Em época de crise, Volkswagen conta como reduzir gastos com água em até 20%

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SÃO PAULO – A região metropolitana de São Paulo está sofrendo com falta de água por causa das poucas chuvas de verão e a entrada da época de estiagem. A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) até está cogitando a hipótese de fazer rodízio na capital após o Sistema da Cantareira registrar nível de somente 12,5 da sua capacidade na última quarta-feira (9).

No entanto, com um pouco de força de vontade, é possível reduzir o consumo de água, principalmente nas fábricas. A Volkswagen está investindo em processos mais eficientes de captação e reuso do recurso, visando diminuir até 25% no consumo de energia e água e na geração de resíduos, CO² e solventes em até 2018.

Utilizando como referência a meta do “Think Blue. Factory”, que considera os indicadores desde 2010, a empresa reduziu em 13,6% a utilização do insumo. A menor utilização do recurso ocorre a partir de uma base de resultados já bastante consolidada, que mesmo antes de 2010 contava com diversas iniciativas criativas para aumentar a eficiência no uso desse recurso.

Um dos exemplos de iniciativas que geraram maior eficiência e redução do uso de água é a Nova Pintura da fábrica de Taubaté; fruto de um investimento de R$ 427,8 milhões, a pintura estabelece novos padrões de tecnologia e proteção ambiental, sendo referência na indústria automobilística brasileira. As inovações tornam o processo produtivo ecológico, permitindo reduções de 30% no consumo de energia e de 20% no consumo de água por veículo produzido, em comparação a um processo de pintura convencional.

A montadora trabalha em três frentes com relação à água: no reaproveitamento, na captação e no investimento em novas tecnologias que reduzam o consumo do recurso, explica o diretor de engenharia de manufatura da Volkswagen do Brasil, Celso Placeres. “O grande desafio está nesse terceiro ponto, que é reduzir de fato o volume de água necessário para a produção de nossos veículos. Para isso, estamos trazendo processos e equipamentos cada vez mais eficientes, que aumentam também a qualidade e velocidade de fabricação dos nossos veículos.”

Fonte: InfoMoney

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