Veja os 10 maiores recalls de carros na história

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SÃO PAULO – Já até virou rotina, todo mês tem dois ou três recalls de automóveis. Alguns envolvem falhas mais simples, como um problema no sistema elétrico da trava ou vidro, outros já se tornam mais perigosos, como travamento das rodas ou vazamento de óleo no motor.

Nesta quarta-feira, a Toyota fez uma campanha de recall mundial para 6,4 milhões de automóveis. Confira abaixo quais foram os 10 maiores recalls da história, segundo o MSN :

1-  Ford (Outubro/2009) Defeito: combustão espontânea no sistema de Cruise-Control (controle de velocidade) Unidades: mais de 14 milhões Modelos: Explorer, Excursion, Ranger, Windstar, E-150-450 e Mercury Mountaineer (de 1992 a 2003) O maior recall da história do setor automotivo se originou graças a uma falha no sistema de controle de velocidade que podia causar risco de incêndio, já que as chaves estavam propensas a superaquecimento. Para piorar a situação, em certos modelos, o problema no Cruise-Control podia se espalhar para o sistema de segurança do carro. Apesar do tamanho, o recall afetou somente 4,5 milhões de clientes.

2 –  Ford (Abril/1996) Defeito: problemas na ignição Unidades: 7,9 milhões Modelos: Aerostar, Bronco, Crown Victoria, Escort, Mustang, Tempo, Thunderbird, F-Series, Lincoln Town Car, Mercury Cougar, Grand Marquis e Topaz (de 1988 a 1993) Em meados da década de 1990, os consumidores da Ford começaram a relatar problemas com a ignição do carro; em alguns casos, houve até curto-circuito e colapso da coluna de direção.

3-  GM (Dezembro/1971) Defeito: falha na montagem do motor Unidades: 6,7 milhões Modelos: Bel Air, Brookwood, Camaro, Caprice, Chevy II, G Series, Impala, Kingswood, Nova, P Series, C Series e Townsman (de 1965 a 1970) A montagem dos motores são, praticamente, destinadas a falhar, pois precisam permitir que o bloco pesado fique fixo em um lugar, mas ao mesmo tempo seja flexível para evitar a transferência de vibração para os ocupantes do veículo. Porém, não foi o que aconteceu com o motor da GM; a montadora precisou fixar melhor o item para evitar aceleração involuntária do carro.

4- Toyota (Outubro/2009 a Janeiro/2010) Defeito: aceleração não intencional Unidades: 6,67 milhões Modelos: Avalon, Camry, Corolla, Corolla Matrix, Highlander, Prius, RAV4, Tacoma, Tundra e Lexus (de 2004 a 2010) Como a falha de aceleração não intencional são considerados “enigmas mecânicos”, pois é difícil de recriar o acontecimento, a montadora acabou emitindo dois recalls – um para a troca do tapete, que poderia emperrar o pedal do acelerador, e outro para verificar o mecanismo do pedal.

5-  Toyota (Abril/2014)

Defeito: diversas falhas (volante, assento, motores de arranques, limpadores de para-brisa e airbag) Unidades: 6,39 milhões Modelos: 27 modelos, incluindo o RAV4, Yaris, Pontiac Vice e Subaru Trezia A montadora não informou muitos detalhes sobre o seu segundo maior recall. Mas disse que cerca de 3,5 milhões de veículos estavam sendo convocados para substituição de um cabo em espiral que pode ser danificado quando o volante é virado, fazendo com que o airbag deixe de ser ativado em caso de acidente; outros 2,32 milhões de modelos de três portas, fabricados entre janeiro de 2005 e agosto de 2010, passarão pelo recall para verificação de falhas no trilho de ajuste de bancos; e outros recalls são por falhas em suportes de coluna de direção, motores dos limpadores de para-brisa e motores de arranque.

6-  GM (Fevereiro/1981) Defeito: falha no parafuso da suspensão traseira Unidades: 5,82 milhões Modelos: Biuck Century, Regal, El Camino, Malibu, Monte Carlo, Caballero, Oldsmobile Cutlass, Pontiac Grand Prix e LeMans (de 1978 a 1981) A suspensão do carro precisa estar montada corretamente, pois o sistema precisa absorver o impacto e ainda manter os passageiros confortáveis. Por isso, a GM decidiu substituir os parafusos de controle da suspensão traseira de uma série de modelos em início de 1980, quando surgiram relatos de que os parafusos poderiam quebrar ou afrouxar, levando a perda de controle.

7-  Ford (Junho/1972) Defeito: desgaste do cinto de segurança Unidades: 4,07 milhões Modelos: Lincoln e Mercury (de 1970 a 1971) A montadora precisou trocar uma peça do cinto de segurança que estava se partindo por causa da pressão exercida sobre ela.

8-  GM (Janeiro/1973) Defeito: falha na grade do para-choque Unidades: 3,71 milhões Modelos: Buick Centurion, Electra, Estate Wagon, LeSabre, Riviera, Bel Air, Biscayne, Brookwood, Caprice, Impala, Kingswood, Kingswood Estate, Townsman, Oldsmobile 88 e 89, Pontiac Bonneville, Grand Ville e Catalina (de 1971 e 1972) A grade do para-choque tem o objetivo de evitar que entre objetos em componentes do carro. Porém, os carros da montadora estavam permitindo que pedras atrapalhassem a barra de direção e impedissem o carro de virar para a esquerda.

9-  Honda (Maio/1995) Defeito: falha na fivela do cinto de segurança Unidades: 3,7 milhões Modelos: Acura Legend, Integra, NSX, Accord, Civic e Prelude (de 1986 a 1991) O botão de plástico que libera o cinto de segurança apresentou falhas que acabavam quebrando componentes do cinto. No entanto, só se percebi que o cinto estava quebrado durante um acidente.

10- Volkswagen (Outubro/1972) Defeito: falha nos limpadores de para-brisa Unidades: 3,7 milhões Modelos: Fusca Depois de anos de reclamações de clientes, a VW concordou em substituir os limpadores de para-brisa, que caiam depois do uso repetitivo.

Fonte: InfoMoney

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