra todas as suas perdas, mesmo que elas sejam altas. Assim, o seguro realizará a sua função principal: evitar o seu prejuízo e dores de cabeça.

Ainda vale a pena verificar se o seguro do seu condomínio já não protege o seu apartamento. Se sim, prefira adquirir um seguro mais específico, como para os bens de valor.

Mas, se o seguro do condomínio não for completo, escolha cobertura mais ampla com a seguradora residencial.

Por fim, tenha a certeza de que a empresa está realmente cobrindo aquilo que você deseja. Antes de pagar pelo seguro, leia o seu contrato de forma atenta e completa.

Especialmente o tópico de riscos excluídos, que indica as situações em que o usuário não recebe indenização.

Isso vai evitar surpresas desagradáveis como, após um incêndio, descobrir que o seu seguro não cobria a perda por fogo.

Por que o seguro de imóvel é importante?

Imóveis estão sujeitos a problemas todos os dias. Eles podem sofrer inundação, danos elétricos, incêndio, danos por quedas de árvores ou raios, e muito mais.

Sem um seguro, o dono do local paga sozinho pelos prejuízos, o que pode doer bastante no bolso.

Por isso é tão importante contratar seguro de imóvel: para evitar que despesas repentinas atrapalhem a sua vida financeira.

Outro ponto é que um seguro residencial pode proteger terceiros que visitam a sua casa.

Com esse cuidado, você se tornará um melhor anfitrião, sabendo que, após qualquer sinistro, o indivíduo será amparado pela seguradora.

Seguro residencial vale a pena?

Como citado, um seguro residencial evita prejuízos e pode tornar a sua casa mais segura. Não só para os seus bens materiais, mas ainda para as pessoas que visitam o seu imóvel.

Assim, esse tipo de proteção sempre vale a pena. Especialmente se a sua residência tiver certa tendência a problemas.

Uma casa próxima a um rio, por exemplo, está mais sujeita a inundações. Não contar com um seguro seria prejuízo certo ao usuário.

Qual a melhor proteção residencial?

Na hora de escolher o melhor seguro residencial, avalie bem as coberturas e empresas disponíveis no mercado.

São muitas as alternativas, e é interessante que você personalize os serviços conforme as suas necessidades.

Também vale a pena realizar cotações, porque os custos de um seguro são bastante diferentes entre as empresas.

Afinal, cada uma delas pode considerar fatores variados para a definição dos preços do serviço.

O melhor seguro residencial é aquele que se encaixa no seu bolso, e que atende a todas as necessidades do seu imóvel. Entre as empresas que oferecem esse tipo de serviço, estão:

  • Allianz Seguros;
  • Bradesco Seguros;
  • HDI Seguros;
  • Grupo BB Mapfr;
  • Liberty Seguros;
  • Porto Seguro;
  • Sompo Seguros;
  • Sulamérica;
  • Tokio Marine;
  • Zurich Seguros.

Quanto custa um seguro de imóvel?

Uma ótima dica é sempre fazer a cotação do seguro residencial online. Como são várias as empresas no mercado, a pesquisa pela internet pode tornar o processo de comparação mais simples.

Se preferir, você também pode entrar em contato direto com cada seguradora.

Os preços de um seguro de imóvel são definidos de acordo com vários fatores. O número de coberturas, por exemplo, influencia diretamente no custo do seguro.

Assim como o tipo de imóvel, seu modo de uso, idade da construção e a propensão a sinistros. A localização da residência e a segurança do local também são avaliadas.

Em todo o caso, é comum que os preços de um seguro residencial correspondam, por ano, a apenas 0,5% do valor do imóvel.

O investimento vale a pena! Principalmente se pensarmos no quanto o usuário gastaria para cobrir os danos sozinho.

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