Aprenda os cinco passos para acionar o seu seguro com facilidade

| Autor: Jeniffer Elaina

Um sinistro aconteceu, mas você não tem ideia de como acionar o seu seguro auto? Sem problemas! A seguir, listamos o passo a passo para obter assistência.

Saber como acionar o seguro auto é algo fundamental. Após um sinistro, esse conhecimento vai garantir atendimento mais simples e rápido pela seguradora.

Mais do que uma forma de se precaver, o seguro para os veículos é uma necessidade para os condutores.

Em geral, são eles que reduzem os prejuízos dos proprietários em caso de acidentes de trânsito, roubos ou furtos com o carro.

Ao contratar um seguro, porém, é essencial conhecer tudo sobre a sua cobertura e acionamento.

Por exemplo: de nada adiantará contatar a seguradora após uma colisão, se o seu seguro não possuir cobertura para essa situação.

Além disso, existem regras sobre a perda parcial e a perda integral. De modo geral, a perda parcial só é paga pela seguradora quando o segurado é o culpado pelo acidente.

Se a ocorrência tiver sido provocada por um terceiro, é necessário que ele pague pelos prejuízos.

Ele poderá fazer isso por meio da cobertura de terceiros do seguro dele, ou então tirar valores do próprio bolso.

Em todo o caso, a sua seguradora vai pagar os prejuízos e o terceiro fugir do local ou se negar a arcar com os danos.

Mas fica aberta a possibilidade de responsabilização do outro motorista, por meio de um processo judicial.

Uma perda parcial acontece quando os danos ao carro são menores do que 75% do valor do veículo no mercado. Já a perda integral é superior aos 75%.

Após uma perda integral, ou do furto ou roubo do auto, o usuário recebe indenização completa.

Os valores servirão para a compra de um novo veículo, já que o anterior não poderá mais ser utilizado.

Aprenda os cinco passos para acionar o seu seguro com facilidade

Como acionar o seguro auto?

1. Sinalize o local

O primeiro passo após um acidente é averiguar se não há nenhum ferido. Caso existam feridos, será necessário ligar para o SAMU ou bombeiros, e solicitar atendimento de emergência.

As vítimas não devem ser movidas caso o impacto do acidente tenha sido intenso. Motoqueiros nunca devem ser movimentados, devido ao risco de danos à coluna.

Depois, se o carro puder se movimentado, sem prejudicar nenhum dos indivíduos, é necessário retirá-lo do meio da via. Logo após, você deverá sinalizar o local.

Utilize do triângulo de sinalização para alertar aos demais motoristas que logo à frente houve um acidente.

Essa sinalização deve ser feita se os veículos forem ou não movimentados. Ainda é preciso realizá-la após outros tipos de sinistros, como pane seca ou elétrica, queda de raio ou incêndio.

Sempre que o carro for permanecer na via pública, aguardando socorro, é preciso avisar aos demais motoristas.

2. Registre a ocorrência

Quando há vítimas do sinistro, é necessário registrar um Boletim de Ocorrência. O mesmo vale para quando o acidente não fere ninguém, mas envolve um veículo de terceiro.

Por isso, é importante solicitar os dados de todos os indivíduos e de algumas testemunhas, e então se dirigir à delegacia mais próxima.

O BO será exigido pela seguradora no momento de acionar o seguro.

Caso o acidente tenha envolvido outros veículos, o melhor a se fazer é fugir de discussões com os demais motoristas. Não vale a pena tentar atribuir a culpabilidade a alguém.

É preferível transferir essa responsabilidade à seguradora, de acordo com sua avaliação, seus critérios técnicos e normas de trânsito.

Podem ocorrer também casos em que a ocorrência não envolve nenhum terceiro. Você pode, por exemplo, bater seu carro em um poste.

Nesse caso, o BO não será necessário. Bastará registrar fotos e vídeos da ocorrência. Os registros funcionarão como comprovantes do ocorrido.

3. Contate a seguradora

Com o BO e/ou fotos registrados, será hora de falar com a seguradora. Para isso, você deverá ligar para a empresa, no número indicado em sua apólice.

Deste modo, sempre tenha à mão o contato da seguradora. Vale a pena anotá-lo no smartphone, e manter o cartão de visita da empresa na carteira.

Isso vai facilitar essa etapa no processo para acionar o seu seguro.

Com o registro feito, a seguradora vai avaliar a ocorrência e verificar se ela atende às regras do contrato.

Essa análise é feita, por exemplo, para provar que o incêndio ocorrido não foi proposital.

Quando os sinistros são propositais, eles configuram fraude, e não serão cobertos pela seguradora.

Para otimizar a análise pela seguradora, busque fornecer dados completos sobre a data, o horário e o local do acidente.

Assim como dados dos outros veículos, se for este o caso. Também forneça um breve relato da ocorrência do sinistro.

Como citado, fotos e filmagens podem ajudar, independentemente do tipo de sinistro.

4. Leve o carro à oficina

Assim que a seguradora confirma o sinistro coberto, o carro é direcionado para as oficinas credenciadas pela empresa.

As credenciadas possuem autorização prévia para realização dos reparos no automóvel.

Muitas empresas também permitem que o consumidor escolha sua própria oficina, não credenciada.

Porém, neste caso, é necessário que a seguradora aprove primeiro o orçamento para conserto.

Uma das vantagens das credenciadas, além da rapidez no processo, é que as seguradoras oferecem benefícios extras aos usuários.

Eles incluem o desconto no valor da franquia ou diárias adicionais de carro reserva no período do conserto.

5. Pague a franquia ou renove o seguro

Assim que o carro for levado à oficina para conserto, será necessário pagar a franquia do seguro. A franquia é o valor de responsabilidade do consumidor na hora de reparar o carro.

Geralmente, este custo é fixo, e aparece definido na apólice da proteção.

Imagine que o seu carro bate, e seu conserto terá custo de R$ 4 mil. Como a franquia do seu seguro é de R$ 1 mil, você pagará R$ 1 mil à oficina.

Já a seguradora irá quitar os R$ 3 mil restantes. Logo que a franquia é acertada pelo consumidor, a oficina inicia o conserto do auto. Nas credenciadas, é comum que os valores possam ser parcelados.

Há ainda a possibilidade de uma perda integral. Quando ela ocorre, não é necessário pagar franquia. Em vez disso, o consumidor recebe o valor total para a compra de um novo carro.

Depois, a apólice da proteção é encerrada. Caso adquira um novo veículo, o usuário precisará contratar um novo seguro.

Agora você já sabe tudo o que precisa para acionar o seu seguro. Para que esse processo seja ainda mais simples, vale a pena contratar proteção com a seguradora certa.

Por isso, pesquise bastante entre as empresas. A melhor seguradora é aquela que oferece todas as coberturas necessárias ao seu veículo, mas que também proporciona bom atendimento após um sinistro.

Na dúvida, converse com o seu corretor e pesquise sobre o que os consumidores acham sobre a empresa.

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