Carro Alienado x Seguro. Como proceder?

| Autor: Jeniffer Elaina

O seguro para carro alienado pode ser feito. Porém, não significa que toda a indenização será paga ao segurado. Entenda como funciona o seguro auto para veículos alienados e tire suas dúvidas.

Ter o carro segurado é uma garantia enorme de tranquilidade, caso aconteça algum imprevisto. Mas e quando o veículo ainda não foi totalmente quitado? Como funciona o seguro nesses casos?

O carro alienado nada mais é do que um carro que está sendo pago em parcelas, por meio de um financiamento. Ou seja, o motorista já está como veículo e pode utilizá-lo normalmente, mas também continua pagando por ele.

Hoje, é possível escolher mais de um modelo de financiamento disponível no mercado. São eles: o Crédito Direto ao Consumidor (CDC), leasing e consórcio. Entenda melhor sobre o CDC.

Quando um carro é alienado por leasing, ele permanece em nome do banco até o fim do pagamento pelo comprador. Já em um financiamento ou consórcio, o veículo fica no nome do usuário logo que adquirido.

Um carro é alienado como garantia no caso de inadimplência, e somente neste caso. Isso significa que a financiadora pode reaver o bem, por meio de um mandado de busca e apreensão. Neste caso, o veículo é utilizado para findar a dívida.

Carro Alienado X Seguro. Como proceder?

Entenda como funciona a regra para as apólices do seguro do carro alienado

Quando um carro não é financiado, a relação do seguro auto é limitada entre a seguradora e cliente. Já no caso do financiamento, a contratação do seguro pode ser feita pelo usuário, de acordo com as coberturas que ele achar mais interessante.

Ainda assim, a negociação do seguro e do pagamento de um sinistro precisa também envolver o agente financeiro.

Quando ocorre um sinistro com um veículo quitado, a indenização é efetuada diretamente ao proprietário.

Porém, se alguma das prestações do carro não estiver paga, significa que o veículo ainda não é do usuário. Por isso, o pagamento da indenização é efetuado de modo diferente.

Veja a seguir as formas de pagamento da indenização no caso de perda parcial e total do veículo.

Perda parcial

Um veículo sofre perda parcial quando os custos do seu reparo são menores do que 75% do valor do carro. Isso é muito comum no caso de uma colisão leve ou de problemas como a queda de raio sobre o auto.

Em uma perda parcial, a seguradora faz o pagamento de uma parte dos custos para reparo. Parte, porque o consumidor é o responsável por outra parcela, chamada de franquia.

Como era o responsável pelo veículo no momento do sinistro, o usuário paga sozinho sua franquia — sem a participação da financiadora.

Imagine que seu carro sofreu uma colisão, e seu conserto terá custo de R$ 5 mil. Como a franquia do seu seguro é de R$ 1 mil, você, consumidor, deverá pagar R$ 1 mil dos valores.

A seguradora fica responsável pela quitação dos R$ 4 mil restantes. A empresa financiadora não tem participação em nenhuma das etapas deste sinistro.

Perda integral

Já a perda integral de um automóvel acontece quando o veículo tem custos de reparo maiores do que 75% do seu valor. Acontece, também, quando o auto é roubado ou furtado, e não recuperado pela polícia.

Nessa situação, o conserto é dispensado, e a seguradora faz o pagamento da indenização integral do seguro.

A franquia também é dispensada, mas existem regras para o recebimento dos valores. É possível obtê-la em três situações:

1. Pagando todo o financiamento

Ao optar por este meio, o consumidor precisa quitar todos os valores restantes do financiamento. Afinal, o carro ainda não é seu, mas da empresa financiadora. Após a quitação, o usuário recebe a indenização total da seguradora.

É importante destacar que a indenização integral do seguro cobre o valor do bem. Taxas de juros e outras, associadas ao financiamento, não entram na contagem dos montantes da seguradora.

Por isso, é comum que o consumidor receba menos do que efetivamente pagou pelo automóvel ao parcelá-lo.

2. Quando a seguradora efetua o pagamento

Se as prestações restantes tiverem custo menor do que a indenização da seguradora, a empresa do financiamento pode usar os valores para a finalização da dívida.

Por exemplo: se as parcelas finais somam R$ 15 mil, e a indenização total é de R$ 40 mil, o consumidor receberá apenas R$ 25 mil. Os R$ 15 mil restantes, a seguradora entregará à financiadora do bem.

3. Substituindo o bem da dívida

Se não consegue pagar o restante do financiamento, nem por conta própria, nem com a indenização, o usuário pode substituir o bem da dívida.

Neste caso, ele precisa entrar em contato com a financiadora e negociar. A ideia é que a empresa obtenha a indenização do seguro e adquira um novo carro para o consumidor.

O novo carro será alienado no lugar do anterior. O indivíduo, então, continuará a pagar as suas prestações normalmente, como se o sinistro não tivesse ocorrido.

A financeira responsável pelo parcelamento do veículo não é obrigada a aceitar essa alternativa. Por isso, é fundamental que o usuário esteja disposto a negociar.

Inclusive ouvindo outras opções dadas pelo banco. Isso poderia incluir, por exemplo, um empréstimo para pagamento dos valores restantes do financiamento. Assim, o usuário voltaria à primeira opção da indenização, citada há pouco.

Em todo o caso, o cliente não deve se sentir lesado. Se isso ocorrer, ele pode procurar o auxílio do Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor).

