Direção e Sono, uma combinação perigosa.

Direção e sono, uma combinação perigosa.

Motoristas que dirigem por longos períodos sem parar para dormir representam um grande risco. O sono é bastante traiçoeiro, e a pessoa cochila sem perceber enquanto dirige. Nas estradas o perigo é ainda maior, já que a velocidade permitida é mais alta. Infelizmente, os acidentes provocados por breves cochilos são comuns, principalmente em vésperas de feriados, quando o fluxo de veículos nas rodovias aumenta e muita gente acorda mais cedo que o de costume para enfrentar longas viagens ao volante.

Quando a pessoa não consegue dormir o necessário, o corpo começa a apresentar sinais de cansaço. O organismo entra em fadiga e há alterações, como a atenção, que fica menor, os reflexos, que ficam mais lentos, e a concentração, que diminui bastante. No trânsito, isso pode resultar em acidentes. Além de o motorista correr o risco de cochilar, ele vai estar menos atento ao trânsito.

Medicamentos e Energéticos

A utilização dos remédios e energéticos também são totalmente contraindicados pelos médicos. Essas misturas de remédios são estimulantes e fazem com que o organismo tenha necessidade de menos sono, mas não ‘recarrega as baterias’, só diminui naquele momento a sensação de sono. Isso mascara o cansaço físico, mas não o mental.

Os distúrbios do sono também representam risco para o motorista, em especial a apnéia do sono. Trata-se de um problema crônico e evolutivo que tem como consequência a sonolência diurna excessiva, redução dos reflexos, da atenção e da concentração.

Interessado em promover a segurança no trânsito, desde 2008 o Conselho Nacional de Trânsito estabeleceu que para adição, renovação e mudança da carteria de habilitação para as categorias C, D e E, os candidatos devem ser submetidos a avaliação médica para identificar a ocorrência de apnéia do sono. Os exames necessários são realizados junto com os outros, que avaliam a capacidade física e mental do motorista. Após os exames, o médico pode aprovar temporariamente o candidato ou, se for necessário, solicitar a realização de exame de polissonografia, para um diagnóstico mais detalhado.

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