Carro do futuro abastecerá a cada 100 anos

Carro do futuro abastecerá a cada 100 anos

Com a promessa inovadora de só abastecer daqui a cem anos, a Laser Power System, está desenvolvendo um inovador sistema de propulsão para automóveis: o tório.

Essa não é a primeira vez que o tório é considerado como potencial combustível para automóveis. Ele já foi indicado como ótimo candidato para substituir o urânio nos reatores nucleares, graças à sua relativa segurança, sendo menos radioativo que o urânio, mais fácil de ser extraído do solo e ainda menos prejudicial ao meio ambiente.

Além disso, um propulsor alimentado com tório não conseguiria desencadear uma reação nuclear, como ocorre com os reatores alimentados com o urânio. Os atuais protótipos de motores a tório pesam cerca de 250 kg e podem ser integrados dentro de automóveis.

O projeto de um carro alimentado com tório é de 2009, quando Loren Kulesus desenvolveu a World Thorium Fuel Concept Car, apresentada no Salão de Automóveis Cadillac de Chicago. O tório, material radioativo, foi descoberto em 1828 pelo químico sueco Jons Jakob Berzelius, que lhe deu esse nome em homenagem ao deus nórdico Thor. Graças à elevada densidade, o mineral consegue produzir uma enorme quantidade de calor.

A Laser Power System está testando um motor que utiliza pequenos blocos de tório aquecidos que produzem calor suficiente para alimentar um laser. O laser aquece a água e com o vapor produzido movimenta uma mini turbina. A turbina, por suz vez, gera a energia elétrica e com isso a propulsão.

Segundo nota publicada no site da empresa, o uso do tório para a geração de energia poderia ser aplicado em “casas, ambientes de trabalho, transporte, carros, caminhões, navios, equipamentos militares e até aviões e naves espaciais”. A Laser Power System, entretanto, chegou a desmentir a veridicidade das fotos que circularam na internet sobre um protótipo de carro alimentado a tório.

As pesquisas dos Estados Unidos sobre os reatores à base de tório para a produção de energia começaram na década de 1960. Contudo, a pesquisa privilegiou os reatores “tradicionais”, alimentados com urânio por causa da grande produção de plutônio consequente do processo nuclear. China, Índia e Noruega estão tentando lançar novamente essa tecnologia.

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