Cuidados adicionais com o veículo alienado

Alienar um veículo significa obter uma nova dívida. Então, antes de comprar um carro por este meio, é bom que o consumidor conheça todos os custos das parcelas e taxas. Assim, ele poderá programar sua vida financeira e evitar atrasos.

No caso da compra de um carro seminovo ou usado, também é fundamental ter atenção às dívidas anteriores do veículo.

Uma dica é verificar os dados do automóvel no Detran  (Departamento Estadual de Trânsito) e no Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).

Lembre-se, ainda, de escolher as coberturas que façam sentido para você. Normalmente, os seguros oferecem proteção contra roubo, furto e colisões.

Há, ainda, várias opções adicionais, como a proteção dos vidros e para-brisa; de equipamentos como rádio e TV; e até contra fatores naturais. De nada adianta, porém, contratar cobertura para rádio, se o seu carro não possui um.

Com todos estes cuidados, contar com um seguro para carro alienado será bastante vantajoso. Converse com um corretor! Juntos, vocês poderão definir a melhor cobertura para o seu veículo.

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15 Comentários

  • Eliana says:

    Olá, comprei um carro financiado em 48, 1.593, sendo que consegui pagar um ano, refinanciei ele e passou para 40 parcelas de 1.493, estou com duas parcelas atrasadas, fui roubada com 15 dias de atraso da segunda parcela.
    Já acionei o seguro, será que não irá dar problema pro seguro pagar?

    Att

  • Marcos A. Caetano says:

    Boa tarde,

    Comprei um carro zero, e financiei um parte no Banco do Brasil. Carro ficou alienado, tudo bem.
    O banco exigiu um seguro e assim fizemos.
    Porém, o banco pediu que fosse incluído na apólice uma cláusula de beneficiário do Banco do Brasil, nunca vi isto, com outros veículos financiados.
    É procedente essa cláusula na apólice de seguro?

    Obrigado.

    • Sanaira Silveira says:

      Boa tarde Marcos,

      Obrigada pelo comentário em nosso site.
      Por favor, entre em contato com um corretor para que possa ajuda-lo.

      Atenciosamente.

  • José Roberto Chagas says:

    Olá,

    Meu carro foi furtado e está alienado. Qual a parte que receberei do seguro?

    Grato

    • Sanaira Silveira says:

      Bom dia José,

      Obrigada pela mensagem em nosso site.
      Em caso de sinistro, entre em contato com a seguradora responsável para que possam ajuda-lo.

      Atenciosamente

  • Igor Oliveira says:

    Olá,

    Estou enfrentando problemas com a apreensão do meu carro. O meu pai faleceu em dezembro e o banco passou mais de 3 meses negando ter um seguro, até que acharam um seguro que quita o carro. No entanto, o Banco entrou com o mandado de busca e apreensão, mesmo assim ainda considerando o meu pai vivo. Mesmo o carro sendo assegurado, o banco pode fazer o mandado de busca e apreensão? Como se procede neste caso?

    Obrigado.

    • Sanaira Silveira says:

      Bom dia Igor,

      Obrigada pela mensagem em nosso site.
      Para seu tipo de problema, pedimos que procure um profissional da área para que possa ajuda-lo com sua dúvida.

      Atenciosamente.

  • Paulo says:

    Olá,
    Estou com um carro comprado sob consórcio, que está com busca e apreensão(Renajud). Caso eu sofra alguma colisão com meu carro o meu seguro cobre mesmo o carro estando sob busca e apreensão?

    Obrigado.

    • Sanaira Silveira says:

      Bom dia Paulo,

      Obrigada por comentar em nosso site Smartia.com.br,
      Por favor, entre em contato com seu corretor ou seguradora responsável pelo seu seguro para que possam tirar sua dúvida.

      Atenciosamente

  • Jo Barbosa says:

    Oi,

    Quero sair do seguro alienado, posso?

    Grato.

  • Edson says:

    Boa noite, se eu tenho uma moto que esta no seguro
    Mas ela esta em busca e apreensão mesmo assim se ela for roubada o seguro cobre 100%

  • Luciana de Jesus Sousa says:

    Tenho uma moto alienada,paguei 11 de 425,00 parcelas,e mesma foi roubada aciinei o seguro eles pediram uma carta do saldo devedor 7,300 e ele ia me indenizar 95℅ da tabela FIPE . só que eles pagou no saldo devedor 3,770,e me depositou 490,00.esta correto? Ou tenho q procurar meus direitos

  • julio says:

    Gostaria de entendereceber melhor
    Eles quitam com a financeira , ok.
    E qual a parte que me sera indenizAda? Fipe menos valor de quitação corresponde ao valor que vou receber?

  • alessandro says:

    Bom dia tenho um corsa 2012 com 49.650KM. esta alienado, tenho seguro. estou com este carro a quase 02 anos , estou com problema na carroceria da suspensão traseira onde o amortecedor e fixado, esta trincado e fazendo um barulho dentro do carro insuportável, devo acionar o seguro? sou leigo no assunto mas eles pode condenar o carro e me indenizar. sendo que esta alienado??? Agradeço desde já

    • Tatiana Oliveira says:

      Oi, Alessandro! Você só deve acionar o seguro caso esse barulho tenha sido consequência de uma colisão. Infelizmente os seguro não cobre falha mecânica. Nossa dica é você procurar um mecânico para descobrir qual é o problema do barulho.

      Espero ter ajudado. Qualquer coisa, estamos à disposição.

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