Por que o valor do seguro de carros antigos é mais caro

carros antigos

De modo geral, o seguro de carros antigos é mais caro do que para veículos novos, seminovos ou usados. Embora haja planos específicos, os valores costumam ser consideravelmente maiores se comparados ao preço que vale o veículo. Mais difícil se for par veículos “raridades”, pois nas seguradoras não existem apólices para protegê-las.

Entre os motivos principais está o fato de que as peças de reposição são mais caras, por não se encontrarem tão facilmente no mercado. Outra razão são as estatísticas de furto, roubo e colisão, afinal, carros antigos contam com menos condições de segurança, o que é levado em conta pela seguradora na hora do cálculo do prêmio, pago pelo cliente. Para piorar, os dois fatores juntos acabam tornando o veículo ainda mais atraente para que ladrões possam vender suas peças separadmente.

Por outro lado, se as seguradoras costumam orçar o seguro de acordo com o risco de sinistro, instalar rastreadores e bloqueadores pode reduzir o preço do seguro em até 20%, pois as ferramentas aumentam a segurança do carro e facilitam sua localização em casos de roubo ou furto.

Carro novo, seminovo, usado e antigo – Mas, quais os critérios para considerar um veículo novo, seminovo ou antigo? Se o carro teve apenas um proprietário, possui menos de 3 anos de fabricação e rodou até 20 mil quilômetros pode ser considerado seminovo. A parte disso, outros critérios são considerados para classificá-lo como usado, como seu estado de conservação (lataria, motor, embreagem, câmbio, entre outros), ter sofrido acidente, ou possui acessórios que não sejam originais.

O veículo antigo, por sua vez, é aquele que saiu de linha e não é mais fabricado. Para estes, o pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) varia a cada estado brasileiro; em São Paulo, por exemplo, fica isento de pagar o imposto o carro com mais de 20 anos de fabricação, assim como no Paraná, Rio Grande do Sul e Alagoas. No estados do Rio de Janeiro, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Brasília (DF), Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraiba, Piauí, Sergipe e Rondônia, o veículo precisa ter mais de 15 anos para ficar isento do IPVA. No Acre, Goiás, Rio Grande do Norte e Roraima são 10 anos. Apenas em Minas Gerais e Pernambuco a redução é progressiva de acordo com o ano do veículo.

Mas atenção às suas obrigações com o DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre). Seja o veículo novo, seminovo, usado ou antigo, todo proprietário precisa pagar este seguro obrigatório, que garante o direito de indenização às vítimas que tenham sofrido acidente de trânsito.

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