Carros movidos por pílulas de combustível. Uma inovação a favor da natureza.

Carros movidos por pílulas de combustível

As tecnologias limpas podem representar uma nova realidade em um futuro próximo. A fabricante japonesa de automóveis Toyota, apresentará um novo veículo movido a pilha de combustível no salão do automóvel de Tóquio, no final de novembro, de acordo com anúncio feito pela companhia.

As emissões de gases do efeito estufa provenientes dos automóveis são um dos maiores problemas ambientais do século 21, segundo especialistas. Motivos para tamanha preocupação não faltam: intensificação do aquecimento global, poluição atmosférica e, consequentemente, risco para à saúde humana estão entre eles. A Toyota pretende comercializar este novo modelo a partir de 2015, ano em que Japão, Europa e América do Norte contarão com “centenas de postos com hidrogênio”.

Como funciona?

O princípio da pilha de combustível é o da eletrólise invertida. A eletricidade é gerada fazendo elétrons extirpados de átomos de hidrogênio passar em um circuito. Em seguida, os átomos são recombinados com o oxigênio do ar para produzir água.

Na Ásia, a Honda foi uma das primeiras montadoras a lançar esses modelos comercialmente, com o FCX Clarity. Em 2008, a montadora japonesa apresentou as primeiras unidades de seu carro movido a célula de combustível, que foram ofertadas aos consumidores americanos pelo sistema de leasing, com mensalidade de US$ 600 – depois de três anos de uso, os veículos deveriam ser devolvidos à fábrica. Com essa estratégia, a Honda pôde avaliar melhor o projeto e adequá-lo ao mercado. Os 200 primeiros exemplares do modelo foram destinados à Califórnia, Estado americano que conta com infraestrutura piloto de rede de abastecimento de hidrogênio.

Enquanto a Europa e a Ásia avançam nessa tecnologia, o Brasil se restringe a pesquisas acadêmicas isoladas e pouco divulgadas. Em 2007, foi desenvolvido aqui um ônibus com células de combustível e, em 2009, ele entrou em operação no corredor que liga o Jabaquara a São Bernardo, na região do ABC Paulista. Chegaram a fazer quatro ônibus, com células fornecidas pela Ballard (a mesma que fornece para a Mercedes-Benz), mas depois disso não se teve mais notícia a respeito.

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