O Seguro cobre acidentes fora do país, exterior?

O seguro cobre acidentes fora do país?

Viajar de carro é uma aventura e tanto! Lugares inexplorados, trilhas pouco conhecidas, e a vantagem de poder parar em qualquer lugar para admirar a paisagem…
Mas e o seguro, como fica?

 

A maioria dos motoristas que utilizam o carro para viajar contratam a cobertura compreensiva ou total contra colisão, incêndio e roubo. É o pacote normalmente mais caro, mas é também a maneira de ficar mais protegido.  Porém, se sua viagem não for dentro do território brasileiro, é melhor ficar atento: Os acidentes ocorridos fora do território nacional não são cobertos pelo DPVAT. Em caso de veículos estrangeiros no Brasil torna-se necessária a emissão de um seguro específico.

 

Quem viaja de carro para o exterior precisa se garantir, pois os sinistros que ocorrem depois da fronteira só estão cobertos se isso constar na apólice. Caso contrário, o segurado não tem direito à indenização.

Além disso, poucos sabem que levar o carro para fora do Brasil é mais complicado do que parece: além do motorista ter de contratar um seguro obrigatório para o pais de destino, existe uma série de documentos obrigatórios exigidos ao deixar o país, tais como:

 

Comprovante de propriedade do veículo

 

É a uma certidão que contém os dados cadastrais do veículo e o histórico da sua propriedade, obtida por solicitação do proprietário ou de um representante legal, utilizada para fins de prova em juízo.

 

Certidão Negativa “Nada Consta” do Detran

 

A certidão negativa da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) tem por objetivo informar, através de um documento, o histórico do condutor, como a data e local de emissão da CNH, a existência ou não de processo, mudança ou não de categoria etc.

 

Nos sites do Detran de alguns estados é possível ter uma versão impressa da certidão – válida no Brasil. Mas algumas aduanas “alfândegas” podem não aceitar, melhor ter a versão carimbada. Procure o Detran para a emissão deste documento.
A taxa varia de acordo com a cidade e é entregue em no máximo 48 horas.

 

PID – Permissão Internacional para dirigir

 

Este documento traduz o que está escrito na CNH para outras línguas: Português, Espanhol, Árabe, Russo, Inglês, Alemão e Francês. A PID tem validade idêntica ao prazo impresso na CNH. Para obtê-la, basta levar sua CNH, RG e um comprovante de residência a qualquer Centro de Formação de Condutores (CFC) ou diretamente no Detran de sua cidade. A PID só é válida junto com a CNH nacional.

 

Seguro Carta Verde

 

É o seguro obrigatório (veja Res. Nº 120/94) para automóveis quando em viagem pelos países do Mercosul. Este seguro cobre apenas acidentes com terceiros. Quer dizer que se você bater com seu carro, seu seguro carta verde irá indenizar apenas o condutor do carro em que você bateu. Seu carro não estará coberto por este seguro. A cobertura é para morte e/ou danos pessoais, despesas médico hospitalares e danos materiais causados a terceiros não transportados pelo veículo, honorários do advogado de defesa do segurado e custas processuais decorrentes de ações cíveis.

 

Quem já possui seguro com cobertura nacional, pode solicitar uma “extensão de perímetro” para sua seguradora, mas peça um documento onde esteja escrito expressamente a validade em cada país. Pois, mesmo com o “Válido nos países da América do Sul”, alguns guardas podem “criar caso”.

 

Para o Perú, se você não tiver o Seguro Carta Verde, o Governo exige a contratação do Seguro Obrigatório contra Acidentes de Trânsito (SOAT).

 

Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV)

É o mesmo documento do carro que usamos aqui no Brasil. Ele precisa estar no nome do condutor ou de algum dos passageiros. Se não estiver – no caso de ser emprestado ou financiado – será necessária uma autorização do proprietário, legalizada pelo Ministério de Relações Exteriores do Brasil, com firma reconhecida em cartório e legalizada junto ao consulado do País.

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01 Comentário

  1. Robertinho disse em 16 Mar às 11:38 am :

    Muito interessante essa matéria.

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