Arrastões e incêndios de carros: segurados estão protegidos

Smartia Seguros - Incêndio e arrastões

É tradicional em contratos de seguros, a exclusão de indenização no caso de prejuízos decorrentes de ”quaisquer perturbações da ordem pública, tais como, tumultos, motins, greves de empregados, paralisações de empregadores etc.”. Os chamados “arrastões” que resultam carros incendiados criminosamente, poderiam estar entre os riscos excluídos da indenização do seguro do automóvel. Entretanto, por entender que tais “arrastões” ainda são pontuais, as seguradoras associadas à FENSEG (Federação Nacional de Seguros Gerais) estão cobrindo os segurados vítimas dos ataques do tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

A FENSEG, lembra que, no caso, o pagamento do seguro só pode ser concretizado para os segurados que tenham contratado a cobertura de colisão, incêndio e roubo, que é a proteção tradicionalmente mais solicitada pelo consumidor. Para aqueles que optaram por adquirir exclusivamente a garantia de Responsabilidade Civil Facultativa (RCF), cujo objetivo é saldar prejuízos causados pelo segurado a terceiros em decorrência de acidentes, a indenização será negada, justamente porque não houve a compra da cobertura contra incêndio.

Porém, segundo a Fenseg, a maioria dos clientes pode ficar tranquila, visto que a compra de pacotes compreensivos (ex: roubo, furto, colisão e incêndio) prevalece no mercado. A entidade também não projeta um forte avanço da sinistralidade em virtude de veículos incendiados. Outra, entretanto, poderia ser a situação se esses incêndios criminosos se generalizassem. No limite, poderíamos ter a caracterização desses crimes como atos de terrorismo. Não haveria como as seguradoras pagarem indenizações nesse caso.

Pois elas justificadamente procuram colocar fora do alcance das apólices qualquer evento que não possa ser medido pelas tábuas estatísticas, eventos improváveis ou de efeitos não avaliáveis como são guerras, tumultos, revolução, vandalismo e perturbações da ordem pública. Tais exclusões são necessárias para dar previsibilidade ao negócio e, assim, permitir que as empresas continuem dando cobertura e pagando as indenizações para eventos cobertos pelo contrato.

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